O pedido de demissão de Kenny Dalglish pegou todo mundo de surpresa. Estava exausto pelo papel de liderança que teve que assumir após a tragédia de Hillsborough. Chegou a frequentar quatro funerais no mesmo dia. Quando se viu sem técnico em 1991, o Liverpool não hesitou muito. Não havia motivo para não seguir a mesma receita que vinha dando certo há duas décadas. Mas tudo estava prestes a mudar. A Premier League seria fundada no ano seguinte e ela não falaria apenas a língua dos velhos homens do futebol que se reuniam em uma salinha de chuteiras debaixo das arquibancadas de Anfield. Em pouco tempo, falaria todas as línguas, e o homem responsável por levar o Liverpool de vez à era moderna do Campeonato Inglês foi Gérard Houllier, que morreu, nesta segunda-feira, aos 73 anos, após uma cirurgia no coração.

Houllier não foi apenas o primeiro treinador não-britânico da história do Liverpool, como também foi o único trazido de fora do clube – que não havia sido jogador ou membro da comissão técnica – desde Bill Shankly. Quando chegou do Huddersfield, em 1959, Shankly estabeleceu a cultura de vestiário, formação de time e treinamento que seria a religião dos Reds por muito tempo. Essa convicção foi solidificada quando Bob Paisley, seu antigo auxiliar, o substituiu e conseguiu até aumentar o número de conquistas. Depois dele, não havia por que sequer pensar em uma ruptura. Todos os treinadores seguintes seriam versados na metodologia instaurada por Shankly: Joe Fagan, Kenny Dalglish, Graeme Souness e Roy Evans.

Mas os novos contratos de televisão distribuíram o dinheiro ao redor da liga e não necessariamente os melhores jogadores escolheriam o Liverpool. Os concorrentes podiam pagar mais e, em campo, as coisas também não iam tão também depois da saída de Dalglish. O clube ficou para trás na revolução comercial que buscou novas fontes de receitas e cometeu muitos erros no mercado de transferências. Essa grana começou a transformar atletas em estrelas imunes aos conceitos coletivistas que governaram a cultura de vestiário de Anfield desde a chegada do socialista Bill Shankly. Souness, a seu favor, tentou impor uma cultura diferente, mas de uma maneira muito rápida e agressiva. Encontrou resistência entre os jogadores e com a galera lá de cima. Foi um desastre. Evans restaurou o passado e teve brilhos esporádicos, mas, após oito anos sem conquistar o título inglês, o clube enfim se convenceu de que era hora de mudar de vez.

E ainda assim, começou como uma tentativa meia-boca. Houllier foi contratado para ser co-treinador ao lado de Roy Evans, uma tentativa de ter tudo ao mesmo tempo: trazer alguém de fora e manter a memória institucional de quase quatro décadas. O atrapalhado experimento não durou muito tempo. “Em resumo, os jogadores não sabiam o que estava acontecendo”, diria Evans, que pediu demissão em novembro de 1998. As tradições do Liverpool seriam protegidas por Phil Thompson, auxiliar da comissão técnica, mas o comando seria do ex-professor de gramática de 51 anos que havia nascido em Thérouanne, na França.

A importância de Houllier não era tanto ser estrangeiro. A internacionalização da Premier League ainda não estava completa. Com ele, havia apenas quatro treinadores não britânicos entre os 20 clubes da primeira divisão inglesa para a temporada 1998/99: Arsène Wenger (Arsenal), Ruud Gullit (Newcastle) e Gianluca Vialli (Chelsea). Mas era um nome forte que chegava de fora com poder para impor mudanças e ajustar o percurso do barco rumo ao século 21. Com erros e acertos, foi o que fez, embora nem sempre seja valorizado como deveria, e seu coração quase parou durante o processo.

De certa maneira, Gerárd Houllier talvez fosse a pessoa ideal para o trabalho. Formado em inglês na Universidade de Lille, Houllier passou um ano como professor-assistente em Liverpool em 1969. Aprendeu a gostar da cidade e frequentou Anfield no momento em que Bill Shankly começava a construir seu segundo grande time. Lembra-se de onde estava na arquibancada Kop quando o Liverpool fez 10 a 0 no Dundalk, pela Copa das Feiras. O amor pelo clube demoraria muito tempo para ser consumado. De volta ao seu país, seguiu sendo professor e jogava bola em níveis bem modestos. A primeira chance como treinador foi como jogador-técnico do Le Touquet, em 1973. Três anos depois, assumiu o Noeux-les-Mines na quinta divisão. Conseguiu acessos consecutivos, levou o clube ao segundo degrau da pirâmide e estreou na elite pelo Lens, em 1982. O quarto lugar na Ligue 1 em sua primeira temporada, com classificação à Copa da Uefa, serviu para que fosse conhecido nacionalmente.

Em 1985, o Paris Saint-Germain ainda estava longe de ser a potência dos dias atuais. Tinha apenas 15 anos de idade desde a fusão entre o Paris FC e o Stade Saint-Germain. Nasceu para ser um um clube importante da capital e, com apoio de empresários e muita atenção da imprensa, não demorou muito para se firmar no primeiro pelotão da França. Na década de oitenta, com nomes como Safet Sucic e Dominique Rocheteau foi bicampeão da Copa da França e começou a bater à porta do título nacional. Ele foi finalmente entregue por Houllier em seu primeiro ano como técnico do clube, em 1985/86.

Em 1988, Houllier começou uma associação de dez anos com a seleção francesa. Começou como assistente técnico de Michel Platini, tornou-se brevemente o treinador principal em 1992, mas deu um passo atrás ao não conseguir vaga na Copa do Mundo de 1994. A decepção foi enorme: precisava de um ponto nas últimas duas rodadas, mas perdeu de Israel, no Parque dos Príncipes, com um gol nos acréscimos, e depois da Bulgária, com outro gol nos acréscimos. No comando dos times sub-18 e sub-20, ajudaria a desenvolver jogadores que fariam aquela campanha histórica em 1998, da qual participou como o auxiliar de Aimé Jacquet. Campeão do mundo, era hora de seguir em frente e surgiu a oportunidade de treinar aquele clube pelo qual havia se apaixonado décadas atrás.

E não apenas treiná-lo: moldá-lo. “Eu diria que mudamos muitas coisas no fim dos anos noventa que foram muito importantes para o futuro de longo prazo do Liverpool”, disse Houllier, ao livro Ring of Fire: Liverpool no Século 21: as histórias dos jogadores. “David (Moores, ex-presidente dos Reds entre 1991 e 2007) veio me ver em Paris com Rick Parry e Peter Robinson (dois importantes diretores). Eles queriam que eu fosse para o Liverpool por uma razão em especial. Eles me disseram que o clube precisava mudar, mas também precisava redescobrir a cultura de vencer títulos”.

Roy Evans não fez um trabalho ruim à frente do Liverpool. Conquistou a Copa da Liga Inglesa de 1995, o primeiro título em três temporadas, e fez a campanha mais próxima de quebrar o jejum de títulos nacionais até então. No entanto, acreditava na auto-regulação do vestiário, inclusive em termos de dieta e treinamentos, e teve em mãos um elenco especialmente animado, liderado por Robbie Fowler, Jamie Redknapp e Steve McManaman – os “Spice Boys”. Era tido como bonzinho demais para lidar com as novas estrelas do futebol inglês.

“Nós mudamos os hábitos, a maneira como o time se preparava e treinava”, continuou Houllier. “Nós trouxemos uma atitude diferente para os treinos, exigindo que os jogadores cuidassem da dieta. Eu pessoalmente acho que contratamos um grupo de jogadores que seguiria jogando juntos por muito tempo: jogadores de países diferentes, de ligas diferentes, com diferentes atitudes – provavelmente mais em linha com o que estava acontecendo no futebol. Não é uma crítica ao que acontecia antes, mas, às vezes, você precisa mudar para evoluir”.

Mesmo com a crescente internacionalização da liga, o Liverpool seguia focado em talento nacional, às vezes com uma pitada de Escandinávia. Houllier foi quem começou a abrir um pouco mais as fronteiras. Após uma primeira temporada acidentada pela bagunçada co-administração, o perfil do time mudou de vez. David James foi vendido e McManman foi para o Real Madrid ao fim de seu contrato. A saída de mais impacto e importância foi a de Paul Ince, então capitão dos Reds e da seleção inglesa.

“Foi uma decisão difícil vender o capitão. No longo prazo, se provou importante. Por quê? Quando eu me livrei de Paul Ince, Steven Gerrard, Michael Owen, Jamie Carragher, Danny Murphy e David Thompson, todos eles floresceram. Paul era um grande jogador, um jogador fantástico. Eu gostava muito dele. Por que eu me livrei dele? Porque eu senti que os jovens precisavam de espaço para respirar. Paul era o organizador das ocasiões sociais. Havia festas, não apenas as que ele organizava. Eu queria que isso acabasse e que os jogadores se concentrassem”, explicou.

Pela outra porta, vieram jogadores de diferentes nacionalidades. Entre eles, dois pilares dos anos seguintes: Sami Hyypiä, do Willem II, e Dietmar Hamman, do Newcastle. E Vladimir Smicer, que não teve um sucesso tão grande assim pelo Liverpool, mas, um dia acertou um bonito chute em Istambul. Com Houllier, o Liverpool ganhou uma consciência tática muito maior, especialmente na defesa, que foi duas vezes a melhor do país. O talento estrangeiro misturou-se com uma geração de ouro formada em casa, liderada por Michael Owen, Robbie Fowler, Jamie Carragher, com quem desenvolveu uma relação muito próxima, e um garoto que Houllier encontrou meio que por acaso.

Houllier e Gerrard, expulso em Stamford Bridge, em 2003 (Foto: Ben Radford/Getty Images/One Football)

“Eu estava procurando alguém para jogar pela direita. Steve Heighway (ex-jogador e então diretor da base) me disse: ‘Eu talvez tenha a resposta ao seu problema’. Ele disse que eu deveria ver um jogo da base contra o Blackburn. Eu havia visto o jogador em um amistoso em Melwood (centro de treinamento), mas você só consegue avaliar de verdade em jogos com competição. Depois de cinco minutos, eu sabia que ele não se encaixaria. Seu nome era Richie Partridge. Mas, no meio do campo, tinha esse cara, gritando com os outros, entrando duro e passando a bola com ferocidade, passes curtos e longos”.

“Ele era rápido e conseguia ler o jogo. Eu perguntei quem era, e me disseram que era um sub-18. Ele estava apenas ajudando a completar o time porque havia algumas lesões. No segundo tempo, foi a mesma coisa. Ele estava dominando o jogo, controlando o ritmo. Ele não havia completado 18 anos há muito tempo e tinha quase dois anos a menos que a maioria dos jogadores. No fim do jogo, eu falei com ele. ‘Qual seu nome?’, perguntei. Ele me disse que era Steven Gerrard. Eu disse: ‘Amanhã você treinará com os profissionais em Melwood’. Na manhã seguinte, havia um desafio no meio-campo durante uma sessão de treinos. Steven Gerrard venceu Paul Ince. Eu disse: ‘O garoto está pronto’”, contou.

Ele ainda não estava. Fisicamente, o corpo de Gerrard demoraria algum tempo para se adequar ao futebol profissional. O plano do treinador também precisou se desenvolver um pouco mais antes de atingir o seu ápice na temporada 2000/01. Se havia a noção de que o time de Evans era mole, o de Houllier era osso duro de roer. O momento em que isso ficou mais claro foi em 5 de abril de 2001, no Camp Nou. O Liverpool segurou o 0 a 0 contra o Barcelona e depois venceu em Anfield, por 1 a 0, para se classificar à final da Copa da Uefa. Um gol de ouro em Dortmund valeu o primeiro título europeu do clube, que se orgulha mais do seu histórico continental do que qualquer outra coisa, desde 1984. Ele foi acompanhado pelas duas taças nacionais. A equipe ficou em terceiro lugar na Premier League, ainda longe de Arsenal e Manchester United, mas estava se preparando para um verdadeiro assalto ao título.

Embora o Liverpool tenha de fato brigado na ponta em 2001/02, as circunstâncias não foram as ideais. Em outubro, no intervalo de um jogo contra o Leeds, o coração de Houllier quase parou. Ele foi levado às pressas ao hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência que demorou 11 horas para consertar uma aorta dissecada. E por pouco não foi pior.

“Aconteceu no intervalo. Se tivesse acontecido no fim do jogo, eu não teria sobrevivido”, contou o treinador ao livro Ring of Fire. “No fim do jogo, há muito trânsito em torno de Anfield e a ambulância não teria conseguido passar. No intervalo, não era o caso. Eu tive muita sorte. Eu pensei que estava gripado. Eu queria algumas vitaminas e voltar ao jogo. Mas o médico do clube me parou. Ele foi muito insistente. Ele me conhecia. Queria tirar minha pressão e rapidamente decidiu que eu deveria ir ao hospital. Depois disso, foi uma questão de sorte. Havia apenas três hospitais especialistas em cardiologia na Inglaterra e um deles estava em Broadgreen, apenas a alguns quilômetros de distância. Sem trânsito, chegamos em menos de dez minutos. E então, mais sorte: o cirurgião que geralmente faz a operação passaria o fim de semana com sua filha em Leeds. Mas ele estava cansado e decidiu ficar em Liverpool. Ele estava próximo. Foi uma sucessão de momentos de sorte”.

Phil Thompson conduziu o restante da segunda temporada em que um treinador do Liverpool precisou passar por uma cirurgia no coração em menos de dez anos – Souness também teve problemas cardíacos em 1992. Houllier insiste que com ele foi uma questão genética, não fruto de estresse, mas era um workaholic. No Noeux-les-Mines, conduzia dias de 17 horas e havia passado por uma pré-temporada particularmente movimentada, sem descanso, antes do início da campanha. Os médicos recomendaram um ano de licença. Ele voltou em cinco meses. “Precisávamos vencer a Roma por 2 a 0 em casa. Eu perguntei a Thompson se ele achava que a minha presença naquele jogo ajudaria. Eu não contei para ninguém. Não queria que a imprensa se concentrasse em mim. Não queria que os jogadores se distraíssem”, disse. “Vencemos por 2 a 0. Eu conversei com Fabio Capello (treinador da Roma naquela partida) desde então e ele disse que, assim que me viu, percebeu que o Liverpool venceria. A reação dos jogadores foi espetacular”.

Mesmo com problemas cardíacos, o Liverpool somou 80 pontos, de longe sua melhor campanha na Premier League até aquele momento, suficiente para ser campeão em outras edições e a primeira melhor que a do Manchester United desde a fundação da PL. O Arsenal, porém, estava um nível acima do normal e foi campeão com 87. A cirurgia no coração acabou sendo um divisor de águas para a passagem de Houllier pelo Liverpool. A acusação é de que ele passou a tomar decisões piores. Ele admite essa falha no mercado de transferências, mas por uma questão mais prática: sob recomendação de descansar mais, não podia reservar tanto tempo à observação como estava acostumado. Teve que passar a confiar mais na opinião de terceiros.

O torcedor do Liverpool sabe que estamos chegando a El-Hadji Diouf, destaque da seleção senegalesa que se tornou o erro mais caro de Houllier à frente do clube inglês. Houve outros, e os resultados começaram a piorar. A opinião pública voltou-se contra ele. Vocês sabem como funciona: a defesa não era mais forte, agora era um time retranqueiro. De repente, as menções à sua nacionalidade ficaram mais frequentes. Ele conseguiu conquistar a Copa da Liga pela segunda vez em 2002/03, mas, depois de uma temporada seguinte em branco, deu lugar a Rafa Benítez.

Houllier manteve-se ativo no futebol de clubes por mais dois anos no comando do Lyon, que já dominava o futebol francês. A missão era transferir o sucesso à Europa – o que ele não conseguiu fazer, eliminado pelo Milan em 2006, nas quartas de final, e pela Roma, nas oitavas, no ano seguinte. Deixou o clube em 2007, teve mais uma breve passagem como diretor técnico da seleção francesa e tentou o retorno ao banco de reservas pelo Aston Villa. Ao fim de sua única temporada em Birmingham, foi novamente internado após passar mal de noite. Pediu demissão e parou de vez. Acabou trabalhando como consultor dos projetos de futebol da Red Bull e do Lyon na última década.

Aqueles dois anos sem sucesso são o que talvez afetem a percepção do seu legado em Anfield. Suas mudanças não foram tão drásticas – “Não acredito em revolução, apesar de ser francês” – ou geraram tanto sucesso como as de Bill Shankly ou Jürgen Klopp, mas Houllier faz parte desse grupo seleto de nomes responsáveis por mudanças estruturais, de hábitos e de métodos, que gerariam frutos no futuro. Nenhum outro treinador foi tantas vezes campeão (Copa da Inglaterra, Copa da Uefa, duas Copas da Liga, Supercopa da Inglaterra, Supercopa da Uefa) pelo Liverpool desde Dalglish. Nem Klopp, nem Rafa Benítez que, pela conquista da Champions League, aparece no lugar dele na faixa “O Sucesso Tem Muitos Pais” que é sempre estendida na Kop, ao lado de Shankly, Paisley, Dalglish e Fagan. O próprio retorno de Houllier a Anfield como técnico do Aston Villa foi mais frio do que se imaginaria.

Mas há quem acredite que, sem Houllier, nunca haveria Istambul. O próprio, inclusive. “Shankly sai, entra Paisley. Paisley sai, entra Fagan. Fagan sai, entra Dalglish. Dalglish sai, Souness. E depois Roy Evans. Eu consigo entender a manchete ‘GÉRARD QUEM?’. Mas o mais importante em qualquer trabalho de treinador é considerar como você deixa o clube. Isso é mais importante do que como estava quando você chegou. Eu pensei muito sobre isso no começo. Eles (torcedores) sempre se lembrarão de você se você deixar um legado. Eu posso dizer com confiança que deixei um legado para Benítez”.

“Número um: eu quebrei tradição da Boot Room (a tal salinha debaixo das arquibancadas de Anfield de onde surgiram todos esses treinadores da linhagem de Shankly). Provei que havia uma outra maneira. Número dois: Benítez tinha um time, que venceu a Champions League. Doze daqueles jogadores estavam comigo no ano anterior. Número três: eu também deixei o time na Champions League. Se não tivéssemos ficado entre os quatro primeiros em 2003/04, Benítez não estaria na Champions League no ano seguinte”.

“Steven Gerrard me disse que acreditava que a experiência de ganhar a Copa da Uefa quatro anos antes ajudou o Liverpool a vencer a Champions League em 2005. Nós também tínhamos instalações e uma estrutura que era de padrão continental em comparação com como estava antes de eu chegar. Tudo isso me deixa feliz. Não fosse minha doença, o Liverpool teria vencido a liga? Eu gostaria de saber a resposta com certeza”, disse, ao Ring of Fire.

Como o ex-presidente do Liverpool, David Moores, lhe disse após vencer o Alavés por 5 a 4 na final da Copa da Uefa, Houllier “arrastou” o Liverpool ao século 21. E quase morreu no meio do caminho. “Gérard é respeitado, mas não acho que os torcedores realmente valorizam o que ele fez pelo clube”, afirmou seu ex-auxiliar Thompson. “Ele quase deu a vida pelo Liverpool tentando torná-lo grande novamente”. E se não conseguiu enquanto esteve lá, foi essencial para que seus sucessores o fizessem.

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