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É a defesa intransponível do Monaco que pode derrubar o Arsenal nas oitavas, de novo

Subasic, Almany Touré, Abdennour, Wallace e Echiéjilé. Nenhum grande nome, nenhuma estrela, mas Leonardo Jardim montou uma defesa muito sólida. Nos últimos 18 jogos, contando a ida das oitavas de final da Champions League, nesta quarta-feira, o Monaco sofreu apenas quatro gols. E agora o Arsenal precisa fazer três para evitar a quinta eliminação seguida nessa fase do torneio porque perdeu por 3 a 1, em casa.

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Nas últimas quatro temporadas, o sorteio foi muito cruel para o time de Arsène Wenger. Colocou o Barcelona, o Milan e o Bayern de Munique, duas vezes, no caminho logo na primeira fase de classificação. Desta vez, não tem do que reclamar. O Arsenal ficou em segundo lugar no seu grupo, e dentre os líderes, pegou o que teoricamente seria mais tranquilo. O Monaco não tem mais estrelas nem euros e sequer briga pelo título francês. Mas tem a defesa.

Funcionou muito bem no primeiro tempo. Até os 35 minutos da partida, havia um chute do Monaco, para fora, e dois do Arsenal, também sem direção. O primeiro deles foi logo no começo, um lançamento que Welbeck recebeu, protegeu e chutou por cima da trave. Parecia o prenúncio de um grande jogo. Não foi. O melhor momento foi o gol dos franceses com um chute de longe de Kondogbia que desviou em Mertesacker.

A etapa final foi bem mais movimentada. Começou com um lindo contra-ataque monegasco, que começou com Fabinho no campo de defesa, arrancando apesar dos agarrões dos jogadores do Arsenal. Soltou para Anthony Martial avançar mais um pouco, e a bola atravessou para Berbatov, cara a cara com Ospina. E a frieza do búlgaro? Chutou cruzado e ampliou para 2 a 0.

O Arsenal teve pelo menos duas oportunidades boas de diminuir o prejuízo, mas Giroud, da entrada da pequena área, mandou a bola nos lustre. Em outra jogada, Walcott chutou em cima do goleiro Subasic, e na sequência, Welbeck acertou o próprio Walcott. O Monaco também perdeu uma boa chance de matar a partida com Yannick Ferreira-Carrasco.

Os acréscimos do segundo tempo guardaram praticamente toda a emoção dos 90 minutos. Chamberlain dominou na entrada da área e conseguiu bater colocado no ângulo. Era o gol que reviveria o Arsenal, mas o herói virou vilão. O meia inglês perdeu uma bola no campo de ataque, passe longo, Ferreira-Carrasco arrancou e fez 3 a 1. Mais uma bobeada, mais um contra-ataque, mais um gol.

A situação para os ingleses agora é ter que fazer 3 a 0 no Principado para conseguir avançar. Uma missão dificílima, principalmente porque tem pela frente uma defesa das mais sólidas. Levou apenas dois gols em sete partidas na Champions League, menos do que o Arsenal precisa fazer em uma. É também o melhor sistema defensivo do Campeonato Francês. Será uma missão possível?

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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