Copa da Inglaterra

O Forest causou muitos problemas, mas o time misto do Liverpool venceu o jogaço e pegará o City na semifinal

O Nottingham Forest jogou muito bem no City Ground e teve chances de vencer, mas acabou frustrado pelo gol de Diogo Jota aos 33 do 2° tempo

O confronto entre Nottingham Forest e Liverpool possui grandes jogos em seu passado, de disputa de títulos domésticos a confronto decisivo em Copa dos Campeões. Foram 23 anos até que os clubes se reencontrassem e a partida deste domingo, pelas quartas de final da Copa da Inglaterra, honrou essa rica história. O Forest não sentiu a diferença entre os times, até por causa da escalação cheia de reservas alinhada por Jürgen Klopp. Os anfitriões peitaram os favoritos no City Ground e tiveram suas chances de vencer. Porém, depois do momento de maior perigo, o Liverpool garantiu o triunfo por 1 a 0 já na reta final do duelo. Os Reds seguem em frente para encarar o Manchester City na semifinal em Wembley.

O Nottingham Forest realizou um início de partida com o peito aberto. Conseguia atenuar a posse de bola do Liverpool e construía jogadas em velocidade. Não era uma partida com chances tão claras, mas o incômodo dos anfitriões era razoável. Com o passar dos minutos, contudo, o time de Jürgen Klopp foi tornando seu domínio mais claro. As principais ameaças dos visitantes aconteciam em bolas paradas e chutes de média distância, sem precisão. Ausências de nomes essenciais como Mohamed Salah, Sadio Mané, Trent Alexander-Arnold e Andy Robertson tinham seu peso.

O Liverpool teve seu melhor lance no primeiro tempo aos 28 minutos, quando conseguiu aproveitar um cochilo do Forest e encaixou um contragolpe aberto. Roberto Firmino invadiu a área com extrema liberdade e saiu diante do goleiro Ethan Horvath, mas vacilou na finalização e permitiu a defesa. A reta final teria o controle dos visitantes, que se postavam no campo de ataque e não davam muito respiro aos anfitriões. Contudo, o Forest se fechou bem e segurou o empate.

O Nottingham Forest voltou para o segundo tempo em alta voltagem e a intensidade exibida pela equipe causava problemas ao Liverpool. Keinan Davis até apareceu diante de Alisson, mas o goleiro se antecipou. Os Reds levariam cerca de dez minutos para acordar, mas sem passar por Horvath. Já aos 19 minutos, diante do que não dava certo, Klopp realizou uma troca quádrupla: Luis Díaz, Thiago Alcântara, Jordan Henderson e Takumi Minamino entraram.

O Liverpool não melhorou de imediato e o Nottingham Forest aguardava seu momento. Aos 23, Virgil van Dijk faria um desarme vital. Do outro lado a resposta não vinha e, aos 30, os anfitriões perderam sua chance de ouro no jogo. Num contra-ataque aberto, Brennan Johnson deu o passe redondo da direita e Philip Zinckernagel estava sozinho diante de Alisson. O meia tentou bater no contrapé e mandou ao lado da meta. Custaria caro, porque o Liverpool balançou as redes no ataque seguinte, aos 33. Konstantinos Tsimikas cruzou da esquerda e Diogo Jota, na linha de impedimento, se esticou para desviar para as redes. O VAR confirmou o tento.

O Nottingham Forest não abriria mão do resultado mesmo com o balde de água fria. O time da casa continuou atacando com velocidade e buscando o empate na reta final. A equipe reclamaria de um pênalti não marcado pela arbitragem aos 40, numa disputa de Ryan Yates com Alisson, na qual o pé do meio-campista tocou no braço do goleiro. Pouco depois, o próprio Yates apareceu sozinho na área para cabecear um cruzamento de Johnson e mandou nos braços de Alisson. Nos acréscimos, Cafu (que não é aquele) ainda teria o último suspiro do Forest, em batida ao lado da trave. A luta dos alvirrubros honrou a história do clube, mas não impediu a queda.

As semifinais da Copa da Inglaterra acontecerão em 16 e 17 de abril, em Wembley. Manchester City e Liverpool farão o primeiro duelo por uma vaga na decisão. Crystal Palace e Chelsea completarão a rodada no dia seguinte.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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