Inglaterra

Com um golaço cada, Holanda e Suécia vencem jogos apertados e assumem a liderança

Confirmaram o favoritismo, mas não foi nada fácil

A Holanda, atual campeã europeia, e a tradicional Suécia são favoritas para avançar no Grupo C, mas, após empatarem no confronto direto da primeira rodada, precisaram suar um pouco para vencer Portugal e Suíça, respectivamente, nesta quarta-feira. Cada uma delas precisou de um golaço da entrada da área para assegurar os três pontos que as deixam na liderança.

Por ter marcado um gol a mais – venceu Portugal por 3 a 2, após a Suécia fazer 2 a 1 na Suíça -, a Holanda está na liderança, empatada em quatro pontos com a Suécia. Portugal e Suíça aparecem nas últimas posições, com um cada, depois de terem empatado por 2 a 2 na primeira rodada.

Apesar de ter apenas um ponto, Portugal tem feito uma participação enorme nesta Eurocopa. Conseguiu buscar o empate após sair perdendo por 2 a 0 para a Suíça e causou vários problemas a uma Holanda, desfalcada de duas das suas principais jogadoras. A goleira Sari van Veenendaal se machucou e teve que ser substituída na estreia, e Viviane Miedema está em isolamento por testar positivo para Covid-19.

Portugal é valente, mas perde

O primeiro susto de Portugal apareceu logo aos cinco minutos. Jessica Silva cruzou rasteiro, à boca do gol, e Ana Borges completou na primeira trave. O gol foi anulado por impedimento. Aliviada, a Holanda impôs sua superioridade abrindo o placar sem nenhum problema, com Damaris Egurrola desviando cobrança de escanteio de Sherida Spitse.

Inês Pereira fez uma boa defesa para negar Lineth Beerensteyn, lançada nas costas das zagueiros, mas o grande problema era a bola aérea. Após outro escanteio, a defesa portuguesa afastou mal, e a bola voltou para Stefanie Van der Gragt completar com uma cabeçada corajosa – acabou sendo acertada no rosto e passou por um atendimento de alguns minutos.

Aos 32 minutos, Van der Gragt novamente teve liberdade para cabecear e não marcou apenas porque a defesa portuguesa tirou quase em cima da linha. Tudo estava tranquilo à Holanda, mas Dominique Janssen derrubaria Diana Silva dentro da área. A checagem do VAR confirmou o pênalti, e Carole Costa descontou.

Portugal retornou com tudo do intervalo. Jessica Silva fez linda jogada pela direita, deixando a marcadora no chão, e cruzou para a cabeçada forte de Tatiana Pinto. Van Domselaar, substituta de Veenendaal, fez ótima defesa. O escanteio foi cobrado e afastado, mas seguiu vivo. Carole Costa recebeu na ponta e cruzou com perfeição para Diana Silva testar com firmeza e empatar.

A Holanda reagiu imediatamente e não voltou à frente por centímetros. Beerensteyn recebeu entre as defensoras e cruzou rasteiro para Jill Roord, que dominou e bateu forte. Beerensteyn, porém, estava em posição de impedimento e o lance foi anulado. Mas não demorou muito para sair o gol da vitória.

A ótima Danielle van de Donk, titular no lugar de Miedema, mal havia aparecido quando recebeu o passe de Lieke Martens na entrada da área, abriu para a perna direita e soltou um lindo chute no ângulo, sem chances para Inês Pereira ou para qualquer goleira.

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Golaço dá a vitória à Suécia

A Suécia confirmou o favoritismo contra a Suíça, mas não foi muito fácil. Precisou de um golaço de Hanna Bennison, aos 34 minutos do segundo tempo, para arrancar a vitória por 2 a 1, e igualar os quatro pontos da Holanda. As suíças ficaram perto de um resultado melhor para compensar o vacilo da primeira rodada, depois de ter aberto boa vantagem, e ainda manter o sonho da classificação.

Magdalena Eriksson não teve seu dia mais inspirado. Ela cometeu um pênalti em Noelle Maritz, aos 11 minutos, e deu a sorte de vê-lo revertido pela árbitra Marta Huerta De Aza, embora tenha sido muito claro o encontrão que a lateral esquerda deu na jogadora suíça dentro da área. Ainda no primeiro tempo, Eriksson errou um passe, enquanto a Suécia construía o ataque, e lançou Romana Bachmann em liberdade. A atacante não encontrou espaço para finalizar e bateu mascado.

O primeiro tempo terminou sem gols, mas o começo do segundo seria movimentado. Stina Blackstenius foi lançada do campo de defesa, entrou na área meio desequilibrada e perdeu o ângulo. Gaelle Thalmann conseguiu defender. Dois minutos depois, transição rápida e bonita das suecas pelo meio. Blackstenius fez o pivô para Asllani, que imediatamente acionou Fridolina Rolfö. Rolfö entrou na área e bateu de canhota no canto para abrir o placar.

No minuto seguinte, porém, Ana-Maria Crnogorcevic cruzou da direita, buscando Géraldine Reuteler no meio da área. Hedvig Lindahl saiu mal do gol e afastou para a frente. Com muita qualidade, Bachmann conseguiu colocar a bola no único lugar pela qual ela passaria, com um monte de gente na sua frente, e empatou a peleja.

Thalmann quase cometeu o mesmo erro de Lindahl. Saiu mal do gol e deixou a bola escapar. Blackstenius pegou de bico, e Viola Calligaris conseguiu fazer as vezes de goleira e cortou com as pernas. Dez minutos depois, Rolfö tocou de lado para Bennisson soltar um forte e lindo chute de perna direita para assegurar a vitória da Suécia.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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