Inglaterra

Bom futebol, goleada, Suárez e gol de Coutinho em Anfield

Toque de bola, muitos passes, jogadas trabalhadas e jovens. Essa combinação fez o Swansea de Brendan Rodgers ser chamado de “Swanselona” na temporada passada e o técnico ganhou a chance no Liverpool. Em Anfield as coisas foram mais difíceis. Mesmo assim, ele apostou e insistiu, mesmo quando não dava resultado. Alguns diziam que era um time formado para dar resultado a médio prazo, mas o fato é que a pressão ronda o Liverpool como uma nuvem negra. Só que há jogos como a goleada por 5 a 0 sobre o Swansea, neste domingo, que fazem o torcedor acreditar que pode ser mais do que apenas uma promessa. ironicamente, logo contra o Swansea, que foi onde Rodgers fez tudo isso pela primeira vez.

O primeiro tempo do Liverpool mostrou uma pressão forte dos donos da casa e a torcida em Anfield já imaginava o pior. De novo, o time jogava bem, com bola no chão, mas não conseguia marcar o gol. Isso até os 34 minutos, porque foi quando surgiu o pênalti em Luis Suárez, derrubado por Kemy Agustien. O capitão Steven Gerrard mandou para as redes.

Na segunda etapa, tudo mudaria. E logo no primeiro minuto. Suárez fez o passe para Philippe Coutinho avançar, com a camisa 10 às costas, balançar na frente da marcação e chutar para marcar seu primeiro gol com a camisa dos Reds. Muito comemorado, claro, como tem que ser.

O futebol praticado pelo Liverpool era envolvente e a falta de entrosamento dos reservas do Swansea contribuiu para que os Reds envolvessem totalmente a defesa adversária. O terceiro gol foi um exemplo disso. Luis Suárez, José Enrique, Daniel Sturridge e uma tabela fantástica que acabou com gol de Enrique. Um gol lindo, de um time que parece ter incorporado o estilo de jogo com passes constantes.

O apetite do Liverpool só parecia aumentar. O time sentia a fragilidade dos galeses e sabia que era uma chance de massacrar. E foi o que fez. Luis Suárez recebeu a bola e no domínio já tirou da marcação, fez duas fintas e mandou um chute colocado de esquerda. Golaço do melhor jogador do Liverpool e da partida, que fez um inferno na defesa desentrosada do Swansea. Foi o 18º gol dele na Premier League, apenas um gol atrás do artilheiro, Robin van Persie, do Manchester United.

O time não parava. Em um lançamento longo da esquerda para a direita, o meio-campista Wayne Routledge foi imprudente, subiu com o braço aberto e tocou na bola. Pênalti bem marcado pelo árbitro, que Daniel Sturridge teve a chance de marcar e balançar as redes pela quinta vez na temporada.

Depois disso, Brendan Rodgers fez alterações na equipe, tirando de campo Philippe Coutinho, Lucas Leiva e Luis Suárez. O Liverpool diminuiu o ritmo, como era de se esperar. E teve talvez a sua única má notícia da partida. Fabio Borini, que entrou em campo no lugar de Suárez, deixou o gramado pouco depois, direto para o vestiário, aparentemente lesionado. O italiano parece em uma maré de azar, depois de já ter se machucado gravemente nesta temporada.

O saldo que fica do jogo é que o Liverpool mostrou um futebol muito atraente, mas que ao contrário das últimas vezes, foi eficiente. Uma goleada que aumenta a confiança dos jogadores e da própria torcida, que espera que o futebol se repita, mas principalmente que o resultado também se repita. Não precisa ser goleada todo jogo, claro. Mas as vitórias são fundamentais para um time que ainda não tinha conseguido os três pontos contra times do bloco de cima da tabela, mesmo tendo jogado bem contra boa parte delas.

O Liverpool precisa sonhar para chegar à Liga dos Campeões na próxima temporada. Com a vitória, o time chega a 39 pontos em 27 jogos e diminuiu para nove a diferença para o Tottenham, atual quarto colocado e posição que o time precisa para voltar à principal competição europeia. É uma distância grande, considerando o quanto o Liverpool não tem conseguido vencer com frequência. Mas a goleada sobre o Swansea deixa a esperança. E a esperança é algo que os torcedores jamais perdem.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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