Inglaterra

Arteta admite “mensagens contraditórias” por reforços após 55 demissões, mas defende decisões do Arsenal

Mikel Arteta admitiu que o Arsenal está emitindo “mensagens contraditórias” do ponto de vista financeiro, ao se movimentar no mercado de transferências após demitir 55 funcionários e negociar uma redução salarial com seus jogadores durante a paralisação pela pandemia, e entende as críticas, mas defendeu que as decisões estão sendo tomadas para garantir um futuro mais “estável e positivo”.

Como muitos outros clubes ingleses e europeus, o Arsenal acertou uma redução salarial com seus jogadores, inicialmente de 12,5%. Caiu para 7,5% após a classificação para a Liga Europa por meio do título da Copa da Inglaterra. No começo de agosto, anunciou a demissão de 55 funcionários, incluindo o chefe do Departamento de Recrutamento, Francis Cagigao.

O enxugamento do quadro de funcionários foi resultado de um “plano meticuloso de reestruturação do clube para funcionar melhor e ser mais estável para o futuro” e o fato de terem concordado em abrir mão de parte dos salários não significa que os jogadores possam opinar em todas as decisões tomadas pela diretoria, afirmou Arteta.

O Arsenal atendeu ao pedido de Willian por um contrato de três anos para trazê-lo do Chelsea, está interessado na contratação do zagueiro Gabriel, do Lille, avaliado em £ 27 milhões e espera anunciar em breve a renovação de Pierre-Emerick Aubameyang, com vencimentos estimados em £ 250 mil por semana.

Segundo o Guardian, houve insatisfação entre os jogadores porque eles acreditavam que as reduções salariais garantiriam os empregos de colegas em outros departamentos.

“Eu entendo”, disse Arteta. “Se você olhar pelo ponto de vista financeira, pode tirar algumas mensagens contraditórias, mas é muito claro que o clube teve um plano meticuloso sobre como precisava se reestruturar para funcionar melhor e ser mais estável para o futuro. Foram muito convincentes com todos os argumentos”.

“Os jogadores quiseram ajudar o clube nesta posição financeira difícil. Isso não significa que eles podem opinar em todas as decisões tomadas pelo clube depois disso. Não pode funcionar assim. No fim do dia, não foi uma obrigação, foi uma escolha, se queriam fazer isso ou não”.

“Tentamos fazer a coisa certa como seres humanos para ajudar um clube que tem nos apoiado, em muitos casos há anos, e em outros casos, quando você está machucado, doente, tendo um bom ou mau desempenho. Acreditamos que era a coisa certa a fazer e o clube tem que ficar livre para lutar pelo futuro da maneira mais positiva e estável possível”.

“É triste e foi durante o período da COVID-19 que tivemos que tomar a decisão de pedir para que nossos jogadores contribuíssem com reduções salariais. Uma das razões foi para manter alguns deles. Estamos tentando fazer a coisa certa e o clube está tentando proteger o futuro o máximo que pode”, completou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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