Dirigente é suspenso acusado em imbróglio de Estádio Olímpico

Um executivo da 2012 Olympic Park Legacy Company (OPLC), que cuida da administração pós-Olimpíada das instalações construídas para os Jogos de 2012, em Londres, foi suspenso após um jornal inglês revelar que ele esteve trabalhando para o West Ham, clube escolhido para ficar com o Estádio Olímpico após os jogos.
A diretoria da OLPC votou por 14-0 em fevereiro a favor dos Hammers como primeira escolha para ficar com o estádio, vencendo a concorrência com o Tottenham.
O futuro do estádio de 80 mil lugares, no leste de Londres, está indefinido, com organizadores dos Jogos e o West Ham tentando conciliar seus interesses – os primeiros querem que o estádio seja mantido com as características originais, ou seja, com a pista de atletismo mantida, enquanto alguns dirigentes dos Hammers querem que a pista seja retirada e que o estádio seja transformado numa arena exclusiva de futebol. Por enquanto, o projeto é de reduzir a capacidade do estádio para 60 mil pessoas e manter a pista de atletismo.
O West Ham confirmou que o diretor de serviços corporativos da OLPC, Dionne Knight, prestou consultoria ao clube, mas negou qualquer irregularidade.
Knight está relacionado a Ian Tompkins, diretor do West Ham, que foi o encarregado pela candidatura do clube para ficar com o estádio.
A OPLC disse que sabia da relação de negócios entre os dois, mas não permitiu que Knight trabalhasse para o West Ham, rebaixado no último campeonato inglês. Por isso a suspensão.
De acordo com o Sunday Times, os pagamentos do West Ham para Knight totalizaram 20 mil libras, ou cerca de 32 mil dólares. O dirigente da OPLC negou qualquer irregularidade, e que não passou nenhuma informação irregular para o West Ham.
A negociação foi descoberta por detetives particulares contratados pelo Tottenham, mas ninguém dos Spurs quis falar sobre o assunto.
A batalha pelo estádio ainda não terminou. O Tottenham apelou para a Alta Corte para que revisem sua candidatura.
Caso o West Ham fique com a estrutura, os planos são para uma mudança para a temporada 2014/15, num leasing de 250 anos, com pagamentos para a Federação Britânica de Atletismo.



