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Giroud está decepcionado pela reserva no Arsenal. Ele tem razão em reclamar?

Olivier Giroud fez uma boa Eurocopa, mesmo sendo muito contestado. Apesar do grande coadjuvante ser Antoine Griezmann, Giroud fez bem o seu papel. Nesta temporada pelo Arsenal, porém, ele tem sido reserva. E não é porque o atacante contratado, Lucas Pérez, está jogando. É porque o técnico Arsène Wenger abriu mão de jogar com o chamado camisa 9 típico. Quem atua centralizado é Alex Sanchez. E Giroud se disse decepcionado por estar no banco de reservas.

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Curiosamente, Giroud ficou para trás na disputa por uma vaga no time justamente por ter jogado a Eurocopa. O atacante ficou mais tempo de folga e juntou-se ao time mais tarde. Com isso, perdeu tempo de preparação e um lugar no time. Quem cresceu no período foi Iwobi, que tornou-se titular do time ao lado de Sánchez e de Theo Walcott, que passou a marcar gols como ele mesmo esperava fazer muito mais nas temporadas anteriores. A boa campanha do Arsenal também deu respaldo às decisões de Wenger.

“O técnico me disse que me admira pela minha força de personalidade”, disse Giroud em entrevista ao jornal francês L’Equipe. “Eu sei que ele me apoia. Mas ainda assim… Isso não pode durar muito ou acontecer com frequência. Ao longo do tempo, isso te coloca para baixo”.

“Contra o Sunderland, eu marquei nos meus dois primeiros toques na bola. Isso não vai acontecer todos os dias. Eu esperava jogar contra os Spurs, porque eu tinha feito dois bons jogos. Eu fiquei um pouco decepcionado, mas eu não sou o tipo de pessoas de jogar os brinquedos fora”, continuou o centroavante, que veste a camisa 12 do Arsenal.

Giroud foi perguntado se este é o seu começo de temporada mais difícil na carreira. “Sim, é possível. Quando eu assisti o Arsenal das bancadas, eu vi um time que estava jogando bem e que estava tendo um ótimo começo de temporada e eu disse a mim mesmo que o trem estava partindo sem mim e que eu não poderia ficar muito longe”, afirmou ainda o jogador.

Até aqui na temporada, Giroud tem oito jogos pelo Arsenal e cinco gols. Tem também duas assistências. Com o centroavante em campo, o Arsenal ganha em poder ofensivo pelo alto e finalização, mas perde em mobilidade. Um dos grandes trunfos ofensivos dos Gunners tem sido a mobilidade do seu ataque, com Iwobi, Walcott e Alexis Sánchez. São opções que o técnico precisa fazer. E a opção por um time sem Giroud tem rendido bons resultados.

Pelo desempenho atual do Arsenal, parece difícil mesmo Giroud ser um titular incontestável. O time tem conseguido uma boa produção ofensiva e Alexis Sanchez subiu ainda mais de rendimento atuando pelo centro, dando uma mobilidade e a chance de jogadores como Walcott também se tornarem mais finalizadores. Com Giroud, o time muda de comportamento. Mesmo assim, ele é uma opção que poderia sim ser mais usada em alguns jogos, especialmente aqueles que o time não encontra espaço. A movimentação às vezes é suficiente para o time atuar em velocidade.

As palavras de Giroud mostram um jogador incomodado por ter jogado pouco até aqui na temporada. São apenas 233 minutos em campo pelo Arsenal até aqui, bem pouco para quem esperava ser titular. Giroud é só o 19º jogador com mais minutos em campo até aqui em 2016/17. Ele jogou menos até que Lucas Pérez, contratação desta temporada. Mais do que isso: jogou menos até que o goleiro Ospina, que é reserva. Nesse sentido, Giroud tem razão: ele pode ter mais minutos no time, há espaço para isso.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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