‘Não há como negar’: Carrick lamenta novo tropeço e admite frustração com início do United
Empate por 1 a 1 com Tottenham, em Old Trafford, ampliou pressão sobre equipe, que soma apenas seis pontos em seis rodadas
O Manchester United voltou a tropeçar na Premier League e ampliou a pressão sobre a equipe neste início de temporada. Neste sábado (11), em Old Trafford, os Red Devils empataram por 1 a 1 com o Tottenham, mesmo depois de abrirem o placar e ficarem com um jogador a mais na reta final. O resultado deixou Michael Carrick insatisfeito com o desempenho e, principalmente, com a pontuação acumulada nas primeiras rodadas do campeonato.
— Estou extremamente decepcionado com o resultado, com certeza. Uma atuação irregular. Não estou satisfeito com a quantidade de pontos que conquistamos até agora. Não há como negar isso.
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O empate teve um peso ainda maior pelas circunstâncias em que aconteceu. Bryan Mbeumo colocou o United em vantagem, e a expulsão de Rodrigo Bentancur, aos 78 minutos, deixou o Tottenham com um homem a menos. Quando a equipe de Carrick parecia encaminhar sua segunda vitória na competição, Dominic Solanke marcou nos acréscimos e impediu que os mandantes conquistassem o triunfo.
Com apenas seis pontos nos seis primeiros jogos, o clube de Manchester registra seu pior início de temporada no Campeonato Inglês desde 1986. A campanha está aquém do esperado, e a perda de pontos em casa diante de um adversário em inferioridade numérica tornou o cenário ainda mais frustrante para o treinador.
Carrick reconhece atuação irregular e cobra reação do United
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Além do resultado, Carrick demonstrou insatisfação com a maneira como o Manchester United conduziu a partida. A equipe teve dificuldades para manter a organização ao longo dos 90 minutos e não conseguiu aproveitar a vantagem numérica para assegurar a vitória. O gol sofrido nos acréscimos expôs novamente a dificuldade dos Red Devils para transformar situações favoráveis em resultados positivos.
O técnico, porém, evitou direcionar a frustração exclusivamente aos jogadores. Questionado sobre uma possível decepção com o elenco, ele ponderou que os erros fazem parte do futebol, mas ressaltou que cada integrante do grupo precisa reconhecer o nível de responsabilidade exigido em um clube da dimensão do United.
— Não me sinto desapontado (com os jogadores), porque todos cometemos erros. Erros acontecem, as coisas podem dar errado. Já cometi erros em jogos, e não se trata de desapontar a todos. Todos nós temos padrões, todos nós temos níveis, os jogadores têm seus níveis e padrões, e eles reconhecem a responsabilidade quando algo dá errado.
A fala não diminui a cobrança por uma mudança de cenário. Carrick admitiu que o desempenho poderia ter levado a outro desfecho, mas reconheceu que os detalhes não podem servir como justificativa para uma campanha abaixo das expectativas. Para o treinador, os Red Devils precisam transformar a insatisfação em uma resposta dentro de campo, sobretudo diante da necessidade de recuperar os pontos perdidos nas primeiras rodadas.
— Acho que poderia ter sido diferente por alguns detalhes aqui e ali, mas a realidade é a realidade, temos que aceitá-la. Precisamos mudar o rumo das coisas, para uma direção positiva, o mais rápido possível, isso é bem claro.
Vaias em Old Trafford aumentam o desconforto após novo tropeço
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A frustração também partiu das arquibancadas. Em diferentes momentos do jogo, torcedores do Manchester United vaiaram a equipe, numa demonstração de descontentamento com o desempenho e com mais um resultado que escapou nos minutos finais. O empate em casa, especialmente diante das condições favoráveis construídas durante a partida, tornou a reação compreensível aos olhos de Carrick.
O treinador afirmou entender a insatisfação dos torcedores, embora tenha reconhecido o impacto emocional das manifestações. Em um clube marcado pela exigência por resultados e pela expectativa de disputar as primeiras posições, a sequência inicial aumenta a cobrança sobre jogadores e comissão técnica.
— Quando as coisas não saem como planejado, eu entendo a reação. Obviamente, dói muito. Não é agradável passar por isso, mas às vezes é preciso passar, é assim que funciona.
Carrick também fez questão de ressaltar sua ligação com o clube e a intensidade com que encara o momento. Segundo ele, a frustração vem do compromisso com o United, e não de uma reação distante ao que acontece dentro de campo.
— Eu me importo com este lugar tanto quanto qualquer outra pessoa, então às vezes você pode falar demais porque acaba transbordando. Mas vem de um bom lugar, de verdade, e por isso eu entendo — concluiu.