Copa da Liga Inglesa

Fulham derruba Everton e vai à semi da Copa da Liga nos pênaltis, com cobrança inexplicável de Onana

Belga só precisava converter sua cobrança, mas bateu muito mal e reabriu a série, que seu time acabaria perdendo

O Everton, que vinha de quatro vitórias na Premier League e três na Copa da Liga Inglesa, chegou embalado para receber o Fulham, pelas quartas de final do torneio eliminatório.

E depois de sair perdendo no 1º tempo, com gol contra de Keane, teve toda a segunda etapa para conseguir o empate. Por pouco, não conseguiu a virada até, aliás. Mas acabaria mesmo sendo eliminado.

A partida acabou 1 a 1, para ser decidida nos pênaltis. A disputa de alto nível esteve para ser fechada por Onana, para o time da casa, ainda na primeira série de cobranças, após Pickford pegar o chute de Cordova-Reid. Mas o chute inexplicável de Onana foi defendida por Leno.

O belga fez tudo errado, como se seguisse um manual de como perder um penal: não tomou distância, deu um pulinho, rodou o braço direito ao correr para a bola, olhou fixamente para a direção em que ia bater e, para completar, chutou fraco, praticamente recuando para o goleiro do Fulham.

A série foi então para as cobranças alternadas. E foi apenas na oitava que a decisão saiu. Gueye perdeu pelo Everton. E o zagueiro Tosin bateu para classificar o Fulham, que vai para a semifinal pela primeira vez na história.

Everton começa melhor, Fulham surpreende

O Everton tomou a iniciativa do jogo no 1 tempo. Jogando em casa, os comandados de Sean Dyche tiveram mais a bola até a metada da etapa inicial.

Jack Harrison, pela esquerda do ataque, era o jogador mais agudo. O fato, no entanto, é que o domínio de jogo dos anfitriões era improdutivo, já que os Toffees pouco conseguiam bater a gol.

Desse modo, o Fulham do técnico português Marco Silva, em especial com Willian, que armava o jogo pela esquerda do ataque, foi começando a ganhar mais terreno.

Aos poucos, o estádio de Goodison Park começou a se enervar com a inoperância do Everton. E o nervosismo foi passando para os jogadores, que esbravejavam uns com os outros constantemente.

A despeito do cenário caótico para os donos da casa, parecia mesmo que o jogo iria para o intervalo em 0 a 0. Mas o Fulham tornaria ainda pior a vida do seu adversário na melhor jogada do 1º tempo.

Willian recebeu pela esquerda e viu a boa ultrapassagem de Robinson. Após o passe na medida, o cruzamento de Robinson veio fechado. Keane não conseguiu tirar o corpo e acabou fazendo contra, aos 41.

Fulham volta melhor, mas Everton equilibra e empata

O nervosismo do Everton só cresceu na segunda etapa, porque os visitantes, protegidos pela vantagem no placar, iam ditando o ritmo do jogo.

O goleiro Pickford, por exemplo, gesticulava constantemente. Assim como na primeira etapa, Willian, com o auxílio de Robinson e Iwobi, mantinha a partida em banho-maria.

Mas o Everton não tinha escolha e começou a pressionar. Aos 17, com a saída de Willian, o Fulham passou a ficar menos com a bola. E o Everton tomou posse de seu campo de ataque, com muita pressão.

E aos 37, enfim, o Everton conseguiu empatar o jogo. O português Beto, que entrara na segunda etapa, no lugar de Calvert-Lewin, aproveitou rebote de um chute de McNeil.

A bola, que desviou duas vezes em Robinson, sobrou no alto. E Beto, subiu mais alto para, de cabeça, dentro da pequena área, estufar a rede de Leno.

Já nos acréscimos, Danjuma teve a bola para virar o jogo. Após cruzamento e corte da zaga, a bola veio alta, na entrada da área. O camisa 10 pegou de primeira, mas a bola saiu raspando a trave de Leno.

O Fulham ainda respondeu em um contra-ataque pela direita. Tete fez bom passe para Robinson, que chutou em cima da zaga, aos 49. Mas não teve jeito, a partida ia mesmo para os pênaltis.

Os pênaltis

Pelo Everton

Fizeram: Beto, McNeil, Keane, Danjuma, Tarkovski e Garner
Perderam: Onana e Gueye.

Pelo Fullham

Fizeram: Andreas, Cairney, João Palhinha, Carlos Vinícius, Tete, Robinson e Tosin
Perdeu: Cordova-Reid

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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