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Empate do Arsenal contra o United é também uma vitória de Wenger

O Manchester United entrou em campo para enfrentar o Arsenal sabendo que qualquer resultado que não fosse uma vitória o deixaria em desvantagem na briga por vaga direta na próxima Champions League. Por isso, fez um jogo atacando o rival em casa e parecia com tudo encaminhado para vencer o jogo. Abriu o placar no primeiro tempo, era melhor… Até que Theo Walcott, que saiu do banco, foi cruzar, a bola desviou e entrou. Um empate por 1 a 1 que deixa o Arsenal garantido na terceira posição e joga o rival United para jogar a fase preliminar da Champions League.

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Quando a temporada começou, o grande desafio do novo técnico do Manchester United, Louis van Gaal, parecia ser encontrar um lugar para todos os atacantes estelares do elenco: Robin van Persie, artilheiro do time nas temporadas recentes, Radamel Falcao García, grande contratação da temporada, e Wayne Rooney, ídolo e capitão do time. Ainda tinha Ángel Di María para entrar no time também. Rooney fez de tudo um pouco e foi bem, mas no time dos atacantes, são os meio-campistas que viraram destaques. O principal deles é Ander Herrera.

Herrera foi o principal passador do jogo, com 72 passes. Marouane Fellaini foi o segundo em passes, com 60. Foi Herrera quem apareceu sozinho na área para abrir o placar aos 29 minutos do primeiro tempo. A boa jogada de Ashley Young foi o que possibilitou a finalização tranquila de Herrera – e também o fato de Sánchez não ter acompanhado o jogador do United, assistindo o gol em ângulo privilegiado.

Herrera e Fellaini são destaques do time de Van Gaal, que se era um compilado de estrelas ofensivas no começo do campeonato, passou a ser um time de muitos coadjuvantes e só uma estrela. Só mesmo Rooney confirmou a expectativa de continuar brilhando. Di María, por exemplo, sequer entrou no jogo contra o Arsenal neste domingo. Só compôs o banco. Falcao teve um desempenho bastante ruim, enquanto Van Persie, além de não decidir, também se machucou demais. Juan Mata foi outro que cresceu de desempenho com Van Gaal, embora neste jogo contra o Arsenal não tenha conseguido ir tão bem.

Wenger, por sua vez, tem conseguido um time que coletivamente continua sendo bom, embora tenha ganhado individualidades como Alexis Sánchez na temporada. O chileno, aliás, foi um dos melhores jogadores do campeonato na primeira metade, mas caiu de desempenho na segunda. Neste domingo, o melhor do Arsenal foi Aaron Ramsey no meio-campo, mas mesmo assim não foi um grande destaque individual. O Arsenal parecia ficar atrás do Manchester United em desempenho. O segundo gol dos mandantes parecia mais provável que o empate.

Só que uma alteração de cada lado mudaria o resultado, e consequentemente a classificação dos dois times. Van Gaal tirou de campo Marcos Rojo, que atuava como lateral esquerdo, e colocou em campo o garoto Tyler Blanckett. Um minuto antes, Wenger tinha colocado em campo o atacante Theo Walcott no lugar do lateral Héctor Bellerín para atuar como ponta do lado direito. Funcionou.

Em jogada do ponteiro do Arsenal para cima do zagueiro improvisado na lateral esquerda, finta para cá, finta para lá e o cruzamento que Blanckett desviou para a rede, matando o goleiro Victor Valdes – que fazia a sua estria, substituindo De Gea.

Um gol que mudou o jogo. O Arsenal ganhou em confiança e avançou o time. Chegou a ter algumas chegadas ao ataque, com algum perigo, mas nenhuma chance clara. O Manchester United teve a sua melhor chance com Van Persie, que chutou por cima em um cruzamento que veio da esquerda.

Com o empate, o Manchester United segue dois pontos atrás do Arsenal, que tem 71 pontos, e com um jogo a mais. Os Gunners terão nove pontos em disputa, enquanto os Red Devils só seis. Ainda é possível passar os rivais, mas é difícil. O que significa que o time de Van Gaal terá que jogar a fase preliminar da Champions League, o que é sempre um risco, além de fazer a temporada começar mais cedo.

O Arsenal, por sua vez, tem uma vitória de Wenger. Consegue o terceiro lugar da Premier League, o que lhe garante começar a temporada no ritmo normal e já garantido na fase de grupos da Champions League. Como em todas as temporadas anteriores, Wenger venceu a desconfiança e faz o seu time ficar atrás só de Chelsea e Manchester City, elencos que claramente são mais fortes. Não é de se desprezar. Ainda mais quando do outro lado tinha Louis van Gaal.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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