O plano ousado do Manchester United para Elliot Anderson antes de desistência no mercado
Red Devils chegaram a projetar inglês como referência do elenco antes de encerrar negociações
O Manchester United acreditava ter encontrado em Elliot Anderson um dos pilares para a reconstrução do elenco. Aos 23 anos, o meio-campista inglês era visto pela diretoria e pela comissão técnica de Michael Carrick como um jogador capaz de marcar uma era em Old Trafford, não somente pelo desempenho dentro de campo, mas também pelas características de liderança que demonstrou ao longo da última temporada.
O clube acompanhava a evolução do atleta havia meses e enxergava nele um perfil raro no mercado: um meio-campista completo, com intensidade, personalidade e margem para crescer. Quando percebeu que as negociações entre Nottingham Forest e Manchester City não avançavam na velocidade esperada, o United decidiu fazer uma última tentativa para atravessar o negócio.
As conversas aconteceram diretamente com o estafe do jogador e incluíram um projeto esportivo ambicioso. Mais do que oferecer um espaço importante no elenco, os Red Devils apresentaram a Anderson a possibilidade de se tornar um dos líderes da equipe nos próximos anos.
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Apesar do esforço, a negociação esbarrou na questão financeira. O Forest manteve uma pedida considerada elevada demais pela diretoria do United, que optou por não entrar em uma disputa milionária. A avaliação interna foi de que o investimento ultrapassava o valor que o clube estava disposto a desembolsar, mesmo reconhecendo o enorme potencial do atleta.
A desistência deixou o caminho livre para o City, que fechou a contratação do inglês por 116 milhões de libras. Tal valor transformou Anderson no jogador britânico mais caro da história.
Manchester United enxergava Anderson como futuro líder
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A confiança depositada em Elliot Anderson ia muito além do aspecto técnico. Segundo o “The Athletic”, durante as conversas o Manchester United chegou a indicar que o jogador poderia, no futuro, assumir a braçadeira de capitão da equipe.
Embora não houvesse qualquer promessa formal, a mensagem deixava claro como o clube avaliava seu perfil. Internamente, existia a convicção de que Anderson reunia as características necessárias para desenvolver a liderança exigida de um capitão dos Red Devils, seguindo o caminho de nomes marcantes da história recente, como Bruno Fernandes, Michael Carrick, Wayne Rooney, Gary Neville e Roy Keane.
Mesmo sem conseguir fechar a contratação, o interesse evidencia a prioridade do clube em reforçar o meio-campo nesta janela. Antes de Anderson, outro alvo importante era Matheus Fernandes, mas o português acabou acertando sua transferência para o Tottenham. Sandro Tonali também era monitorado. Assim como Fernandes, porém, o italiano é mais um que defenderá os Spurs em 2026/27.
Até o momento, o maior campeão inglês confirmou apenas uma contratação visando a próxima temporada. Trata-se do brasileiro Éderson, destaque da Atalanta nos últimos anos. Para tirá-lo da Itália, o United pagará cerca de 47 milhões de euros.
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Por que o City bateu recorde de transferência para comprar Elliot Anderson?
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O valor desembolsado pelo Manchester City impressiona, mas encontra respaldo no desempenho apresentado por Anderson ao longo da temporada 2025/26. Apesar de o Nottingham Forest ter lutado contra o rebaixamento e encerrado a Premier League na 16ª colocação, o meio-campista foi um dos jogadores mais completos da competição.
Sua influência aparecia em praticamente todos os momentos do jogo. Anderson terminou o campeonato como o atleta com maior número de toques na bola, somando cerca de 3.300 ações.
Os números defensivos também chamam atenção. Nenhum jogador da Premier League venceu mais duelos individuais do que ele (298), que ainda liderou o torneio em recuperações de posse de bola (306) e em faltas sofridas (80). Trata-se de um meio-campista capaz de interromper ataques adversários e, logo em seguida, iniciar novas construções ofensivas.
Na distribuição do jogo, Anderson igualmente figurou entre os melhores da liga. Foi o meio-campista central com maior número de passes certos (2038) e também liderou o ranking de passes capazes de romper linhas defensivas (376). Em vez de apenas manter a posse de bola, buscava constantemente acelerar as jogadas e encontrar companheiros em posições mais avançadas.
O aspecto físico representa outro diferencial. Durante toda a campanha da Premier League, percorreu aproximadamente 411 quilômetros e terminou entre os líderes em ações de pressão de alta intensidade, números que reforçam sua capacidade de manter um ritmo elevado durante os 90 minutos.
Além da qualidade técnica, a regularidade é outro fator que pesou na decisão do City. Anderson foi titular em 37 partidas da Premier League e só ficou fora da equipe principal uma única vez, quando o Forest optou por preservar parte do elenco antes da semifinal da Liga Europa contra o Aston Villa.