Inglaterra

De Gea brinca (brinca?): “Acho que jogaram uma maldição no Manchester United ou algo assim”

O goleiro está se preparando psicologicamente para enfrentar o Atlético de Madrid, seu ex-clube, nas oitavas de final da Champions League

O Manchester United não vence a Premier League desde 2012/13 e está em uma década de poucas conquistas por causa de uma maldição, segundo disse o goleiro David de Gea, em tom de brincadeira, em entrevista ao jornal espanhol El País.

O último título inglês dos Red Devils foi em 2012/13, ainda com Alex Ferguson. Desde então, conseguiu uma Copa da Inglaterra com Louis van Gaal, uma Copa da Liga e uma Liga Europa com José Mourinho, e está sob o comando interino do alemão Ralf Rangnick, a espera de um novo projeto de médio-longo prazo para a próxima temporada.

“Acredito que tenham lançado uma maldição aqui ou algo assim”, disse, brincando. “Não sei. A verdade é que não sei. Sempre perguntam e conversamos entre os jogadores e dizemos: ‘Não sei o que acontece’. Deveríamos ter lutado por mais títulos, mais coisas grandes, mas não sei por que a equipe não engrena”.

Saíram duas reportagens nesta sexta-feira que não são sinais muito bons. A ESPN britânica cita fontes próximas aos jogadores dizendo que eles estão insatisfeitos com os métodos de treino considerados “antiquados” de Rangnick, chegando a compará-lo com Ted Lasso, personagem de uma série da Apple+ sobre um técnico norte-americano que não sabe nada sobre futebol e vai trabalhar na Premier League.

Em outra, Rangnick cobra que Cristiano Ronaldo faça mais gols, ao mesmo tempo reconhecendo que a culpa não é apenas dele, mas de toda a equipe. O português, com momentos decisivos para classificar o United às oitavas de final da Champions League, tem 14 gols em 26 jogos na temporada e passou em branco nas últimas quatro rodadas da Premier League.

De Gea, goleiro que mais precisa fazer defesas na Inglaterra, disse que isso não é exatamente algo bom e contou que Rangnick está pedindo que os jogadores sejam intenso e sempre pressionem para recuperar a bola. “É isso que tentamos: ser intensos, tentar recuperar a bola o mais à frente possível, tentar causar danos. Sabemos que temos que defender melhor e tentamos fazer isso”, disse.

De Gea está se preparando emocionalmente para enfrentar o Atlético de Madrid pela primeira vez nas oitavas de final da Champions League. “Primeiro saiu o PSG, o sorteio foi repetido e ficamos com o Atlético. É difícil explicar o que sentirei, mas naquele momento disse: ‘Não pode ser, que coincidência que fiquemos com o Atlético’. É uma sensação difícil de explicar, depois de tantos anos, voltar e jogar contra o Atlético. Uma sensação muito rara”, encerrou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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