‘Para isso que fui contratado’: Novo técnico rebate críticas sobre falta de autonomia no Chelsea
Técnico inglês chega em meio às polêmicas sobre relação entre treinadores e diretoria dos Blues
O anúncio da escolha de Liam Rosenior como sucessor de Enzo Maresca no Chelsea gerou questionamentos sobre a liberdade de decisões do novo técnico após a relação conturbada do italiano com a diretoria do clube.
A escolha pelo inglês passa por uma trajetória recente no Strasbourg, que pertence ao mesmo grupo proprietário, reforçando a percepção de que ele é um técnico plenamente integrado ao ecossistema da BlueCo, empresa que comanda os dois clubes.
Em sua primeira coletiva de imprensa, Rosenior insistiu que terá autonomia para tomar suas próprias decisões em Stamford Bridge e destacou o potencial de sua nova equipe como “ilimitado”.
— Não sou um alienígena, sei o que estão dizendo na imprensa. Não acho que seja possível estar neste cargo e não ter autonomia. As pessoas percebem isso imediatamente. Eu tomarei as decisões neste clube, é para isso que fui contratado — afirmou.
Herdando um elenco talentoso, a expectativa sobre Rosenior é que seja capaz de desenvolver talentos jovens e instável, que não consegue sustentar vantagens, especialmente em Stamford Bridge.
Além disso, será crucial que o novo técnico também desenvolve nos jogadores o controle emocional, ponto crítico que tem afetado o elenco. Os Blues lideram negativamente a tabela de fair play da Premier League, com 46 cartões amarelos e sete vermelhos na temporada.

O Chelsea venceu apenas uma das últimas nove partidas da Premier League, mas ainda disputa a Champions League, além da Copa da Liga Inglesa. Apesar dos desafios, Rosenior se recusou a definir metas para sua equipe, insistindo que quer se concentrar em “vencer o próximo jogo” e construir uma sequência de vitórias.
— Temos jogadores que já ganharam Copas do Mundo, ganharam o Mundial de Clubes há poucos meses. Eu assisti àquele jogo e eles foram absolutamente magníficos contra o PSG. O potencial deste clube, deste grupo, é ilimitado. Não vou limitar o que é ilimitado, quero ter sucesso, sou ambicioso — declarou.
O plano de Rosenior para conquistar a confiança dos torcedores
Para além dos problemas em campo, Liam Rosenior também precisará resgatar a relação do clube com a torcida, que está profundamente desgastada. Parte significativa dos fãs não está revoltada apenas com resultados, mas com o projeto.
— Acho que, num clube desta estatura, os torcedores querem sucesso e têm todo o direito de querer sucesso agora. Meu trabalho para conquistar os torcedores é vencer partidas. Acho que eles precisam ver um time que os represente –, afirmou.

Sob a gestão de Todd Boehly e Clearlake, a sensação de “americanização” do clube, mudanças na venda de ingressos e, principalmente, a percepção de queda de padrão em relação à era Abramovich desagradou os torcedores dos Blues, que têm demonstrado indignação durante as partidas.
— É uma questão de trabalho duro, determinação, de espírito. Este clube tem a conquista de troféus enraizada em sua história, os torcedores devem ter essas exigências e esses padrões — pontuou Rosenior.
— Estamos tentando construir algo de uma maneira diferente. Estou muito, muito confiante de que, com o tempo, mostraremos às pessoas por que fizemos isso dessa forma –, reiterou o técnico.



