Inglaterra

Everton contrata ex-diretor do Wolverhampton para comandar o seu departamento de futebol

Kevin Thelwell, que ajudou a levar o Wolverhampton da terceira divisão à Premier League, substituirá o holandês Marcel Brands, demitido quase junto com Benítez em dezembro

Dezembro foi um mês de transformações para o Everton. O técnico Rafa Benítez foi demitido apenas semanas depois do diretor de futebol, Marcel Brands, que não havia sido entusiasta da contratação do campeão europeu pelo Liverpool. O cargo que o holandês deixou vago foi ocupado nesta sexta-feira por Kevin Thelwell, que estava no New York Red Bulls e ajudou a supervisionar a ascensão do Wolverhampton dentro do futebol inglês.

A posição de diretor de futebol é uma novidade no Everton. Steve Walsh foi o primeiro, em 2016, seguido por Brands, dois anos depois. O holandês havia passado quase uma década trabalhando no PSV, com dedo na revelação e desenvolvimento de jogadores. A ideia era que instalasse uma política coerente no clube inglês que não dependesse dos treinadores. Ideia boa em teoria porque a rotação de comandantes está alta. Frank Lampard é o sexto da administração do dono Farhad Moshiri, que comprou o Everton em 2016.

Se teve méritos, como Richarlison, também jogou muito dinheiro no lixo, comandando a injeção de investimentos de Moshiri que revolucionou o poder de compra do Everton, uma das equipes mais austeras da Premier League, mas não conseguiu elevá-lo de patamar. Agora, a missão será de Thelwell, jogador de futebol frustrado, treinador de formação e que passou 12 anos em diversas funções dentro do Wolverhampton.

Entre os seus trabalhos, está um livro (“Coaching The European 3-5-2”) em que defende a utilização do sistema com três zagueiros, o que deve dialogar bem com as ideias de Lampard, que começou sua passagem pelo Goodison Park com essa formação. Era membro da comissão técnica que promoveu o Derby County à Premier League em 2007 e chegou ao estádio Molineux no ano seguinte, como diretor das categorias de base.

Foi chefe de Desenvolvimento de Futebol e Recrutamento, depois alçado a diretor de futebol em 2016, ajudando a levar o Wolverhampton da terceira divisão à Premier League. Entre sua lista de feitos, estão as contratações de nomes como Diogo Jota, Raúl Jiménez, Rúben Neves e Adama Traoré. Será interessante, no entanto, ver o que conseguirá fazer sem acesso direto ao super-empresário Jorge Mendes, que desova muitos dos seus clientes nos Wolves pela sua proximidade com os donos do clube, o conglomerado chinês Fosun. Em fevereiro de 2020, ele foi trabalhar no New York Red Bulls da Major League Soccer.

“Estou tão feliz de me juntar ao Everton e ter a oportunidade de participar da ambiciosa jornada do clube. Estou muito ansioso para trabalhar com Frank e os jogadores e ajudar o dono e o conselho a alcançarem seus objetivos futebolísticos de longo prazo. O dono, o presidente e o CEO apresentaram motivos convincentes para que eu viesse para este grande clube estou muito animado pela chance de trabalhar com todos eles e levar o Everton à frente. Mal posso esperar para começar”, disse.

Melhor colocar a mão na massa porque o Everton é o 16º colocado da Premier League, a apenas dois pontos da zona de rebaixamento, e enfrenta o Manchester City no próximo sábado.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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