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Como os patrocínios da Premier League refletem as transformações na economia mundial

Futebol e sociedade andam de mãos dadas. Vários aspectos políticos e sociais podem ser percebidos no comportamento de torcedores e na história de clubes. E não é diferente com a economia. Um estudo feito pelo jornal inglês The Guardian analisou o histórico de patrocínios na Premier League. Mostrou como as camisas da liga mais poderosa do mundo refletiram, nos últimos 23 anos, a ascensão econômica de países e também a capacidade de exposição de diferentes setores do comércio.

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Durante os primeiros anos da Premier League, criada em 1992/93, as empresas japonesas estampavam seus logotipos em um bom número de clubes, sobretudo marcas de aparelhos eletrônicos e produtoras de games. Época em que era comum ver o Manchester United campeão vestindo Sharp, em estádios anunciando o novo Street Fighter II nas placas de publicidade. Além disso, outras companhias consagradas na Europa também se expunham na primeira divisão inglesa, como a dinamarquesa Carlsberg, parceira do Liverpool durante longa data.

A partir dos anos 2000, entretanto, os patrocínios da Premier League começaram a indicar novas tendências na economia mundial. Empresas de mercados asiáticos em crescimento passaram a investir nas equipes, como a Samsung no Chelsea ou a Emirates no Arsenal. Da mesma forma, os próprios clubes passaram às mãos de donos de outros países. Já a crise financeira a partir de 2007 tirou de cena patrocinadores tradicionais, como a AIG e a Northern Rock. Em compensação, os serviços financeiros que não quebraram passaram a apostar mais neste tipo de propaganda nos últimos anos, assim como as empresas de apostas online ascenderam no país.

O estudo completo do Guardian pode ser conferido neste link, em inglês. Abaixo, alguns gráficos interessantes divulgados pelo jornal:

PremierLeague

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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