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Golaços, reviravoltas e Coutinho: o primeiro clássico da Premier League foi um jogaço

Bom aproveitamento da Premier League 2016/17: um clássico, um jogaço. O Arsenal, muito desfalcado, recebeu o Liverpool, no Emirates, e foi derrotado por 4 a 3. Saiu na frente, levou a virada, estava prestes a ser goleado, mas conseguiu diminuir o prejuízo. Mané, Chamberlain e Coutinho anotaram verdadeiros golaços. O brasileiro, aliás, foi o melhor em campo, com dois gols e participação decisiva em outro. O Campeonato Inglês começou de vez.

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Os dois times, o Arsenal muito mais do que o Liverpool, não fizeram o mercado de transferências que os seus torcedores sonhavam e foi interessante acompanhar o duelo entre eles, logo na primeira rodada. E, se alguém correrá ao supermercado nas duas semanas finais da janela, será Wenger, que foi pressionado pela torcida a gastar o “maldito dinheiro” que o clube tem nos cofres. Não apenas em grandes nomes, como um centroavante incontestável, mas também em peças de reposição.

Sem Mertesacker, Koscielny e Gabriel, a defesa teve que ser remendada para a estreia da temporada. Chambers foi titular ao lado do jovem Holding, de apenas 20 anos, que acabou de chegar do Bolton. Giroud e Özil, assim como Koscielny, receberam férias depois da Eurocopa e ainda não estão à disposição. O egípcio Elneny, outro recém-chegado, e o jovem Iwobi, 20 anos, foram titulares. O Liverpool colocou mais ou menos o que tem de melhor em campo, com exceção de Sturridge, machucado.

E a partida começou equilibrada no primeiro tempo, com um par de chances para cada lado, nenhuma muito clara. Até que um dos problemas que Klopp falhou em resolver no mercado de transferências mostrou que continua firme e forte. Alberto Moreno falhou diversas vezes na defesa durante a última temporada, inclusive na decisão da Liga Europa, contra o Sevilla. O Liverpool tentou contratar o jovem Ben Chilwell, do Leicester, mas não conseguiu. Também não foi atrás de outro lateral esquerdo eficiente.

Talvez vá agora, porque Moreno conseguiu falhar duas vezes em um curto espaço de tempo. Cometeu um pênalti bobo, cobrado por Walcott e defendido por Mignolet. Pouco depois, Lallana perdeu a bola no meio-campo, no momento em que o Liverpool saía para o ataque. Erro do inglês, mas também do espanhol, que estava quase no campo de ataque quando Walcott apareceu na ponta direita da área e chutou cruzado para abrir o placar.

No final do primeiro tempo, apareceu a magia de Philippe Coutinho. O meia-atacante, que no começo de carreira não era muito bom finalizador, está com o pé cada vez mais afiado. Acertou uma linda cobrança de falta da entrada da área: forte, com curva e no ângulo. Sem chance nenhuma para Cech. E a partida foi para o intervalo empatada.

Mas o Liverpool voltou dos vestiários com o pé no acelerador. Coutinho brilhou outra vez, com um lindo passe para Wijnaldum, pela esquerda da área. O holandês brecou e achou Lallana, no outro lado. O inglês dominou com a cabeça, avançou e chutou cruzado para concretizar a virada. Sete minutos depois, Clyne avançou pela ponta direita, cruzou rasteiro e Coutinho completou com a canhota. O torcedor do Liverpool espera uma temporada diferente, na primeira completa com Klopp, mas se algo segue igual é a importância do brasileiro para a equipe. É o dono do time.

Com dois gols de vantagem, o Liverpool aceitou trocar golaços com o Arsenal. Primeiro, Mané partiu pela ponta direita, invadiu a área, passando a bola de pé em pé, e acertou o ângulo de Cech. Assim que o Arsenal deu a saída, Chamberlain fez algo parecido pela ponta esquerda: driblou dois com um único movimento, mais um dentro da área e chutou no canto rasteiro. Contou com desvio em Lovren para enganar Mignolet.

 

O fantasma da temporada passada pairou sobre o Emirates quando Chambers fez 4 a 3 de cabeça. Contra Newcastle, Sunderland e Southampton, o Liverpool chegou a abrir uma boa vantagem, mas sucumbiu no final e levou o empate ou a derrota. Desta vez, porém, conseguiu se segurar e começou o campeonato com o pé direito, vencendo um rival direto por vaga na Champions League, fora de casa. A Premier League, por sua vez, dá a partida com louvor.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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