InglaterraPremier League

Chelsea arrancou empate do Man Utd e os dois são cada vez mais coadjuvantes na temporada

O futebol permite que times que joguem melhor não vençam. Afinal, em um esporte que tem pontuação baixa como futebol, é preciso marcar os gols quando se tem chances. Mesmo fora de casa, o Manchester United foi melhor que o Chelsea na maior parte do jogo. Conseguiu sair à frente no segundo tempo e deu a impressão que poderia conquistar uma grande vitória. Jogava para isso. O jogo mudou, o Chelsea foi para cima e só não virou o jogo graças a uma série de grandes defesas do goleiro David De Gea, incluindo uma defesa no último lance do jogo. No fim, empate por 1 a 1, que não é bom para ninguém, mas pior para o time de Louis van Gaal.

LEIA TAMBÉM: Jogador por jogador, como o Leicester montou o time que surpreende na Premier League

Ofensivamente, o Manchester United produziu. O jogo contra o Stoke foi muito bom para o time de Van Gaal, mas a dúvida era se esse era um novo momento ou aquele jogo foi só um ponto fora da curva. O jogo contra o Chelsea, atualmente um dos grandes times do país, seria uma boa oportunidade para medir isso. E o teste foi muito bom para o time do questionado Louis van Gaal. Boa produção ofensiva, domínio do adversário mesmo jogando fora de casa e… E faltou algo. Faltou definir o jogo nas chances que teve. Faltou a produção ofensiva virar gols. Porque com um time como o Chelsea, mesmo mal das pernas, há sempre um risco.

É verdade que os gols não saíram também porque Thibaut Courtois foi muito bem quando acionado. O gol de Jesse Lingard, já no segundo tempo, era daquelas bolas indefensáveis. Um chute girando em cima da marcação e acertando o ângulo. Eram 15 minutos do segundo tempo. E foi a partir daí que o time bobeou. Claro, o Chelsea tem os seus méritos. Guus Hiddink trocou Matic porr Pedro, em uma tentativa de deixar o time mais ofensivo. Conseguiu. Mas o United ainda tinha o contra-ataque, que não era muito aproveitado.

Quem acabou sendo decisivo foi mesmo De Gea. Foram ao menos três grandes defesas do goleiro espanhol diante do Chelsea, impedindo que o gol saísse e tudo viesse abaixo. O Chelsea passou a pressionar muito e Diego Costa, Fàbregas e Ivanovic tiveram grandes chances. Pararam no goleiro De Gea. O gol de Diego Costa só saiu porque a defesa do United errou, deixou o atacante livre depois de tirar a primeira bola. Diego tentou a finalização, mas foi travado pelo lateral esquerdo Borthwick-Jackson. Para sorte do jogador do Chelsea, a bola desviada foi um pouco mais para frente, tirando de De Gea e deixando o gol livre para ele marcar.

LEIA TAMBÉM: Mourinho quer a Premier League e o Manchester United deveria escolher Mourinho

Pouco depois, já no último lance do jogo, Diego Costa, dentro da área, girou e chutou forte, para defesa de De Gea. Decisiva. Um gol que não teria recuperação. Que daria os três pontos ao time da casa. Não deu. O empate por 1 a 1 ficou mantido no placar. Graças também aos dois goleiros, muito bem na partida.

Ao Manchester United, resta lamentar que não soube se impor no placar quando foi melhor e vai ficando com uma distância cada vez mais difícil de tirar para o grupo de cima. Na briga pelo título o Manchester United já parece a uma distância grande demais. O Leicester tem 14 pontos de vantagem. Se pensar em ficar em terceiro, posição que dá vaga na fase de grupos da Champions, a distância para o Arsenal, que ocupa a posição, é de nove pontos. Também é muito grande. O Manchester City, quarto colocado, está a seis pontos.

O Chelsea termina o jogo com uma boa sensação por ter arrancado o empate, mas não tem muito o que comemorar. A atuação não foi boa. A pressão exercida no final veio por uma postura do Manchester United, que recuou, e mais na base do abafa do que por uma ideia de jogo clara do que fazer. O empate mantém o time lá embaixo na tabela, em 13º lugar. São só 30 pontos ganhos, a 17 do Manchester City. A zona do rebaixamento está muito mais perto, a sete pontos, já que o Norwich tem 23 pontos. Tudo que resta ao Chelsea é a Champions League. Resta saber se esse time, que não mostra futebol para brigar internamente na Inglaterra, mostrará isso em nível europeu. É improvável, mas mata-mata permite que isso aconteça, como foi em 2012, quando o time levantou a taça sem ser o melhor.

LEIA TAMBÉM: Gol de Özil, de pé direito, enchendo o pé? Teve isso e vitória do Arsenal

Mostrar mais

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo