InglaterraPremier League

Dele Alli, o antídoto para um Chelsea que parecia imbatível

Treze vitórias seguidas deram ao Chelsea uma aura de equipe imbatível. Obviamente, não era, mas não podemos criticar essa percepção depois de o time de Antonio Conte atropelar tantos adversários, um a um, jogando muito bem e na maioria das vezes sem sofrer nenhum gol. A folga na liderança da Premier League poderia subir para oito pontos, na 20ª rodada do torneio, mas o Tottenham não permitiu e venceu por 2 a 0. No White Hart Lane, encontrou o antídoto: Dele Alli e duas cabeçadas precisas derrubaram a sequência invicta dos Blues.

LEIA MAIS: Quatro torcedores do Chelsea são condenados pelo caso de racismo no metrô de Paris

Foi a semana em que a imprensa espanhola começou a colocar o meia inglês de apenas 20 anos, uma importantíssima peça da geração futura do país, no Real Madrid. Inevitavelmente, esse momento chega para todo e qualquer jogador que se destaca em gramados europeus, e Ali não permitiu que especulações influenciassem o seu jogo. Depois de um começo de primeiro tempo apagado, entrou na área para fazer o que se espera dos grandes craques e decidiu o clássico londrino.

Digamos que foi uma partida intensa, rápida, pegada e interessante, mas as oportunidades de gol foram mais escassas, até porque, estavam em campo as duas melhores defesas da Premier League. O Chelsea, contando os gols de Ali, foi vazado apenas 15 vezes. O Tottenham, ainda menos: 14. E por isso, a melhor chance da etapa inicial foi com Hazard, logo no começo. David Luiz também levou perigo, em cobrança de falta, mas os goleiros foram muito pouco exigidos. Eriksen, então, flutuou à direita e cruzou para o coração da grande área. Ali apareceu entrou Moses e Azpilicueta para cabecear com firmeza e abrir o placar.

Quem mandou no primeiro tempo foi o Tottenham, propondo a partida e com a bola no pé. Nada de estranho porque a estratégia que funcionou tão bem para o Chelsea nas últimas 13 partidas foi justamente esperar e reagir. Atrás no placar, não dá mais para esperar. Os Blues voltaram em cima dos Spurs e criaram duas grandes chances de empatar no começo do segundo tempo, com um chute de fora da área muito bem defendido por Lloris, e em uma cabeçada de Hazard, livre e dentro da pequena área, que foi para fora.

No entanto, a criatividade do Chelsea desapareceu no restante da partida e não foi capaz de pressionar o Tottenham, confortável, que conseguiu ampliar o placar em outra cabeçada de Ali, novamente entre Moses e Azpilicueta, novamente após cruzamento de Eriksen pela direita, mas, desta vez, aparecendo na segunda trave e deslocando Courtois.

Conte apostou naquela batida estratégia de começar a empilhar atacantes no time para tentar tirar alguma coisa da partida. Trocou Alonso por Willian, Kanté por Fàbregas e Moses por Batshuayi, mas ninguém deu jeito nos problemas de criação que o Chelsea apresentou na sua tentativa de não perder do Tottenham. Foi a terceira partida desde o começo da sequência invicta que o time saiu atrás no marcador. Nas outras duas – contra o próprio Tottenham, em Stamford Bridge, e contra o Manchester City -, conseguiu havia alcançado a virada.

O recorde de vitórias seguidas da Premier League continua com o Arsenal de 2012, que ganhou 14 jogos em fila. O Chelsea também continua como forte candidato ao título, com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado, mas o campeonato abriu-se um pouco mais. E o Tottenham, no ritmo de Dele Alli, já aparece na terceira colocação, depois da sua quinta vitória seguida pelo torneio nacional.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo