Copa da Inglaterra

Boro é impecável nos pênaltis e elimina o Manchester United da Copa da Inglaterra em Old Trafford

Cristiano Ronaldo perdeu um pênalti no tempo normal, Anthony Elanga na disputa decisiva, e o United fez sua pior campanha na Copa da Inglaterra desde 2014

O Middlesbrough foi impecável nas cobranças de pênaltis em Old Trafford, enquanto o Manchester United perdeu dois, um no tempo normal e outro na disputa decisiva, e foi eliminado da Copa da Inglaterra na quarta rodada, após empate por 1 a 1 e 8 a 7 da marca do cal. É a pior campanha dos Red Devils na competição desde 2014.

A derrota é especialmente pesada porque a Copa da Inglaterra representava a chance mais real de título para o Manchester United, que não grita campeão desde 2016/17, quando levou a Liga Europa, a Copa da Liga Inglesa e a Supercopa da Inglaterra sob o comando de José Mourinho.

Não foi um jogo inteiro ruim do United, mas muitas chances foram desperdiçadas, incluindo um pênalti cobrado por Cristiano Ronaldo para fora, e houve pouco poder de reação depois de o Middlesbrough empatar o jogo na metade do segundo tempo, com um gol bastante polêmico. Mas Bruno Fernandes ainda teve uma chance de ouro de desempatar antes da prorrogação.

O Middlesbrough, com sete vitórias nas últimas nove rodadas da segunda divisão, sequência que o deixa em sétimo lugar, chega às oitavas de final da Copa da Inglaterra pela segunda vez nos últimos seis anos. Em 2016/17, foi eliminado pelo Manchester City nas quartas de final. O Boro nunca ganhou o torneio mais antigo do mundo. Sua melhor campanha foi a final em 1996/97, quando contava com Juninho Paulista.

Ralf Rangnick reconheceu a importância da Copa da Inglaterra escalando força máxima, com Harry Maguire e Raphaël Varana na defesa. Pogba, de volta após três meses machucado, entrou no meio-campo ao lado de McTominay. Marcus Rashford, Bruno Fernandes, Jadon Sancho e Cristiano Ronaldo à frente. Chris Wilder mudou apenas um titular do Middlesbrough em relação ao time que ganhou por 1 a 0 do Coventry City no último fim de semana.

E o Manchester United dominou o primeiro tempo. Teve posse de bola, permitiu apenas uma finalização ao Middlesbrough (para fora) e criou chances. Não muitas chances, mas o bastante para chegar ao intervalo vencendo. Jadon Sancho colocou um chute caprichado de fora da área por cobertura no travessão, e Cristiano Ronaldo chegou a perder um pênalti antes de o placar ser aberto.

Começou com Pogba interceptando no meio-campo. Fernandes ficou com a sobra no círculo central e fatiou a bola para encontrar Sancho na entrada da área. Ainda devendo com a camisa do United, o jovem inglês dominou, avançou, abriu à perna esquerda e bateu cruzado. Contou com um desvio para fazer o seu terceiro gol como Red Devil, um em cada competição – FA Cup, Champions League e Premier League.

As chances foram se acumulando no segundo tempo, e o United seria punido por não aproveitá-las. Sancho deu um lindo passe pela esquerda para encontrar Rashford na entrada da pequena área. O atacante chegou chapando de primeira e mandou para fora. No minuto seguinte, foi buscar um lançamento e rolou para trás. Ronaldo chegou batendo com efeito. Perto, mas fora.

A primeira chance de verdade do Middlesbrough saiu aos 12 minutos da etapa final, quando Matt Crooks exigiu uma linda defesa de Dean Henderson com um chute à queima-roupa. O jovem goleiro, reserva de De Gea e desesperado por mais tempo em campo, espalmou para fora com uma única mão.

Aos 15 minutos, o lance de maior polêmica da partida. Isaiah Jones virou o jogo da direita e encontrou Duncan Watmore dentro da área. Watmore dominou, a bola escapou um pouco e pegou na sua mão bem aberta. Ele cruzou para Crooks, debaixo da trave, empatar o jogo. O assistente de vídeo checou a jogada e confirmou o gol, apesar do claro toque de mão.

A regra do toque de mão em lances de gol mudou para essa temporada. Se ele acontecer em algum jogador do time que está atacando que não seja o autor do tento durante a jogada, o gol será validado, desde que o árbitro o considere acidental. Foi o que aconteceu nesse caso, mas o critério de Anthony Taylor para considerar o toque de Watmore como acidental é discutível.

De qualquer maneira, o Manchester United ainda poderia ter evitado a prorrogação se Bruno Fernandes tivesse marcado quase com o gol vazio. Ele interceptou um passe do goleiro Joe Lumley na reposição e ficou de cara para a trave, com Lumley bastante deslocado. Fernandes bateu no outro lado, mas tirou demais e acertou a trave. Após poucos acontecimentos na prorrogação, a disputa de pênaltis chegou.

E foi um festival de belíssimas cobranças. Paddy McNair começou deslocando Dean Henderson. Mata cruzou de perna esquerda, com calma, e empatou. Martín Pajero foi quem bateu pior para o Boro, Henderson chegou a ir na bola, mas ela passou por baixo do seu corpo. Maguire bateu bem e empatou. Jonathan Howson, Fred, Tavernier, Cristiano Ronaldo e Sol Bamba converteram. Bruno Fernandes deu uma paradinha para fazer 5 a 5 e levar a disputa às alternadas.

Ainda não parecia que alguém estava disposto a errar. Watmore bateu muito bem para fazer 6 a 5. McTominay empatou, Dael Fry bateu pelo alto e Dalot empatou. Lee Peltier deu uma chapada no teto da rede para colocar o Boro na frente. O oitavo pênalti do Manchester United caiu para o garoto Anthony Elanga, que começa a ganhar mais minutos no time principal.

Ele isolou por cima do travessão, e o Boro passou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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