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Guardiola: “O Manchester City ainda está uma década atrás do United”

Se tem assuntos que renderam bastante nesta primeira semana do ano, eles estão diretamente ligados ao Manchester City e a Pep Guardiola. Na última segunda-feira, os Citizens receberam o Burnley no Etihad Stadium intentando cumprir a 20ª rodada da Premier League com êxito. A vitória, no entanto, foi dura de ser alcançada. Em um jogo complicado e marcado pela expulsão de Fernandinho, os comandados do técnico catalão custaram para conseguir os três pontos, o que fez Pep se mostrar um pouco nervoso com alguns acontecimentos (ele falou sobre falta em Claudio Bravo no lance do gol do Burnley) e insatisfeito com o rendimento do time e, sobretudo, com si mesmo. Durante e após a partida. E isso ficou bem claro nas entrevistas pós-jogo. Em uma delas, Guardiola admite que sua intenção, mais do que ganhar jogos e títulos, é colocar o City no mesmo patamar do rival United, por exemplo.

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“Estamos tentando convencer este clube fantástico de que ele é bom. Ele é bom. E os torcedores também! A torcida tem que acreditar que é boa, que o clube é bom e que os jogadores são bons. Não temos a história, a camisa que tem o Barcelona, o Real Madrid, a Juventus, o Bayern de Munique ou o Manchester United. Os títulos que eles têm. Temos que estar sempre em competições europeias pelos próximos dez anos para atingir esse patamar. E isso é a coisa mais importante para o clube. Mais do que levantar taças, acredite em mim”, discursou o treinador ao conversar com a NBC Sports. Pep disse isso ao ser questionado pelo repórter sobre qual seria a coisa mais relevante relacionada às habilidades de um técnico, posteriormente a sua resposta falando que “as táticas são muito importantes porque todo mundo tem que saber o que fazer dentro de campo. O relacionamento e os comportamentos fora dele entre os jogadores têm que ser os melhores possíveis”.

É fato que comandar o City tem sido o primeiro grande desafio de sua carreira. É a primeira vez desde que ele colocou os pés para fora de sua zona de conforto, na qual o caminho para o sucesso absoluto não costumava ser tão árduo assim. Afinal, como ele próprio afirmou em entrevista, ele tinha que provar algo para si mesmo. Contra o Burnley, não foi a primeira vez na Premier League em que o catalão se mostrou perplexo com a peculiaridade das regras e no ritmo do campeonato. Em cada jogo em que os Citizens não conseguem fazer valer sua posse de bola, empatam com times inferiores, sofrem para ganhar ou até perdem, como no caso da quase goleada que sofria para o Leicester em 20 minutos de partida, parece que o cérebro de Guardiola, perfeccionista do jeito que é, vai explodir a qualquer momento tentando entender o porquê daquilo estar acontecendo.

Além de assumir que o City ainda está atrás dos vizinhos no quesito tradição, Pep também comentou sobre o fim de sua carreira após ter deixado no ar que sua trajetória como técnico estaria chegando ao fim. “Não serei treinador até os 60 ou 65 anos”, disse. “O final da minha carreira como técnico se aproxima, mas ainda tenho uns três anos ou mais aqui no Manchester City. Quando eu me aposentar, porém, eu desaparecerei. Vocês não vão me encontrar novamente em suas vidas. Estarei em um campo de golfe”, finalizou.

Foto de Nathalia Perez

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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