Guia da Premier League
O Campeonato Inglês teve início neste final de semana. E com um bom número de surpresas. O West Brom atropelou o Liverpool, enquanto o Sunderland foi capaz de segurar o Arsenal – e, obviamente, contar com a incompetência do ataque dos Gunners. O Swansea protagonizou uma goleada avassaladora sobre o QPR. E até mesmo o novato Southampton quase aprontou para cima do Manchester United. Na segunda parte do Guia da Premier League, algumas das armas destas equipes pode ser conferida. O destaque, porém, fica com um clube que perdeu. O Tottenham foi superior ao Newcastle durante boa parte do encontro em St. James Park e não deverá ser o tropeço inicial que tirará os londrinos da briga por um lugar na Liga dos Campeões.
Clique aqui e confira também a primeira parte do guia
Queens Park Rangers
Nome: Queens Park Rangers Football Club
Fundação: 1882
Site oficial: www.qpr.co.uk
Estádio: Loftus Road (18.360 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Mark Hughes
Colocação em 2011/12: 17º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Djibril Cissé (A, França)
Fique de olho: Fábio da Silva (D, Brasil)
Principais contratações: Junior Hoilett (A, Blackburn), Ji-Sung Park (M, Manchester United), Fábio da Silva (D, Manchester United), Ryan Nelsen (D, Tottenham), Robert Green (G, West Ham), Andy Johnson (A, Fulham), José Bosingwa (D, Chelsea)
Principais perdas: Heidar Helguson (A, Cardiff), Fitz Hall (D, Watford), Paddy Kenny (G, Leeds), Ákos Buzsáky (M, sem clube), Danny Gabbidon (D, sem clube), Taye Taiwo (D, Milan-ITA)
Objetivo na temporada: meio da tabela
Nenhum outro clube da Premier League trouxe tantos reforços com pecha de titulares quanto o Queens Park Rangers. A ação predatória no mercado se deu pela fraca campanha na última temporada, com risco de queda até a última rodada, combinada à compra do clube em meados de 2011 pelo magnata malaio Tony Fernandes. Os gastos nas transferências, em si, não foram tão altos assim, totalizando € 7,1 milhões. Entretanto, os londrinos incharam consideravelmente sua folha salarial.
As contratações começam já no gol, onde o controverso Robert Green assume a camisa 1. Anton Ferdinand também ganha três novos parceiros para a defesa, com Bosingwa, Fábio e Ryan Nelsen. Com a iminente saída de Joey Barton, que deve ser emprestado ao Olympique de Marseille em troca do bom Stéphane Mbia, o meio de campo passa a ser liderado por Ji-Sung Park, a nova estrela da companhia. E, mais à frente, Djibril Cissé continua municiado por Adel Taarabt, mas agora com o apoio de Junior Hoilett.
Contratado para apagar o incêndio de 2011, Mark Hughes agora precisa dar liga aos ingredientes que têm em mãos. A necessidade primordial do técnico é ter tempo para poder trabalhar, sem a pressão recorrente em clubes geridos por ricaços. Depois de uma pré-temporada de bons resultados, o QPR invariavelmente vai usar o início da Premier League para testar o elenco e ganhar o entrosamento necessário. Se sobreviver o início, o clube poderá sonhar com um segundo turno mais tranquilo e, quem sabe, demonstrar força além dos limites de Loftus Road, onde veio a salvação na última temporada.
Reading
Nome: Reading Football Club
Fundação: 1871
Site oficial: www.readingfc.co.uk
Estádio: Madjeski Stadium (24.161 torcedores)
Cidade: Reading (155.700 habitantes)
Técnico: Brian McDermott
Colocação em 2011/12: 1º na Championship
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Pavel Pogrebnyak (A, Rússia)
Fique de olho: Chris Gunter (D, País de Gales)
Principais contratações: Adrian Mariappa (D, Watford), Chris Gunter (D, Nottingham Forest), Nicky Shorey (D, West Bromwich), Garath McCleary (A, Nottingham Forest), Danny Guthrie (M, Newcastle), Pavel Pogrebnyak (A, Fulham)
Principais perdas: Joseph Mils (A, Burnley), Mathieu Manset (A, Sion-SUI), Tomasz Cywka (A, sem clube), Andy Griffin (D, sem clube)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento
Seis anos depois de chegar à Premier League pela primeira vez, o Reading ascende novamente como campeão da Championship. Mas, apesar do excelente primeiro semestre na segunda divisão, os Royals não têm pretensões tão altas de repetir o oitavo lugar alcançado no ano de estreia. O primeiro passo para a equipe é se firmar na elite. E, para tanto, conta com o bom trabalho realizado pelo técnico Brian McDermott.
Desde o título, porém, há novidades consideráveis no Madjeski Stadium. A principal delas é a chegada de Anton Zingarevich, milionário russo que comprou o clube em maio. Se não é Roman Abramovich, o novo mandatário ao menos conseguiu realizar bons negócios durante a janela de transferências. O principal deles foi trazer o compatriota Pavel Pogrebnyak, atraído sem custos após boa passagem pelo Fulham e que promete formar boa combinação ao lado de Adam Le Fondre. Além do centroavante, os novos reforços mesclam experiência, como Nicky Shorey e Danny Guthrie, com algumas apostas, entre elas Garath McCleary, Chris Gunter e Adrian Mariappa.
No fluxo contrário, foram poucas perdas, concentradas em jogadores que serviam mais como opções no elenco. A defesa , capaz de não sofrer gols em 22 jogos na última temporada, continua sendo o ponto forte, liderada pelo goleiro Adam Federici (apesar da falha contra o Stoke) e Kaspars Gorkss. Entretanto, o time carece de um pouco mais de criatividade no meio de campo. Dentre os traços marcantes da campanha na Championship, é possível esperar bons resultados como mandante, bem como o forte caráter coletivo. Ainda assim, precisará mostrar algo além para sobreviver na Premier League.
Southampton
Nome: Southampton Football Club
Fundação: 1885
Site oficial: www.saintsfc.co.uk
Estádio: St. Mary’s Stadium (32.690 torcedores)
Cidade: Southampton (239.700 habitantes)
Técnico: Nigel Adkins
Colocação em 2011/12: 2º na Championship
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Rickie Lambert (A, Inglaterra)
Fique de olho: Jay Rodríguez (A, Inglaterra)
Principais contratações: Paulo Gazzaniga (G, Gillingham), Nathaniel Clyne (D, Crystal Palace), Steven Davis (M, Rangers-ESC), Jay Rodriguez (A, Burnley)
Principais perdas: David Connolly (A, sem clube), Aaron Martin (D, Crystal Palace), Lee Holmes (A, Preston North End), Dan Hardin (D, Nottingham Forest), Dan Harding (A, Nottingham Forest)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento
O Southampton precisará se reacostumar com o clima da primeira divisão. Depois de 27 temporadas consecutivas na elite, o clube foi rebaixado em 2005 e caiu em desgraça. Punidos pela falência de sua empresa gestora, os Saints acabaram na League One. A recuperação começou a ser desenhada somente a partir de 2010, com a chegada do técnico Nigel Adkins. O comandante levou a equipe a dois acessos consecutivos, revivendo o sonho da Premier League no St. Mary’s Stadium.
Dentre as virtudes apresentadas pelo time durante o vice-campeonato na Championship está a força ofensiva. Foram 85 gols marcados em 42 jogos. Artilheiro com 27 tentos, Rickie Lambert deverá provar a mesma fome em frente às redes contra adversários mais bem preparados. Ao menos o centroavante segue apoiado por Adam Lallana e pelo brasileiro Guly, que impulsionam o ataque com suas subidas pelas pontas. E o setor ainda ganhou o promissor Jay Rodríguez, maior contratação da história do Southampton, comprado por € 8,6 milhões após bom desempenho com o Burnley.
Como de praxe no clube, outros jovens também encabeçam as principais contratações: o lateral Nathaniel Clyne e o goleiro Paulo Gazzaniga. Será importante que as novas peças se encaixem para manter também a boa forma da defesa, terceira melhor na segundona. Para tanto, o goleiro Kelvin Davis segue orientando o setor, que permanece intacto. Iniciada a temporada, os Saints precisam se adaptar à nova realidade para, quem sabe, ficar mais duas décadas seguidas na Premier League. A vitória custosa do Manchester City na reestreia pode ser um indício.
Stoke City
Nome: Stoke City Football Club
Fundação: 1863
Site oficial: www.stokecityfc.com
Estádio: Britannia Stadium (27.740 torcedores)
Cidade: Stoke-on-Trent (239.700 habitantes)
Técnico: Tony Pulis
Colocação em 2011/12: 14º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Ryan Shawcross (D, Inglaterra)
Fique de olho: Jamie Ness (M, Escócia)
Principais contratações: Jamie Ness (M, Rangers), Geoff Cameron (D, Houston Dynamo-EUA), Michael Kightly (A, Wolverhampton), Goran Popov (D, Dynamo Kiev)
Principais perdas: Jonathan Woodgate (D, Middlesbrough), Ricardo Fuller (A, sem clube), Salif Diao (M, sem clube)
Objetivo na temporada: meio da tabela
O Stoke City apostará mais uma vez na fórmula consagrada por Tony Pulis para permanecer no pelotão intermediário da Premier League. O técnico constituiu um tripé baseado em empenho defensivo, força no jogo aéreo e bom aproveitamento como mandante, que orienta os Potters há cinco temporadas na elite. No último campeonato, o desempenho não foi tão satisfatório assim, embora o clube não tenha sofrido apuros com a ameaça de rebaixamento. O 14º lugar só foi atenuado pela campanha até os playoffs da Liga Europa, que tomou parte da energia do elenco.
Sem dividir as atenções com a competição continental, Pulis pediu reforços para subir na tabela. Todavia, a diretoria garantiu que as contratações só seriam feitas à medida que outros nomes fossem vendidos, o que até agora não aconteceu em ritmo acelerado. A principal novidade é Michael Kightly, que potencializa as subidas pelos flancos e servirá de contrapeso a Matthew Etherington pela direita. Já para a defesa, Geoff Cameron chegou como opção para o paredão formado por Ryan Shawcross e Robert Huth.
O maior entrave, contudo, está no ataque. Nem a presença de Peter Crouch foi capaz de melhorar a produção ofensiva do Stoke, dono da menor quantidade de gols na temporada 2011/12. Para acompanhar o centroavante, há boas opções, como Cameron Jerome e Jonathan Walters. O que falta é um pouco mais de maleabilidade ao time, para que consiga surpreender os adversários e ir além do patamar já estabelecido pelos Potters.
Sunderland
Nome: Sunderland Association Football Club
Fundação: 1879
Site oficial: www.safc.com
Estádio: Stadium of Light (49.000 torcedores)
Cidade: Sunderland (177.739 habitantes)
Técnico: Martin O’Neill
Colocação em 2011/12: 13º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Stéphane Sessègnon (M, Benin)
Fique de olho: Jack Colback (A, Inglaterra)
Principais contratações: Carlos Cuéllar (D, Aston Villa), Louis Saha (A, Tottenham)
Principais perdas: Michael Turner (D, Norwich), Marcos Angeleri (D, Estudiantes-ARG), Craig Gordon (G, sem clube), Wayne Bridge (D, Brighton & Hove Albion), Sotirios Kyrgiakos (D, Wolfsburg-ALE), Asamoah Gyan (A, Al Ain-EAU), Nicklas Bendtner (A, Arsenal)
Objetivo na temporada: meio da tabela
A principal missão de Martin O’Neill foi cumprida. O treinador assumiu a direção do Sunderland no meio da temporada e conseguiu livrar o clube de um rebaixamento que parecia desenhado. Na reta final da campanha, entretanto, os Black Cats perderam o fôlego e engataram uma sequência de oito partidas sem vitória. Assim, a pré-temporada serviu mais para corrigir as falhas que proporcionaram o jejum e renovar as energias para o início do campeonato, considerando que o elenco não ganhou grandes contratações.
O primeiro reforço a aportar no Stadium of Light, Carlos Cuéllar foi garantido sem custos para substituir Michael Turner. A expectativa é de que o zagueiro possa manter a qualidade do setor defensivo demonstrada desde a chegada de O’Neill, especialmente com o goleiro Simon Mignolet e John O’Shea. O meio de campo, setor mais talentoso da equipe, segue encabeçado por Sebastian Larsson e Lee Cattermole, além dos ascendentes James McClean e Jack Colback, boas revelações recentes do clube.
Já as maiores responsabilidades ficam sob o encargo de Stéphane Sessègnon, destaque individual e mantido pela diretoria, apesar das especulações envolvendo seu nome. O meia-atacante deverá conduzir as ações ofensivas, após a saída de Nicklas Bendtner. O clube tentou substituir o dinamarquês, mas o alto valor pedido pelo Wolverhampton impediu a chegada de Steven Fletcher. Sem o escocês, Louis Saha veio, mas ainda precisa provar que recuperou o faro de gol de outrora. Se o ataque engrenar, é bem possível que os Black Cats escalem algumas posições na tabela em relação à última temporada.
Swansea
Nome: Swansea City Association Football Club
Fundação: 1912
Site oficial: www.swanseacity.net
Estádio: Liberty Stadium (20.532 torcedores)
Cidade: Swansea, País de Gales (228.100 habitantes)
Técnico: Michael Laudrup
Colocação em 2011/12: 11º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Michel Vorm (G, Holanda)
Fique de olho: Kyle Bartley (D, Inglaterra)
Principais contratações: Michu (M, Rayo Vallecano-ESP), Chico (D, Genoa-ITA), Jonathan de Guzmán (M, Villarreal-ESP), Kyle Bartley (D, Arsenal)
Principais perdas: Joe Allen (M, Liverpool), Gylfi Sigurdsson (M, Tottenham), Steven Caulker (D, Tottenham)
Objetivo na temporada: meio da tabela
Poucos esperavam uma temporada tão convincente do Swansea em sua reestreia na primeira divisão após 19 anos. A aclamação veio não apenas pelos resultados, mas principalmente pelo estilo de jogo fluido da equipe de Brendan Rodgers. Não por menos, o técnico foi levado pelo Liverpool como o salvador da pátria, assim como os Swans não tiveram forças suficientes para manter Joe Allen e Gylfi Sigurdsson, protagonistas da boa campanha. Para repetir o sucesso, os galeses contrataram Michael Laudrup, escolha precisa diante de sua afeição pelo jogo de posse e insistência nos passes.
Durante a pré-temporada realizada nos Estados Unidos, o dinamarquês se esforçou para assegurar a eficiência do time mesmo sem as peças perdidas, mantendo o já enraizado 4-3-3. Para tanto, pesa o entrosamento do sistema defensivo, que trocou Steven Caulker por Chico no miolo de zaga. O setor segue liderado pelo capitão Ashley Williams e pelo goleiro Michael Vorm, também responsável em grande parte pela campanha do Swansea. Já no ataque, a qualidade nas pontas continua garantida com Scott Sinclair, Nathan Dyer e Wayne Routledge, além de Danny Graham como referência na área.
As mudanças mais significativas se deram no meio de campo, embora as lacunas pareçam bem preenchidas. Jonathan De Guzmán e Michu tentam garantir a cadência característica do futebol espanhol ao lado de Leon Britton, jogador com melhor aproveitamento de passes da última temporada europeia. E os novatos também serão importantes para trazer variações ao já apresentado pela última temporada. Depois de chegarem sem alardes na Premier League, os Swans terão superar uma atenção maior dos adversários se quiserem repetir o bom desempenho.
Tottenham
Nome: Tottenham Hotspur Football Club
Fundação: 1882
Site oficial: www.tottenhamhotspur.com
Estádio: White Hart Lane (36.320 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: André Villas-Boas
Colocação em 2011/12: 4º
Competição europeia: Liga Europa
Destaque: Gareth Bale (M, País de Gales)
Fique de olho: Jake Livermore (M, Inglaterra)
Principais contratações: Jan Vertonghen (D, Ajax-HOL), Gylfi Sigurdsson (M, Hoffenheim), Steven Caulker (D, Swansea)
Principais perdas: Emmanuel Adebayor (A, Manchester City), Ledley King (D, aposentado), Louis Saha (A, Sunderland), Niko Kranjcar (M, Dynamo Kiev-UCR), Vedran Corluka (D, Lokomotiv Moscou-RUS), Ryan Nelsen (D, QPR), Steven Pienaar (M, Everton)
Objetivo na temporada: copas europeias
O Tottenham inicia a temporada com ares renovados. Depois de quatro anos à frente dos Spurs, Harry Redknapp recebeu o bilhete azul. O técnico possui seus méritos durante a passagem por White Hart Lane, principalmente por ter reestabelecido o clube entre os postulantes por uma vaga na Liga dos Campeões. Entretanto, a situação se tornou insustentável diante do declínio na reta final da Premier League, apresentando o desgaste de sua relação com os londrinos especialmente diante da possibilidade de assumir a seleção inglesa. Sem perder muito tempo, o presidente Daniel Levy garantiu os serviços de André Villas-Boas, que chega também interessado em lavar sua reputação na Inglaterra.
O primeiro desafio do português será conciliar o estilo de suas equipes, de maior cadência, com a verticalidade e a velocidade características do time nos últimos anos. Além disso, há a situação de Luka Modric, pronto para se juntar ao Real Madrid. Com o croata afastado e Parker lesionado, Sandro e Livermore precisam se virar na cabeça de área. E outro caso que se arrasta é o de Emmanuel Adebayor, que deixa o ataque bastante carente – Defoe é o único homem de ofício para o setor. Os Spurs já se acertaram com o Man City e com o togolês, mas uma disputa justamente entre os Citizens e o jogador trava o negócio. Com o desenrolar das duas pendências, é possível que novas aquisições aconteçam no fechamento da janela.
Até aqui, as principais novidades se concentram na defesa. Apesar da aposentadoria de Ledley King, Vertonghen e Caulker chegam como opções seguras para a zaga, enquanto Walker e Assou-Ekotto mantém a eficiência nas laterais. Já a ligação entre meio e ataque ganha uma arma com Sigurdsson, que fortalece o setor ao lado de Bale e van der Vaart. Prometendo relegar a Liga Europa ao segundo plano mais uma vez, o Tottenham deve concentrar suas atenções em busca de uma boa largada na Premier League. E a adaptação à nova vida será essencial para que o clube não passe pelo infortúnio de perder os milhões da Champions outra vez.
West Bromwich
Nome: West Bromwich Albion Football Club
Fundação: 1878
Site oficial: www.wba.co.uk
Estádio: The Hawthorns (26.484 torcedores)
Cidade: West Bromwich (136.940 habitantes)
Técnico: Steve Clarke
Colocação em 2011/12: 10º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Peter Odemwingie (A, Nigéria)
Fique de olho: Romelu Lukaku (A, Bélgica)
Principais contratações: Romelu Lukaku (A, Chelsea), Markus Rosenberg (A, Werder Bremen-ALE), Claudio Yacob (M, Racing-ARG), Yassine El Ghanassy (A, Gent-BEL), Ben Foster (G, Birmingham)
Principais perdas: Paul Scharner (D, Hamburg-ALE), Nicky Shorey (D, Reading), Simon Cox (D, Nottingham Forest), Márton Fülöp (G, Asteras Tripolis-GRE), Keith Andrews (M, Bolton)
Objetivo na temporada: meio da tabela
O West Bromwich teve tempo suficiente para se remontar após a perda de Roy Hodgson. O treinador permaneceu apenas uma temporada em The Hawthorns, mas conseguiu montar um time coeso o suficiente para atravessar a maior parte da campanha de forma estável. Para substituir Hodgson, o escolhido foi Steve Clarke, com vasto currículo que inclui passagens por Chelsea, Liverpool, Newcastle e West Ham – sempre como assistente. Uma clara aposta do Baggies para repetir a tranquilidade vivida no último ano.
Para lidar com as pressões e responsabilidades, o novato conta com um grupo mais forte que o de seu antecessor. A base do time titular foi mantida e, exceção feita a Nicky Shorey, os jogadores negociados serviam mais para compor elenco. E ainda vieram bons reforços, especialmente para o ataque, dando a esperança de que Clarke possa aplicar um estilo de jogo mais ofensivo. A sua disposição, nomes já conhecidos, como Shane Long e Odemwingie, estão ao lado dos recém-contratados Lukaku, Rosenberg e El Ghanassy. Outro reforço importante é Zoltan Gera, que volta de séria lesão no joelho.
A organização do time fica permanece sob as responsabilidades de James Morrison e Chris Brunt, que ganham a companhia de Claudio Yacob na transição. Já na defesa, o West Brom segue com boas opções para as laterais e o comando de Jonas Olsson no miolo. A única novidade é o acerto em definitivo com Ben Forster, o que garante a presença de um goleiro confiável. Nas três primeiras rodadas, os Baggies têm desafios consideráveis, contra Liverpool (o qual superou de maneira estupenda), Tottenham, Everton e Fulham. Boa chance para mostrar as credenciais de Clarke e, talvez, impulsionar o time a outra campanha na metade superior da tabela.
West Ham
Nome: West Ham United Football Club
Fundação: 1895
Site oficial: www.whufc.com
Estádio: The Boleyn Ground (35.016 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Sam Allardyce
Colocação em 2011/12: 3º na Championship
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Kevin Nolan (M, Inglaterra)
Fique de olho: James Tomkins (D, Inglaterra)
Principais contratações: James Collins (D, Aston Villa), Modibo Maiga (A, Sochaux), Stephen Henderson (G, Portsmouth), Mohamed Diamé (M, Wigan), Jussi Jääskeläinen (G, Bolton), George McCartney (D, Sundeland), Alou Diarra (M, Olympique de Marseille)
Principais perdas: Abdoulaye Fayé (Hull City-ING), Freddie Sears (A, Colchester United), Julien Faubert (M, Elazigspor-TUR), John Carew (A, sem clube), Papa Bouba Diop (M, sem clube), Robert Green (G, Queens Park Rangers)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento
O West Ham demorou apenas uma temporada para emergir da Championship. Desde o início da competição, os londrinos foram colocados entre os favoritos para conquistar o acesso. Contudo, ele veio de forma mais suada que o esperado, com os Hammers sofrendo com a irregularidade em meados de março. O excesso de empates custou a vaga direta e, com a terceira colocação, a equipe precisou passar pelos playoffs antes de confirmar o retorno. No comando da equipe, Sam Allardyce garante o comprometimento do time para evitar novos riscos.
Favorável à permanência do West Ham pesa o trabalho realizado pela diretoria durante a janela de transferências. Oito novos jogadores foram trazidos, a maioria com condições de contribuir imediatamente por uma boa largada na Premier League. George McCartney e James Collins, contratados em definitivo, além de Jussi Jääskeläinen e Mohamed Diamé, são rodados no futebol inglês. E o grupo ainda conta em suas fileiras com Alou Diarra e Modibo Maïga, trazidos a peso de ouro do futebol francês e também com condições de cavarem seus espaços no 11 inicial.
A força do time segue concentrada no meio de campo, comandado por Kevin Nolan e que ainda conta com o potencial de Mark Noble nas bolas paradas. Mais à frente, Carlton Cole permanece como homem de referência, apesar da inconstância que o centroavante costuma apresentar. Para ajudá-lo, Ricardo Vaz Tê vem de quatro meses excelentes desde sua transferência do Barnsley, marcando inclusive o gol do acesso. E os Hammers ainda aguardam um reforço de peso após a janela de transferências: a mudança para o Estádio Olímpico de Londres, dependente de um imbróglio judicial com Leyton Orient e Tottenham. A nova casa poderia não somente marcar uma nova era, como também a ajudar o clube a retomar um lugar que já foi cativo na Premier League.
Wigan
Nome: Wigan Athletic Football Club
Fundação: 1932
Site oficial: www.wiganlatics.co.uk
Estádio: DW Stadium (25.133 torcedores)
Cidade: Wigan (81.203 habitantes)
Técnico: Roberto Martínez
Colocação em 2011/12: 15º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Victor Moses (A, Inglaterra)
Fique de olho: Ryo Miyaichi (A, Japão)
Principais contratações: Iván Ramis (D, Mallorca-ESP), Fraser Fyvie (M, Aberdeen-ESC), Mauro Boselli (A, Estudiantes-ARG), Ryo Miyaichi (A, Arsenal)
Principais perdas: Hugo Rodallega (A, Fulham), Chris Kirkland (G, Sheffield Wednesday), Mohamed Diamé (M, West Ham), Steve Gohouri (D, sem clube)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento
O Wigan chega a sua oitava temporada consecutiva na Premier League como um sobrevivente. A passagem duradoura do clube pela elite surpreende, especialmente quando se considera os recorrentes flertes com a zona de rebaixamento. Em 2011/12, quando a queda parecia inevitável, os Latics foram capazes de uma recuperação incrível nas rodadas finais, batendo favoritos e protagonizando uma guinada capaz de deixá-los bem longe da degola. E, com a manutenção do assediado técnico Roberto Martínez, o clube quer manter o embalo.
Para garantir um ano mais tranquilo, o Wigan vem apoiado no sistema 4-5-1, que se encaixou bem na série de vitórias do campeonato passado. E a manutenção do elenco será vital. Até o momento, as perdas mais significativas foram as de Rodallega e Diamé – que, apesar de importantes, ficaram sem espaço entre os titulares justamente durante a arrancada. Os esforços agora se concentram para segurar Victor Moses, sondado pelo Chelsea.
Na contramão, Arouna Koné e Iván Ramis chegam a peso de ouro. Os dois reforços vêm prontos para cavarem seus lugares junto à espinha dorsal, composta por Ali Al Habsi, Gary Caldwell e James McArthur. Além disso, a exploração das laterais continua como uma das válvulas de escape. E as armas já constituídas deverão ajudar a equipe a se distanciar o quanto antes da zona de rebaixamento. Exceção feita a Chelsea e Man United, o Wigan enfrenta apenas candidatos ao meio da tabela durante o primeiro quarto da campanha. Um calendário digerível, que pode livrar a equipe de um final tão épico como o do último ano.



