Ferguson: “Eu sinto falta das finais de copas, da sensação. Estes são os grandes jogos”

Sir Alex Ferguson voltou aos holofotes nesta semana. Primeiro, ao ter anunciado o seu retorno ao Manchester United por um jogo. O veterano treinará os Red Devils em partida para homenagear Michael Carrick. Já nesta terça, o escocês participou do lançamento da próxima edição da International Champions Cup, torneio amistoso disputado pelos clubes europeus que farão pré-temporada nos Estados Unidos. E deu uma animada entrevista coletiva, falando sobre a sua história e sua visão sobre o futebol. Inclusive, afirmou que sente falta da rotina dos grandes jogos, especialmente das decisões.
“Eu preciso admitir, eu sinto falta dos grandes jogos, das finais de copas. Eles são fantásticos. No ano seguinte à minha aposentadoria, eu fui assistir à decisão da Champions, entre Real Madrid e Atlético. Eu virei para a minha esposa e disse: ‘Estes são Os Jogos’. Quando os jogadores sobem para o aquecimento, você já fica vidrado. Você procura alguém pra conversar, não quer esperar o jogo começar. A empolgação começa a ferver em você e eu realmente sinto falta disso”.
Ferguson, inclusive, revelou uma ideia um tanto quanto interessante. Para o técnico, as finais deveriam contar 11 jogadores inscritos no banco de reservas, e não com os sete usuais. Nem sempre todos que se esforçaram ao longo da campanha podem ser relacionados à partida, o que o escocês admite como um de seus grandes lamentos, diante do merecimento de cada um em participar da preparação ao grande momento.
“Meu problema na final da Champions de 2008, talvez meu maior arrependimento neste dia, foi deixar Ji-Sung Park totalmente de fora da final. Ele teve um grande papel e esse é o problema quando você chega a essas finais. Em Wembley, eu fiz o mesmo com Berbatov e ele não gostou. Ele não merecia ficar de fora. Nenhum jogador merece perder uma final. É por isso que eu tento arduamente, nestes seminários em que participo, convencer os técnicos a tentarem aprovar uma nova regra para ter 11 reservas em finais”, apontou.
Por fim, Ferguson enfatizou a importância do sucesso do Manchester United na Liga Europa. Não apenas pela vaga na Liga dos Campeões, mas também pela representatividade que a conquista terá. O escocês disputou a competição em três ocasiões. Nas duas primeiras, na década de 1990, não passou da primeira etapa eliminatória – apesar do famoso gol de Peter Schmeichel contra o Rotor Volgogrado, em 1995/96. Já em 2011/12, após cair na fase de grupos da Champions, acabou superado pelo Athletic Bilbao nas oitavas de final.
“O fato é que nunca ganhamos a Liga Europa. Nós nunca ganhamos a Copa da Uefa. E nós tivemos um grande sorteio agora. Eu não estou falando que há uma certeza, mas temos grandes boas de ganhar o título. A Liga Europa te leva à Champions, o que é outro grande incentivo. E não há o Sevilla, o que é ótimo [risos]. Se você ganhar um troféu, é importante. É uma taça europeia. Não importa se não é a Champions, continua sendo uma competição continental. O incentivo é gigante para buscar a conquista. E o seu currículo fica maior. Já temos a Liga dos Campeões e a Recopa Europeia. Também queremos ser o clube mais bem-sucedido da Inglaterra”, afirmou.



