Inglaterra

Chelsea precisou martelar muito para arrancar uma vitória sofrida contra o Stoke

O líder também sofre. O Chelsea precisou martelar muitas e muitas vezes para vencer o Stoke City em Stoke-on-trent, em um jogo muito difícil. Faltou criatividade ao time comandado pelo técnico Antonio Conte, mas o time foi quem teve mais chances, quem mais buscou o jogo e fez o adversário ter que se defender de forma perfeita. Só que a marcação do time da casa bobeou aos 41 minutos do segundo tempo, em um escanteio, e o Chelsea não perdoou para fazer 2 a 1. Uma vitória muito suada, mas muito importante.

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O que se viu em campo era esperado, dos dois lados. O Chelsea foi quem mais ficou com a bola, com 62%, deixando 38% com o Stoke. Foi quem mais pressionou também, com 17 chutes a gol dos Blues contra apenas cinco dos Potters. Aliás, o time da casa acertou apenas um chute a gol em todo o jogo: o pênalti cobrado por Jonathan Walters. O Chelsea acertou mais, seis, mas sofreu demais.

O Stoke queria arrancar algum ponto, se possível, mas sabia que a missão era dura e apostou na defesa. Sofreu muito contra o Chelsea, mas conseguia diminuir as oportunidades do time visitante a chutes de longe e cruzamentos. Era difícil para o Chelsea entrar tabelando. O melhor jogador do time era, sem surpresa, N’Golo Kanté, com seis desarmes. Ofensivamente, porém, o time tinha problemas. A velocidade de Willian e Pedro – titulares juntos, já que Eden Hazard estava machucado – não era útil diante de uma defesa bem posicionada.

Mesmo pressionando muito, o Chelsea não chegava a criar chances tão claras. O gol do Chelsea saiu em uma cobrança de falta esperta de Willian. Do lado esquerdo do campo, quase sem ângulo, ele surpreendeu o goleiro Lee Grant aos 13 minutos do primeiro tempo e marcou 1 a 0.

Naquele momento, o Stoke começou a jogar e se arriscar mais. Só que o pênalti só saiu aos 38 minutos, em uma falta de Gary Cahill em cima de Walters. O próprio atacante cobrou e marcou para empatar o duelo em 1 a 1. A igualdade já era mais do que suficiente para o Stoke e o segundo tempo foi todo foi esperar uma chance para vencer o jogo ou se contentar com o empate.

Por isso, as chances foram bastante reduzidas. O técnico Antonio Conte foi levando a campo suas armas: Cesc Fàbregas substituiu Victor Moses; Ruben Loftus-Cheek no lugar de Matic. O gol, porém, não veio de jogada trabalhada. Veio de um escanteio, já aos 42 minutos da etapa final. Escanteio jogado para a área, a defesa falhou e o zagueiro Gary Cahill chutou forte, no alto, sem chances de qualquer bloqueio. Gol salvador para os Blues.

O Stoke até tentou alguma coisa no final do jogo, especialmente com bolas na área, mas Conte não perdeu tempo para colocar Kurt Zouma no lugar de Willian para defender o resultado nos minutos finais. E conseguiu.

A vitória leva o Chelsea a impressionantes 69 pontos. Abre uma diferença que parece difícil de ser alcançada pelos rivais, mesmo que todos vençam na rodada. O Tottenham e o Manchester City têm 56 e podem chegar a 59. O Liverpool, caso vença o próprio Manchester City, pode chegar a 58. Ou seja: a situação do Chelsea é muito confortável.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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