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Com meias tão competentes quanto os do City, quem precisa de centroavante?

Agüero voava, como costuma fazer quando está em forma, quando sofreu mais uma lesão. Deve voltar apenas no final do ano que vem e deixar o Manchester City na mão durante os movimentados meses de dezembro em janeiro. O futebol inglês não para no Natal, nem no Réveillon. E a aposta de Manuel Pellegrini para não perder pontos importantes na luta pela manutenção do título, sem o seu principal atacante, são os meias. Deu muito certo neste sábado, na vitória por 3 a 0 sobre o Crystal Palace, com gols de David Silva (2) e Yaya Touré.

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O problema ficou maior antes desse jogo porque Dzeko e Jovetivc também se machucaram. José Angel Pozo seria a outra opção, mas Pellegrini não quis arriscar. O jovem, afinal, substituiu Agüero contra o Everton, no dia da lesão, e foi titular contra o Leicester, sem muito sucesso. O chileno preferiu James Milner como o jogador mais avançado da equipe. “Espero que os meias saíam da segunda linha (a do meio-campo) e que consigamos marcar de outra forma”, disse antes do jogo.

Eles fizeram isso. Nos dois primeiros gols, David Silva apareceu dentro da área para finalizar. Principalmente no segundo, concluindo um cruzamento rasteiro da esquerda de Kolarov, parecia um centroavante. No terceiro, Milner deslocou-se do centro para a esquerda, abriu espaço para Touré e passou nos pés do marfinense, que conferiu. Bom o bastante para ganhar do Crystal Palace e pressionar o Chelsea. Agora os dois clubes têm 39 pontos, e os Blues enfrentam o Stoke City na segunda-feira.

Foi a primeira vez que Pellegrini testou o time sem nenhum centroavante desde a lesão de Agüero, no começo de dezembro, mas os meias já vinham resolvendo o seu problema. Naquela vitória por 1 a 0 contra o Everton, Touré fez o gol da vitória, de pênalti. Nos dois jogos seguintes, Nasri marcou contra a Roma, no 2 a 0 que selou a classificação às oitavas de final (o outro foi de Zabaleta), e Lampard garantiu os três pontos contra o Leicester.

Negredo poderia ser opção para o ataque, mas foi emprestado ao Valencia. Quem iria imaginar que os três centroavantes ficariam fora de ação ao mesmo tempo? Como dinheiro não é problema, Pellegrini pode usar a janela de transferências de janeiro para garantir um elenco mais profundo no ataque ou continuar usando a imaginação e a competência dos seus meias para suprir a ausência de Agüero e de seus outros avançados.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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