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No confronto entre Everton e Arsenal, só um dos times parecia ser grande

O Arsenal sabia que jogar em Goodison Park seria difícil. O Everton é um time com camisa, tradição, torcida e, mais do que tudo isso, é atualmente um time forte. Mesmo consciente disso tudo, era difícil imaginar que um time fosse atropelar o outro. Mas o Everton fez o que quis com o Arsenal, venceu por 3 a 0 e agora diminuiu a diferença para o adversário, quarto colocado, última posição que dá vaga na Liga dos Campeões, para um ponto. Se na virada do ano o Arsenal estava na liderança da Premier League, agora está com a vaga na Liga dos Campeões seriamente ameaçada.

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O Everton, que trouxe o técnico Roberto Martínez para substituir David Moyes, talvez não esperasse que pudesse ambicionar tanto no primeiro ano do espanhol no comando do time. O que se vê em campo é um time que sabe jogar muito bem, um futebol atraente, interessante e, mesmo com as fragilidades do time, muito competitivo. Curiosamente, o Manchester United de Moyes está apenas em sexto, com seis pontos a menos que o Everton.

Desde o começo do jogo, o Everton foi melhor, se impôs, jogou um futebol mais envolvente e agressivo. O time trocava passes rápidos, com Kevin Mirallas sendo o principal jogador de frente. Movimentação, criatividade e muita participação no jogo. O primeiro gol saiu aos 14 minutos dos pés de Naismith, aproveitando rebote de Szczesny em chute de Lukaku. O segundo veio aos 34, depois de Mirallas fazer a ligação com Lukaku, que puxou para o meio e finalizou bem. O jogo se desenhava para uma vitória tranquila do Everton.

O Arsenal não conseguia criar chances de gol. O segundo tempo teve pouco de diferente. A entrada de Alex Oxlade-Chamberlain melhorou o time e a volta de Ramsey aos gramados, entrando no lugar de Podolski, também foi uma boa notícia. Mas de boas notícias para o clube de Londres, foi só isso.

>>>> Chegou a hora de Arsène Wenger deixar o Arsenal

O terceiro gol veio com uma jogada pelo meio, chute de Naismith que Szczesny defendeu, mas aí Mirallas dividiu para colocar a bola para dentro, aos 26 minutos. O gol foi dado como contra de Arteta. Àquela altura, o jogo já estava perdido. Não só pelo placar que dificilmente seria revertido, mas porque o futebol dos dois times era absolutamente desigual. O Everton foi muito superior. Se ninguém nunca assistiu a um jogo do Campeonato Inglês, diria que o time azul é o grande e o vermelho era um pequeno.

A briga fica acirrada pela quarta vaga na Liga dos Campeões. O Arsenal tem 64 pontos, seguido de perto pelo Everton, que tem um jogo a menos, com 63. A tabela do Arsenal é melhor. Tem West Ham (casa), Hull (fora), Newcastle (casa), West Bromwich (casa) e Norwich (fora). O Everton tem adversários complicados: Sunderland (fora), Crystal Palace (casa), Manchester United (casa) Southampton (fora), Manchester City (casa) e Hull (fora). De qualquer forma, a briga está posta. E o Arsenal precisa deixar a barba de molho. Arsène Wenger terá o seu trabalho cada vez mais questionado. E é difícil dizer que é sem razão.

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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