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Golaços, jogadas coletivas e bem trabalhadas: nem pareceu o Manchester United desta temporada

Desde o começo da temporada o torcedor do Manchester United espera, ansioso: quando é que o time que tem um bom elenco vai começar a jogar um futebol condizente? Bom, não dá para dizer com segurança que este momento já chegou, mas o que se viu contra o Stoke nesta terça-feira foi o que de melhor o time produziu até aqui. Vitória com autoridade e tranquilidade, golaços com jogadas trabalhadas, coletivas, com um futebol muito mais convincente. Mais que o placar de 3 a 0, chamou a atenção o quanto o time mostrou superioridade diante de um adversário qualquer.

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Um dos pontos mais cobrados pelos torcedores em relação ao time de Van Gaal era justamente a capacidade de se articular. As jogadas coletivas, aquelas boas trocas de passe, eram raras. E o time tá cheio de jogadores capazes de fazer isso. Os três gols do time neste jogo contra o Stoke mostraram exatamente isso. Claro, as bolas também entraram porque o time acertou o pé, o que não aconteceu em outros jogos que o time criou chances.

O primeiro gol, por exemplo, começou em uma jogada de lateral. Mas não foi aquela coisa um pouco triste que são os laterais jogados para a área, no maior estilo Rory Delap. Foi uma troca de passes paciente, até que veio o cruzamento bem feito, à meia altura, e o cabeceio de peixinho de Jesse Lingard para abrir o placar. Foi logo no começo do jogo, aos 13 minutos. Foi só para aquecer.

O segundo gol foi, sem dúvida, o mais bonito de todos. Uma grande jogadas coletiva iniciada no campo de defesa, em um contra-ataque que não foi afobado, nem daquelas de uma correria maluca que pega o time adversário de calças curtas. Foi um ataque pensado, trabalhado, com bons passes, boa visão de jogos dos jogadores e uma finalização linda. Um golaço de obra coletiva, com toques de Lingaasrd, Rooney, Mata e assinado, no final, por Anthony Martial. Golaço desses para ver, rever e ver mais um pouco. Foi aos 23 minutos.

O último dos gols do time veio no começo do segundo tempo. De novo, uma jogada trabalhada de pé em pé desde o começo. Lá atrás, como zagueiro, Blind achou Mata bem posicionado em um buraco do meio-campo do Stoke. Daí em diante, o meia teve paciência para esperar o melhor momento para escolher uma boa opção. Escolheu Martial partindo como um foguete pelo lado esquerdo e o francês cruzou rasteiro para Rooney marcar, quase na pequena área.

Três gols de jogadas trabalhadas, pensadas, de um time que soube explorar os espaços, ter paciência para tocar e chegada no final. A situação na tabela ainda não é tão boa assim. O time ainda é sexto colocado, 40 pontos, cinco abaixo do Arsenal, quarto colocado no momento. Para que não seja apenas um momento feliz para os torcedores em Old Trafford, o time precisará continuar mostrando o que se viu nesta terça-feira no estádio do Manchester United até o final da temporada.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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