Inglaterra

Feliz 2012

O final de semana na Inglaterra é de FA Cup. Aproveitamos, portanto, para fazer uma análise das perspectivas de cada time na Premier League nesta segunda parte da temporada – ignorando, é bom deixar claro, os resultados do final de semana. Quem disputa o título, quem quer vaga na LC, quem está em alta, quem embicou para baixo?

1. Manchester City
Entre Natal e Ano Novo empatou com West Brom, perdeu do Sunderland, mas fez 3 a 0 no Liverpool com autoridade. Perde os dois Tourés para a CAN, mas ainda assim é ridículo ver seu técnico reclamando que não pode comprar mais jogadores. Ainda assim, continua favorito ao título, principalmente pelos problemas do United. O que pode mudar esse jogo é o fato de que o City nunca “esteve lá”, ou pelo menos não chega lá faz tempo. Ou seja: pode faltar a frieza necessária na hora de decidir. Desde que haja, é claro, um adversário.

2. Manchester United
Vinha de cinco vitórias consecutivas, as duas últimas por 5 a 0, mas a derrota para o Blackburn em casa acendeu de novo as luzes de alerta. Rooney ficou fora, mais uma vez por indisciplina, e time entregou jogo que devia ganhar. Dúvidas cresceram depois que o time foi esmagado pelo Newcastle. Defesa é insegura, elenco tem vários buracos e alternância entre goleiros não ajuda nenhum dos dois a se firmar. Por cima disso, Rooney voltou a ter problemas disciplinares, que prejudica demais um elenco em que ele é claramente o único destaque. O United, porém, já passou por isso antes e se recuperou, e tem um técnico especialista em se reinventar. Deve lutar pelo título até o fim, mas os problemas não são fáceis de resolver.

3. Tottenham
Os Spurs estão em terceiro, e na próxima quarta podem empatar com o United em pontos. Não jogam mais na Europa, e estão fora da League Cup. A diferença no saldo de gols para os líderes, entretanto, é gritante: 13 gols a menos que o United, e 24 a menos que o City. Depois de 11 jogos sem perder, o Tottenham perdeu um, empatou dois (Chelsea em casa, Swansea fora) e ganhou dois por apenas um gol de diferença. E deve ficar sem zagueiros mais uma vez. Os londrinos jogam hoje o futebol mais interessante da Inglaterra, têm o time que joga junto há mais tempo sem alterações em posições chave e até aqui as eventuais vaidades do elenco estão silenciosas. Além disso, suas duas contratações na temporada foram “cirúrgicas” e reforçaram bem o time justamente onde ele precisava. O que pode fazer falta para brigar pelo título, além de profundidade no elenco, é o mesmo que atrapalha o City, a falta de costume de estar em cima. Mas o time é favorito a vaga na LC.

4. Chelsea
No dia 12 de dezembro o Chelsea venceu o Manchester City em casa, e a temporada de redenção de André Villas-Boas começou. Durou, entretanto, cinco dias, já que, desde ali, os Blues empataram três seguidas (Wigan, Spurs e Fulham em casa) e perderam para o Aston Villa em casa, antes de ganhar dos Wolves por 2 a 1. Por mais que portugueses e torcedores dos Blues se irritem, o técnico do Chelsea, se souber o que está fazendo, não deixa ninguém perceber. A não ser que esteja dedicado a um projeto de longo prazo, sem metas para este ano. Nada mais explica a variação na escalação e nos modelos. Lampard é sacado do time, o time melhora, mas por algum motivo ele volta. Não há confiança em David Luiz, mas a alternativa levantada é ninguém mais que o razoável Gary Cahill, do Bolton – isso, a pior defesa da Premier League. Pior que isso: Torres parece definitivamente ter desaprendido a jogar futebol, Drogba sente a idade, e AVB se livrou de Anelka sabe-se lá por que, o que o deixa com a única alternativa para o ataque de rezar para que Sturridge jogue bem. Os Blues brigam por vaga na LC, claro, mas tanto o terceiro lugar na tabela como o quinto combinam perfeitamente com o Chelsea.

5. Arsenal
Depois de um começo pavoroso, o Arsenal se recuperou na temporada e, entre a sexta e a 15ª rodadas, ganhou oito jogos, perdeu um e empatou um. A derrota diante do Manchester City, porém, na 16ª, iniciou outra fase de altos e baixos, com duas vitórias por um gol de diferença, um empate com os Wolves em casa e duas derrotas, uma delas de virada para o Fulham na última rodada. Se no primeiro reerguimento os retornos de Song, Vermaelen e Van Persie foram fundamentais, fica claro que só isto não basta para solidificar maiores ambições. Uma estatística que deixa isso claro é o número de gols dos artilheiros da equipe. Van Persie tem nada menos que 17 em 18 partidas; Gervinho, o segundo, marcou nada mais que quatro gols – em 15 jogos. Completando o quadro, dos “reforços” do último dia de contratações só Arteta tem sido titular, e mesmo assim sem nada que mereça qualquer menção. Os Gunners, pela força da camisa, brigam por vaga na LC, mas ficar fora dela pela primeira vez desde 1995/6, quando só se classificava o campeão inglês, não será um escândalo.

6. Liverpool
Oito jogos sem Luis Suárez até poderiam decretar a sorte do Liverpool na temporada se o uruguaio estivesse marcando gols quanto atua. O problema é que, embora ele não esteja, os outros também não estão: Suarez tem cinco em 17 jogos, Bellamy tem 4 em 5 jogos mas não tem condições de replicar isso para um número maior de atuações, e Carroll… Tem em 11 jogos o mesmo número que Gerrard em dois. Mais falta que Suárez fará Lucas, contundido justamente no momento em que se tornou unanimidade, e se consolidava como dono do meio-campo dos Vermelhos. Com isso, está na volta de Gerrard a única possibilidade do ano do Liverpool se aproximar de alguma maneira do que se desejava. O gancho de Suárez, por mais ameaçador que pareça, pode ter também efeito benéfico para os Reds, por dois lados. Por um, o uruguaio, que não tem férias há anos, poderá descansar, e voltar em melhor forma. Por outro, terá tempo para colocar a cabeça no lugar. Com Gerrard e Suárez jogando o que podem, o Liverpool se garante na Europa, e pode beliscar vaga na LC. Sem os dois, fica no sexto lugar.

7. Newcastle
É difícil dizer o que significam os 3 a 0 do Newcastle sobre o Manchester United. Por um lado, estamos falando de um time que ganhou dois de seus últimos nove jogos – incluídas aí derrotas para Norwich e West Brom, esta última em casa. Por outro, estas duas vitórias foram nons três últimos jogos. A partida que ocorreu entre as duas, porém, a derrota por 3 a 1 para o Liverpool sem Lucas nem Suarez, que deixa claros os limites da temporada dos Magpies. A equipe fez o suficiente na primeira parte da temporada para se destacar do pelotão de baixo. Numa liga estratificada como a Premier League, porém, a equipe ainda não tem o que é necessário para ameaçar o que hoje são os “Seis Grandes”. Com a empolgação pelo bom início de temporada, a conquista de uma vaga européia via FA Cup, sim, poderia ser uma meta para os Magpies, e um bom caminho de volta para a briga dos cachorros grandes.

8. Stoke
No começo desta temporada imginava-se que o Stoke pudesse ocupar o posto que ocupa na tabela neste momento com base na idéia de que “é difícil ganhar do Stoke no Britannia.” E se de fato o foi, vale mencionar que as duas derrotas da equipe em casa foram para Newcastle e QPR, ou seja, pontos que poderiam muito bem ter sido ganhos. Apesar disso, a equipe de Tony Pullis tem ganho jogos fora de casa, o que leva à boa posição na tabela. Outro ponto positivo na campanha é que, depois de ganhar apenas três dos 12 primeiros jogos, os Potters só perderam um dos oito últimos, para o Manchester City em casa. Por outro lado, o time tem um dos piores ataques da liga – Peter Crouch, maior contratação da temporada (OK, desculpe pelo trocadilho), tem apenas cinco gols em 15 jogos. Isso sem que a defesa se destaque entre as melhores. O que faz com que a segunda metade da temporada seja bastante imprevisível.

9. Norwich
É verdade que não foram muitos os analistas a apostar que o Norwich brigaria para não cair. O time vem bem montado desde a 3a divisão, da qual subiu há dois anos, e de fato imaginava-se que isto contasse a favor nos primeiros jogos. As coisas, porém, estão indo melhor do que a encomenda: além do nono posto na tabela, os Canaries têm o sexto melhor ataque da liga, com uma artilharia dividida entre os pouco conhecidos Grant Holt, Steve Morrison (ambos com sete gols) e Anthony Pilkington (com cinco). Não é à toa que Paul Lambert, técnico da equipe desde a temporada 2009/10,  tem recebido entusiasmados elogios de todos os lados. O desafio para o time amarelo agora é superar a tradicional queda de rendimento que os times que vêm da Segundona costumam ter. O perigo é a defesa, uma das piores da liga, e que vem sendo compensada pelo ataque. De qualquer forma,  a não ser que venha uma extremamente brusca, é provável que, ainda que não termine o campeonato tão bem, o Norwich pelo menos não sofra para ficar na Primeira Divisão.

10. Sunderland
Das seis vitórias do Sunderland na temporada, quatro aconteceram nos últimos seis jogos. Seis jogos nos quais a equipe perdeu para o Tottenham e empatou em casa com o Everton, mas ganhou de ninguém menos que o líder do campeonato. E somou 13 pontos em 18 possíveis, contra os 11 somados nos 14 jogos anteriores. Fica evidente que, nem que seja pelo simples fato de que há um novo chefe na casa, o Sunderland de Martin O’Neill é diferente do de Steve Bruce. E deve ser, mesmo. Embora sempre tenha gozado de boa reputação na Inglaterra, o ex-jogador do United nunca foi considerado um técnico de primeira linha, ao contrário de O’Neill, que, antes de assumir – e se demitir – o Aston Villa era combiçado por todos os grandes times. Em Birmingham, o trabalho foi bom, mas teve um teto. Em Sunderland, o elenco também é razoável, o dono também é americano e, embora já tenha tido seus momentos de gastar dinheiro, não parece mais muito disposto a isso. O’Neill vai ter que fazer funcionar o que tem nas mãos, e “chegar a lugares” antes de querer mudar de patamar. É o que se espera do Sunderland há alguns anos, e é também o que se espera do norte-irlandês. E que pelo menos para de perder do Newcastle.

11. Everton
O Everton é o 11º na tabela, mas com um jogo a menos – contra o Tottenham em Londres. Perdeu na primeira rodada para o QPR em casa, e na rodada passada para o Bolton, também em casa. Suas outras sete derrotas, porém, são para os primeiros colocados da liga. E é mais ou menos essa a história do Everton há algum tempo: não se espera que ele vença os grandes, e ele eventualmente vence ou pelo menos empata, nem que ele perca dos pequenos. E, com isso, o time de David Moyes vai fazendo do meio da tabela sua casa, sem que haja qualquer perspectiva de que isso muda. Espere exatamente o mesmo na segunda metade do campeonato, com um ou outro momento de eventual brilho de Landon Donovan. O Everton deve ficar à frente do Norwich, mas é time para ser 10º.

12. Swansea
Assim como o Norwich, o Swansea é, há tempos, um time arrumado e consistente. Diferentemente dos Canários, porém, os galeses fizeram de sua casa sua fortaleza: em dez jogos no Liberty Stadium os Swans só perderam para o Manchester United. O problema é que, dos primeiros colocados, só United e Spurs já os visitaram.  Assim como Paul Lambert, Brendan Rodgers também vem sendo elogiado, e terá pela frente o desafio de não deixar o time dair no segundo turno. Conta para isso com os gols de Scott Sinclair, ex-Chelsea, e Danny Graham, artilheiro da Segundona na temporada passada jogando pelo Watford. É provável que o Swansea termine o campeonato mais para baixo na tabela, mas a consistência deve ser suficiente para manter o time na elite, a não ser que os últimos colocados descubram do nada uma maneira de começar a jogar bola.

13. Aston Villa
Em 2006/7, a primeira temporada sob o comando de Martin O’Neill, o Aston Villa foi o 11º colocado na Premier League, cinco posições acima do ano anterior.  Nas três temporadas seguintes, “alugou” o sexto lugar. Então, pouco antes do início da temporada passada, o técnico se desentendeu com a direção, e foi embora. O Villa contratou Gerrard Houllier, que teve problemas de saúde no meio do caminho, e acabou o campeonato em 9º. Se montarmos  uma pirâmide com as temporadas citadas,  até que o 13º lugar na tabela deste ano não está mal. E se considerarmos que Alex McLeish terminou a temporada passada rebaixado, então, nem se fale. Estamos falando, entretanto, de um elenco melhor que isso, de um time que, ainda que não esteja entre os mais ricos, gasta mais do que a maioria para comprar jogadores como Darren Bent e Charles N’Zogbia. E que deveria ganhar muitos jogos que não ganhou, e não poderia perder em casa para West Brom e Swansea. O Villa tem um elenco melhor do que o 13º lugar, mas não há nada na atual forma da equipe – que ganha do Chelsea fora e em seguida perde do Swansea em casa – que leve a crer numa futura consistência. As coisas parecem acontecer por acaso, por sorte ou pelo talento individual de alguns jogadores. O lado bom é que o talento, pelo menos, está lá.

14. Fulham
O Fulham teve dois anos bons sob Roy Hodgson e Mark Hughes. Com a saída estranha do galês no final da temporada passada, os Cottagers contrataram Martin Jol, de boa passagem anterior pelo Tottenham. O time vai na linha certa, não há dúvida, o problema é que, mais uma vez, há que começar de novo. Por mais que demonstra bons momentos, como as vitórias sobre Liverpool e Arsenal em casa, a equipe ainda precisa encontrar consistência que lhe permita, por exemplo, não perder do Swansea. A equipe é talentosa e entrosada, e tem jogadores como Dempsey, Murphy e Zamora, que, embora não sejam craques, podem definir um jogo. A tendência é melhorar na medida em que Jol identifique a melhor forma de fazer render seus jogadores, e estes entendam a maneira como o holandês espera que joguem. O Fulham é melhor que pelo menos cinco times que estão acima de si, e deve conseguir uma segunda metade de campeonato melhor do que a primeira.

15. West Brom
Roy Hodgson chegou desacreditado a um time desacreditado em fevereiro deste ano. Conseguiu, porém, não só evitar o rebaixamento dos Baggies, como conseguiu levar a equipe ao 11º lugar na tabela, à frente, por exemplo, do Newcastle. O time é basicamente o mesmo do ano passado, com as adições de Gareth McAuley, ex-Ipswich, e Shane Long, ex-Reading, além da troca de goleiro, Scott Carson por Ben Foster. A defesa melhorou muito, mas, por outro lado, Peter Odewingie parou de marcar gols – fez só quatro até aqui. Com isso, o West Brom sofre para subir na tabela, e acaba emendando ótimos resultados, como a vitória sobre o Newcastle em St. James Park, com outros ruins, derrota em casa para o Everton. Hodgson, até o bom desempenho do final da temporada passada, era famoso por levar algum tempo para impôr seu estilo. É o que pode levar o time a subir um pouco na tabela.

16. Wolves
Na temporada passada os Wolves passaram seis rodadas na laterna da tabela, e se safaram do rebaixamento no apagar das luzes da última rodada mesmo perdendo o último jogo.  A única adição relevante ao elenco é Roger Johnson, do rebaixado Birmingham. Não é, portanto, de se estranhar que a equipe de Mick McCarthy esteja beirando a zona do rebaixamento.  A defesa não é das piores, mas o ataque está devendo: Steven Fletcher vem bem, como oito gols, mas Kevin Doyle, fundamental no salvamento do ano passado, fez apenas dois gols até aqui. É provável que esteja em seus pés a diferença entre brigar até o final para não cair e tar alguma tranquilidade, ainda mais se considerarmos que todos os times que estão abaixo dos Wolves têm bons motivos para melhorar na segunda parte da competição. Segunda metade parecida com a primeira, mas sufoco deve durar até o final.

17. QPR
O QPR tem quatro vitórias na temporada, sendo três delas fora de casa, e uma em seu estádio, contra o Chelsea. Quando deveria vencer, porém, o campeão da Segundona do ano passado não mostra a que veio. Isso apesar de ser o time que subiu que mais se reforçou, com jogadores como Joey Barton, Luke Young, Shaun Wright-Phillips, Federico Macheda e Anton Ferdinand.  Com todos em campo, entretanto, quem marca os pouquíssimos  gols do time – segundo pior ataque da liga – é o islandês Heidar Heiguson. Com tanta gente nova, quem estava jogando no ano passado, como Adel Taarabt, sumiu. De novo, como no caso do Aston Villa – e de Bolton e Blackburn –, o lado bom é que o talento está lá, mas o ruim é que ele não tem feito a diferença. A vantagem com relação aos times citados é que no caso do QPR os jogadores chegaram há pouco, ou seja, dá para imaginar que a hora que o time se entrosar vai melhorar. A não ser que seu dono, o milionário Tony Fernandez, dono da Lotus, repita outros milionários e resolva ou mandar o técnico embora ou abra o caixa para trazer mais jogadores – o que, claramente, não é o que o QPR precisa.

18. Bolton
Quando levou o Burnley à Premier League, Owen Coyle ganhou moral na Inglaterra. Depois de salvar o Bolton do rebaixamento há duas temporadas, o escocês começou a temporada passada muito bem, mantendo o time entre os sete primeiros colocados. No final do campeonato, porém, a equipe embicou para baixo, e acabou em 15º. Nesta temporada, é daí que se partiu, e os Wanderers, que têm a pior defesa da Premier League junto com o lanterna Blackburn, simplesmente não conseguem ganhar. Pior: quando não ganha, o Bolton perde: a equipe empatou apenas uma vez no ano. Além do elenco, citado acima, o que pode haver de positivo é que, das cinco vitórias no ano, duas, além do único empate, vieram nos quatro últimos jogos. O Bolton tem jogadores como Gary Cahill e Nigel Reo-Coker, com os quais deveria ser possível construir uma base de relativa solidez. Sua defesa, porém, precisa funcionar.

19. Wigan
Desde que subiu, espera-se que o Wigan caia, ainda que a fase Steve Bruce tenha sido de relativo sucesso. Na temporada passada, os Latics escaparam por pouco, mas no início desta 9 entre 10 previsões para o ano colocavam a equipe entre as rebaixadas. A equipe tem o pior ataque do campeonato, com 18 gols em 20 jogos. Seus principais atacantes são o jovem argentino Franco di Santo, ex-Chelsea, além do colombiano Hugo Rodallega. O Rodallega deste ano, porém, não tem sido o do ano passado, e o time não mais mais Charles N’Zogbia. O lado positivo? Dos últimos nove jogos, o Wigan só perdeu três – e ganhou dois. O lado negativo é que não há uma torcida a empurrar, e o material humano não é dos melhores. Favorito, mais uma vez, a cair.

20. Blackburn
Em novembro de 2010 o Blackburn foi vendido para uma empresa indiana produtora de frangos e, desde então, tem se esforçado para virar uma piada. Assim que assumiu o clube, a empresa demitiu Sam Allardyce sob a desculpa de que o time deveria aspirar às vagas européias, o que não vinha fazendo, e o substituiu por seu auxiliar Steve Kean. Que conseguiu quase cair no ano passado, objetivo do qual não deve escapar nesta temporada. Os Rovers têm a pior defesa da competição. Por outro lado, têm o sétimo melhor ataque, empatado com o Newcastle. O problema é que o time marca quando perde, mas continua perdendo. Tem, ao lado do Wigan, o menor número de vitórias do torneio, apenas três – com o curioso detalhe de que a primeira foi sobre o Arsenal, e a última sobre o United em Old Trafford. A esperança são os gols de Yakubu, e que a defesa, que tem nomes de razoável para bom – tanto Scott Dann como Chis Samba terminaram a temporada cotados para deixar a equipe – volte e funcionar. Nada indica que isto vá acontecer sob Kean.

CURTAS

Apenas um breve comentário sobre o jogo do final de semana: United venceu, mas saiu com gosto amargo na boca: precisou da ajuda do juiz, levou sufoco e ainda descobriu que Lindegaard não é a solução para seus problemas no gol.

Championship: Corrida na Segudona inglesa está incrivelmente próxima. A diferença entre líder e vice-líder (Southampton e West Ham, com 47 pontos) e terceiro e quarto (Cardiff e Middlesbrough) é de apenas dois pontos, a mesma que há entre Reading e Hull (quinto e sexto com 39 pontos) e Derby, nono (Blackpool  e Lees são sétimo e oitavo com 38 pontos). Na parte de baixo da tabela, o Forest entrou de vez na zona de rebaixamento. Venceu sua última partida, Ipswich fora, mas tinha perdido seis das sete anteriores, e empatado uma.

League One: o Charlton segue com razoável vantagem na ponta, 54 pontos, cinco a mais que o vice-líder Sheffield Wednesday. O Wednesday, por sua vez, tem dois a mais que Huddersfield (que tem um jogo a mais) e que o rival United – MK Dons com 46 pontos vem em quinto com um a menos.

League Two: o Crawley Town, que, para quem não se lembra é o :Manchester City” ads divisões inferiores e subiu no ano passado gastano mais do que a soma dos times da divisão superior à sua, lidera com um ponto de vantagem sobre o Cheltenham Town. O Wimbledon vem ladeira abaixo: não vence há doze jogos, nos quais perdeu nove vezes, e é o 17o. Ainda tem um colchão de oito pontos em relação aos eventuais rebaixados, mas nesse ritmo o colchão será consumido rapidamente.

Saio de férias até o dia 10/2, um feliz 2012 para os nossos leitores.

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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