Em jogo de Rooney e Tevez, RvP decide dérbi de Manchester
O jogo no Etihad foi um dos melhores do ano. O Manchester United United mostrou força para abrir 2 a 0 ainda no primeiro tempo, mas o Manchester City tratou de mostrar que a diferença entre os dois é pequena. Se Rooney decidia no primeiro tempo pelos vermelhos, Tevez entrou no segundo tempo para fazer diferença pelos azuis. No fim, porém, quem fez o gol da vitória foi Robin van Persie, em um gol de falta, que deu a vitória e uma boa vantagem ao United, que aumentou a diferença em pontos para o rival.
A formação do United indicava um time ofensivo, mas o United se armou bem na defesa. O time se armava em um 4-4-1-1, com Rooney atrás de Van Persie e recompondo a defesa como um meio-campista, algo que se acostumou a fazer nesta temporada. O técnico Roberto Mancini surpreendeu ao entrar em campo com Mario Balotelli no ataque e Tevez no banco.
Não deu certo. Balotelli pouco apareceu no jogo, a não ser para perder uma grande chance aos dez minutos, após uma linda bola de David Silva para Clichy na esquerda. No mais, o City tinha mais a bola e o United… Bem, o United tinha Rooney. Fez dois gols em ataques rápidos do United, mostrando sua capacidade goleadora e decisiva.
Os dois gols de Rooney mudaram o jogo, porque o United passou a ter muito mais confiança, enquanto, opostamente, o City perdeu a sua. O time sentiu o gol e precisou de tempo para se reequilibrar em campo. Foi só aos poucos que os Citizens melhoraram. E o segundo tempo seria melhor, com Tevez entrando logo nos primeiros minutos no lugar de Balotelli.
A participação de Tevez foi marcante. Primeiro, pela atitude, mais participativa. Mas principalmente pelo futebol, que passou a levar muito mais perigo. E foi em uma participação dele que o City arrancou um gol, no começo do segundo tempo, com Yayá Touré. A sua raça e o modo como participou do jogo mudou todo o time do City, que ganhou força.
Só que no lance do gol do City, a arbitragem errou. Van Persie dominou bem, girou e, na risca da grande área, chutou de pé direito, colocado. A bola explodiu na trave. No rebote, Ashley Young mandou para as redes e parecia impedido. Foi o que o árbitro marcou. Mas não estava. O camisa 18 estava em posição legal. E, na continuação da jogada, veio o lance do gol do City.
O árbitro ainda teve um outro erro decisivo. Em um lindo lance de Yayá Touré, o marfinense tomou duas faltas seguidas, mas continuou de pé e levava clara vantagem. O árbitro parou o lance para dar cartão a Rooney, prejudicando um ataque muito perigoso do City.
A pressão era do City. David Silva, em um lançamento longo para a direita e depois de fintar um jogador, chutou a bola na trave. De Gea ainda deu um leve desvio, que ajudou a desviar a bola. O time de azul pareceu que teria forças para virar o jogo, pressionando em jogadas pelos lados do campo. Perdeu duas boas chances que a defesa do United teve participação precisa de decisiva para evitar o gol da virada.
Veio, então, uma cobrança de falta aos 47 minutos para o United. Rooney conversou com Robin van Persie e foi o holandês que cobrou no canto do goleiro. A bola ainda desviou na barreira de leve e deixou a tarefa de Hart ainda mais difícil: gol do United, que venceu o jogo por 3 a 2.
Antes do apito final, porém, muita confusão. Torcedores atiraram objetos em campo e um deles acertou o rosto de Ferdinand, que sangrou. Um torcedor invadiu o gramado para acertar o árbitro, mas foi retirado pelos organizadores. A confusão não adiantou muito e quase levou Tevez a ser expulso, depois de troca de gentilezas com Phil Jones. O placar final não mudou.
Com o empate, a diferença de três pontos é mantida. O United segue na liderança com 39 pontos contra 33 do City.
Formações iniciais
Destaque do jogo
Rooney foi o nome da partida. Com liberdade de movimentação, aparecia como meio-campista defendendo e como um atacante quando o time tinha a bola. Tanto que apareceu nos dois gols do time no meio da área. Foi fundamental para o time abrir uma vantagem grande em um clássico, o que tornou a reação do City muito mais complicada no segundo tempo.
Momento chave
A entrada de Tevez. Depois de 50 minutos de produtividade baixa, Balotelli deixou o campo para a entrada de Tevez, que colocou fogo no jogo. Se movimenta, participa, levou perigo à defesa do United o tempo todo em campo. Participou diretamente dos dois gols: dando o passe para Yayá Touré, depois de tentar o chute e pegar o rebote, e cobrando o escanteio que saio o gol de Zabaleta.
Os gols
16’/1T: GOL DO MANCHESTER UNITED!
Em um lançamento, Van Persie tocou para Ashley Young na esquerda e o meia achou Wayne Rooney pelo meio. Ele puxou para a perna direita e mandou um chute cruzado, no canto, que deixou o goleiro Joe Hart sem ação.
29’/1T: GOL DO MANCHESTER UNITED!
Ataque em velocidade pelo lado direito do lateral brasileiro Rafael, que chega à linha de fundo e toca para trás, onde está Rooney, bem posicionado, para tocar para as redes.
15’/2T: GOL DO MANCHESTER CITY!
Depois de lançamento para a direita, Tevez chutou para o gol quase sem espaço, o goleiro De Gea defendeu, David Silva, dentro da pequena área, chutou novamente e De Gea fez milagre. Mas o rebote não teve como escapar: Yayá Touré chutou, sem nem precisar ser forte, para acertar o canto e marcar o gol.
40’/2T: GOL DO MANCHESTER CITY!
Depois de escanteio, Zabaleta pegou o rebote e encheu o pé. A bola estufou a rede e o Manchester City igualou o placar.
47’/2T: GOL DO MANCHESTER UNITED!
Em cobrança de falta já nos acréscimos, Robin van Persie cobrou nocantinho, com categori, e mandou para o fundo da rede, decidindo o dérbi.
Curiosidade
O Manchester City estava há 37 jogos sem perder jogando no seu estádio. A última derrota tinha sido no dia 20 de dezembro de 2010, quando perdeu por 2 a 1 para o Everton.
Ficha técnica






