Casemiro se derrete por ex-técnico: ‘Para mim, ele é o número um. Sempre o admirei muito’
Volante do Manchester United exalta ex-treinador e fala sobre mentalidade em preparação para a Copa 2026
Casemiro já conquistou praticamente tudo o que um jogador pode sonhar no futebol. Multicampeão europeu, protagonista em finais de Champions League, referência no meio-campo do Real Madrid por quase uma década e líder no Manchester United, o brasileiro construiu uma trajetória marcada menos pelo brilho estético e mais pela solidez, constância e mentalidade competitiva.
Em entrevista ao programa “Premier Corner by Guinness 0,0”, do “DAZN”, ele abriu o jogo sobre suas referências, valores e obsessões — e exaltou Zinedine Zidane, seu ex-treinador no clube merengue.
Casemiro e a admiração a Zidane
Na conversa, o camisa 18 dos Red Devils retornou às origens e à maneira como se formou, observando quem estava na televisão. “Quando você é criança, todo mundo que está na TV é uma referência. Eu gostava muito de ver esses jogadores”, lembrou.
Mas, entre todos, um nome se sobressai. Zidane, antes de ser seu técnico em Madri, já era quem o brasileiro admirava como um jovem espectador:
“Para mim, Zinedine Zidane é o número um. Sempre prestei muita atenção nele”.
A admiração, anos depois, ganhou um significado ainda mais profundo quando Casemiro passou a trabalhar sob o comando do próprio Zidane no Real Madrid, período em que viveu o auge de sua carreira, com três títulos consecutivos da Champions League e protagonismo absoluto no meio-campo merengue.

Para Casemiro, porém, o sucesso não se explica apenas por dom ou inspiração. O que o diferencia, segundo ele, é a postura cotidiana diante do trabalho: “Mesmo quando você está ganhando, tem que continuar jogando sério, continuar tentando vencer os jogos”.
Essa vigilância constante é parte central da sua identidade como atleta. A disciplina, aliás, aparece como um traço inegociável: Em um futebol cada vez mais exigente fisicamente, Casemiro construiu longevidade apostando na preparação, na repetição e na responsabilidade coletiva.
“Tento ser o primeiro na academia e dar tudo de mim também nos treinamentos, não só nos jogos”, disse.
Essa mentalidade o acompanha agora no Manchester United, em meio a um processo de reconstrução esportiva. Mesmo em um contexto instável, o brasileiro segue sendo referência técnica e comportamental no elenco, sustentando um padrão competitivo que marcou toda a sua carreira.
Mais do que competir, Casemiro também valoriza o aprendizado constante. “Todos os dias se aprende algo, no futebol e na vida. Aprendo com meus filhos, aprendo com meus companheiros, aprendo com o treinador… o importante é ter a mente aberta”.
A lógica da Copa do Mundo e o valor da preparação
No plano internacional, Casemiro amplia o olhar e analisa a crescente imprevisibilidade das grandes competições. “Nas últimas Copas do Mundo, sempre houve uma seleção que surpreende”. A observação vai além da estatística: aponta para um futebol cada vez mais nivelado, em que detalhes fazem a diferença.
“O mais importante é como você chega em junho e julho”, resume, destacando a relevância da preparação física, mental e emocional para o sucesso em torneios curtos. Para ele, favoritismo prévio pesa menos do que o momento competitivo e a capacidade de sustentar intensidade em jogos decisivos.
O volante é peça central de Carlo Ancelotti e espera-se que seja titular e um dos líderes da Seleção na Copa do Mundo, daqui a pouco mais de 100 dias.



