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Arsenal oferece válvula de escape com a construção de campos de futebol para refugiados no Iraque

O futebol não pode oferecer uma solução para os conflitos do mundo, mas sua presença em áreas afetadas por guerras ou situações de tensão social porporciona a algumas pessoas a oportunidade de, por algum momento, conseguir concentrar sua cabeça em algo que não seja o terror e a luta pela sobrevivência. Em um acampamento específico para refugiados no norte do Iraque, a história não é diferente, e dentro dela aparece o Arsenal como agente importante nesta tentativa de oferecer uma perspectiva um pouco mais positiva aos afetados pelo conflito no país.

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Em parceria com a Save the Children, ONG de defesa dos direitos da criança no mundo, os Gunners construíram dois campos de futebol para crianças de um acampamento de refugiados na região do Curdistão, no norte do Iraque. Até agora, mais de 2.500 meninos e meninas jogaram nos gramados, e Esra, de 12 anos, é uma das que se beneficiou da ação. Obrigada a fugir de sua casa em Bagdá, demorou para se acostumar à ideia de viver em um acampamento, tão longe de onde cresceu, mas já consegue identificar as coisas positivas do local: “A escola e o campo de futebol”.

“Tivemos que ir embora por causa dos bombardeios e explosões que estavam acontecendo e estávamos com medo de que um deles alcançaria nossa casa. Foguetes estavam sendo atirados, então saímos com pressa. Despedi-me de duas amigas, os outros não consegui ver. No começo, eu estava muito confusa, não sabia como eu podia deixar minha casa e vir até aqui. Mas pelo menos nos sentimos mais seguros aqui, não estaríamos seguros em casa”, explicou Esra.

No vídeo que você pode ver abaixo, um programa de TV da BBC acompanhou a jogadora Alex Scott, do time feminino do Arsenal e com mais de 100 jogos pela seleção inglesa, em uma viagem até o acampamento. Além deles, o clube enviou um treinador para ensinar alguns dos métodos de treinamento dos Gunners para os funcionários do acampamento responsáveis por coordenar as atividades. Vale a pena conferir a história da menina Esra, a experiência de Alex Scott conhecendo a situação das crianças iraquianas e, claro, a perspectiva nova proporcionada pelo futebol nesta realidade.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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