Chelsea precisa daquele Fàbregas do início da temporada. Onde ele está?
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Cesc Fàbregas teve um início de carreira no Stamford Bridge fantástico. Não precisou de algum tipo de intervalo para mostrar de que maneira poderia fortalecer o Chelsea. Em seu primeiro jogo de Premier League já deu assistências para dois gols. Manteve uma sequência de grandes atuações, que o colocaram, ao lado de Diego Costa, como o grande destaque da primeira metade de campanha dos Blues em 2014/15. Porém, seu nível caiu significativamente nas últimas semanas, e o fantasma que assombrou o jogador nas temporadas passadas ameaça retornar.
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É verdade que outros atletas do Chelsea e o time como um todo tiveram uma queda de rendimento, mas o histórico pessoal de Fàbregas mostra que a responsabilidade em seu declínio é principalmente dele próprio. Desde 2009/10, o espanhol apresenta quedas significativas na participação direta dos gols de suas equipes. Entre 2009 e 2011, pelo Arsenal, a queda foi acompanhada por problemas físicos, é verdade, mas esse não tem sido o caso desde então, sobretudo no Chelsea, e seus números seguem em descenso.
No Barcelona, contusões não foram um problema tão grande para ele, e foi pelos culés que suas quedas de nível entre as duas metades das temporadas ficaram mais evidentes. Em 2012/13, o número de gols ou assistências do jogador foram de 14 para 8, em 2013/14, de 16 para 5. Em ambas as campanhas, o meia iniciava o trabalho cercado de elogios e, gradativamente, perdia espaço ou via seu prestígio com o torcedor cair. Nesta primeira temporada com os Blues, a história tem sido a mesma.
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Nas 12 primeiras rodadas da Premier League, Fàbregas acumulou 12 assistências. Em toda a primeira metade da campanha 2014/15, a soma de seus gols e passes para gols foi de 15. A fase agora, no entanto, é outra, e a última vez em que o espanhol serviu algum companheiro para gol – contra o Swansea, na goleada por 5 a 0 do Chelsea – completará dois meses nesta terça-feira. Muito longe daquele Cesc protagonistas dos primeiros meses de competição.
O Chelsea está em posição favorável na tabela. Tem uma vantagem de seis pontos para o segundo colocado, Manchester City, e um jogo a menos. Embora o nível tenha caído, os comandados de José Mourinho têm conseguido os resultados. Com aproveitamento menor que naquele início fantástico, claro, mas ainda assim de modo que o time não perca o controle de sua posição. No entanto, retas finais de competições nacionais tendem a ser difíceis; as equipes costumam se nivelar um pouco mais, e é importante que os atletas essenciais estejam bem. Fàbregas pode perfeitamente reverter seu declínio recente, ninguém sabe, mas o histórico sugere que terá dificuldades para isso. Porém, se conseguir, o Chelsea ganha um “reforço” significativo para assegurar o título. Aquele nível de atuação inicial do espanhol coloca automaticamente qualquer time em posição mais favorável.