Em 45 minutos, Manchester City jogou rodada perfeita no lixo

O Manchester United abrira o domingo com um empate sem gols diante do Tottenham. Pouco depois, foi a vez de o Chelsea, diante do Southampton, tropeçar, com o 1 a 1 fora de casa. Para se distanciar do rival local e colar no líder londrino, o Manchester City precisava apenas de uma vitória contra o fraco Burnley, vice-lanterna da Premier League, jogando no Estádio Etihad. Missão tão, mas tão fácil que acabou se transformando no mais frustrante dos tropeços dos primeiros colocados. Uma chance de ouro que o time de Manuel Pellegrini jogou no lixo em apenas 45 minutos.
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O Manchester City vinha de sua maior sequência de vitórias na história – 9 ao todo – e tinha pela frente o Burnley, que estava a apenas três pontos do último colocado Leicester. Além disso, o time havia perdido seus dois últimos jogos, então evidentemente a viagem a Manchester não foi lá tão confiante. O 2 a 0 no primeiro tempo – com gols de David Silva e Fernandinho – e a facillidade com que o City chegou a esses gols não facilitavam as coisas para os Clarets. Apenas a perda de controle do outro lado poderia recolocar a modesta equipe de volta à partida, e ela veio.
Os principais problemas atuais do City são ofensivos – por falta de opções, Pellegrini tem ido para os últimos jogos sem atacantes. Agüero e Dzeko seguem contundidos, enquanto Jovetic apenas retornou a campo neste domingo, entrando no decorrer do segundo tempo. Entretanto, David Silva tem jogado por si e pelos atacantes ausentes, aumentando sua participação ofensiva e aparecendo bem para finalizar jogadas. Soma quatro gols nos últimos três jogos. Em suma, não foi isso que determinou o empate com cara de derrota dos Citizens. As falhas vieram lá de trás mesmo.
Os belos gols do City:
Por conta própria, a ausência de Kompany, também por contusão, já é sentida pelo torcedor do City. Quando ela vem acompanhada de uma atuação tão vulnerável da dupla formada pelo veterano Demichelis e o imaturo – embora caríssimo – Mangala, a saudade do belga fica ainda maior. A desatenção do setor defensivo ao retornar do intervalo custou ao City o primeiro gol, em falha de marcação principalmente do francês. No primeiro minuto da etapa complementar, Boyd fez o primeiro do Burnley.
Por boa parte do segundo tempo, o City cozinhou o jogo, incapaz de criar com maior contundência chances de matar o confronto. Até que, mais uma vez por desatenção, a defesa do time de Manchester, em maior número por sinal, cedeu a Barnes espaço suficiente para o empate, aos 35 minutos, após bola levantada a partir do meio do campo. Uma cochilada imperdoável para quem estava a poucos minutos de estreitar sua distância para o líder e ficar a um ponto do primeiro lugar da competição.
O Chelsea de Mourinho demonstrou em diversas oportunidades superioridade em relação ao restante do campeonato, sobretudo em profundidade e qualidade do elenco. O City, por outro lado, mostra-se como o único capaz de desafiar os Blues na briga pelo título. A rodada deste domingo foi daquelas que uma equipe na situação em que os Citizens estão não pode desperdiçar. Não serão tão frequentes os tropeços do time londrino e, quando eles acontecem, os comandados de Pellegrini não podem se dar ao luxo de deixar escapar uma vitória contra times do naipe do Burnley. O Manchester City desta temporada é melhor do que lhe dão crédito. Que não dê razões tão grandes para os críticos.
Os vacilos do City que levaram ao empate do Burnley:



