Copa da Liga Inglesa

Tottenham resistiu, mas Manchester City arrancou a vitória no final para ficar com sua quarta Copa da Liga seguida

O jogo marcou a volta do público em Wembley, teve muita pressão do City, que conseguiu o gol só aos 36 do segundo tempo para aumentar sua coleção de taças

Mais uma vez o Manchester City é o campeão da Copa da Liga Inglesa. Em um jogo que atacou muito, o City arrancou o gol na reta final, venceu o Tottenham por 1 a 0, com um gol do zagueiro Aymeric Laporte, já no final do segundo tempo. Melhor em campo na maior parte do tempo, o City foi bloqueado por uma defesa muito eficiente. Apesar disso, não conseguiu segurar os 90 minutos e o time de Manchester conquista o seu quarto título seguido na Copa da Liga, o oitavo no total. Se iguala ao maior campeão do torneio, o Liverpool.

Foi a volta do público aos estádios ingleses, com pouco mais de sete mil pessoas e o público viu um jogo difícil para os dois lados, ainda que por motivos diferentes. Favorito, o Manchester City se impôs. Pressionou muito o time do Tottenham, que tem o técnico interino Ryan Mason depois da demissão de José Mourinho. O time de Guardiola pressionou demais, buscou o gol o tempo todo e, apesar de só ter conseguido marcar um, criou chances para muito mais.

Para tentar aumentar a sua coleção de títulos, Pep Guardiola escalou o time em um 4-2-3-1, com Riyad Mahrez, Kevin De Bruyne, Raheem Sterling e Phil Foden. Mais uma vez, sem centroavante, com muita movimentação e com um time muito habilidoso. Atrás desse quarteto, Fernandinho e Ilkay Gündogan protegendo a defesa, com o brasileiro bem fixo e com o alemão subindo para se juntar a De Bruyne quando o time tinha a bola. Sergio Agüero e Gabriel Jesus começaram a partida no banco.

O Tottenham comandado por Ryan Mason veio em um 4-3-3, com o ataque formado por Lucas Moura, Harry Kane e Son Heung-min. O meio-campo tinha Harry Winks, Pierre Emile-Hojbjerg e Giovani Lo Celso. Tanguy Ndombélé, um dos destaques do time na temporada, ao menos com José Mourinho, ficou no banco. No centro da zaga, Eric Dier ganhou o lugar de Davinson Sánchez. O time buscava um título pela primeira vez desde 2008, quando conquistou justamente a Copa da Liga com o técnico Juande Ramos.

O primeiro tempo foi dominado pelo Manchester City. O time de Pep Guardiola foi quem criou as chances de gol e fez a defesa dos Spurs trabalharem muito. O futebol que o time jogou foi muito superior ao rival e poderia tranquilamente ter feito um ou dois gols e sair com uma boa vantagem. Não conseguiu, seja por falta de pontaria de Riyad Mahrez, seja por om posicionamento da defesa do time comandado pelo jovem Ryan Mason.

Aos 13 minutos, De Bruyne foi inteligente, recebeu na linha de fundo e cruzou para trás, onde Sterling finalizou, mas foi bloqueado pela defesa. Aos 25, um lance incrível de Toby Alderwaireld. Roubada de bola de Mahrez, que acionou De Bruyne. O belga cruzou, Alderweireld cortou e a bola sobrou para Phil Foden. Era uma chance quase impossível de defender, mas o zagueiro se recuperou e conseguiu bloquear o chute e mandar para escanteio. Uma chance incrível.

Aos 29, Fernandinho fez um passe preciso para Sterling pela esquerda e o camisa 7 tocou por cima de Lloris, quase sem ângulo, e mandou para fora. O Tottenham tinha poucas chances de sair. Conseguiu raros contra-ataques. Em dois deles, amarelou a defesa do City. Na primeira, Kane deu um chapéu em Rúben Dias, ainda no campo de defesa, e tomou um carrinho. O português ainda escapou de um amarelo. Depois, aos 34, foi a vez de Mahrez abrir espaço e bater colocado, mas para fora. No fim do primeiro tempo, Lucas arrancou em um contra-ataque, passou por vários adversários e foi derrubado, ainda no meio-campo. Aymeryc Laporte tomou amarelo. Nos acréscimos do primeiro tempo, Cancelo chutou colocado e obrigou Hugo Lloris a uma linda defesa.

Depois de sobreviver ao primeiro tempo sem levar gols, o Tottenham melhorou na segunda etapa. Embora o City tenha tentado avançar novamente, O jogo ficou mais equilibrado, não só pela posse de bola mais dividida, com os dois times tendo mais presença no campo de ataque, como também porque a equipe de fato melhorou no jogo, trabalhando melhor as jogadas.

A melhor chance do Tottenham foi com Lo Celso. O argentino chutou de fora da área e exigiu uma defesa muito difícil de Ederson, impedindo a aberttura do placar. Para tentar algo diferente, o técnico interino Ryan Mason colocou em campo Gareth Bale no lugar de Lucas Moura, muito esforçado, e Moussa Sissoko no lugar de Lo Celso. Ganhou em força física no meio-campo com o francês e busca usar o talento do galês no ataque, além da sua estrela em decisões – pelo Real Madrid, marcou gols em finais vencidas pelo clube de Copa do Rei e Champions League.

Depois de 25 minutos de equilíbrio, o Manchester City começou a tentar apertar o rtimo de novo. Conseguiu levar perigo em um cruzamento para a área que Fernandinho tocou de cabeça, mas para fora, e depois em um chute de Mahrez, de fora da área, que obrigou Lloris e mais uma grande defesa.

Aos 36 minutos do segundo tempo, uma falta besta cometida por Aurier na ponta esquerda de ataque do City resultou em uma cobrança de falta que foi quase um escanteio. De Bruyne cobrou para a área e Aymeric Laporte subiu para cabecear e marcar 1 a 0. Depois de 16 finalizações a gol, foi um zagueiro que conseguiu colocar a bola na rede.

Em seguida do gol, Guardiola sacou Fernandinho para colocar Rodri. Do outro lado, Mason colocou Delle Ali no lugar de Hojbjerg, tentando dar mais ofensividade ao time. Seriam poucos minutos para tentar o empate, que não foram suficientes para mudar o panorama do jogo. Deu até tempo de um gol anulado do City, impedido, de Mahrez.

O apito final deixou os jogadores do Tottenham desolados. Son parecia um dos mais abalados. Os jogadores sentiram mais uma derrota em final, como tinha acontecido antes, especialmente na final da Champions League em 2019. Os Spurs ficarão mais um ano sem taças. Resta saber como se planejará na próxima temporada, arriscado até sem Champions League.

Guardiola alcança o seu nono título pelo Manchester City, sendo quatro deles da Copa da Liga, duas Premier League, uma Copa da Inglaterra e duas Community Shield, a supercopa da Inglaterra. O elenco recheado do Manchester City coloca mais uma taça no currículo e parece destinado a muito mais. A Premier League, que já está perto nesta temporada, mas também a Champions League, em que o time está na semifinal.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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