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Autonomia aos árbitros, menos em absurdos como esse

Há quem diga que a decisão de um árbitro em campo deve ser a última. O que ele fizer está feito. Afinal, qual o sentido de se ter um profissional designado a fazer escolhas e interpretações em campo se, posteriormente, pode se decidir no tribunal? Esse ponto de vista até tem boas bases de argumentação, mas o que fazer se uma decisão completamente equivocada e prejudicial a um clube acontece?

No final de semana, no jogo entre Sunderland e Stoke City, Wes Brown, zagueiro dos Black Cats, foi absurdamente expulso por uma falta em Charlie Adam. A expulsão direta, na Premier League, vale uma suspensão de três jogos. Embora Brown não seja lá um diferencial no time, é um prejuízo inaceitável perdê-lo por uma expulsão em lance em que o beque sequer encostou no adversário, que lançou-se ao chão, ludibriando o árbitro.

Diante de tal lance, não havia como o Sunderland não levar o caso ao tribunal. De maneira justa, conseguiu a anulação do cartão vermelho. Quando a decisão tomada pelo árbitro é tão claramente absurda, não há como evitar que sua palavra seja a penúltima a ser ouvida. Mas só em casos extremos. É preciso manter a autonomia dos homens do apito, mas sem legitimar disparates como o cometido por Kevin Friend. Ainda assim, é necessário cuidado com o precedente que esse caso abre. Não seria saudável confundir qualquer tipo de erro dos árbitros com situações como essa.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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