Futebol femininoInglaterra

Árbitro é punido porque, em vez de “cara ou coroa”, pediu para capitãs tirarem “pedra, papel ou tesoura”

É hábito em qualquer canto do mundo que o árbitro faça o seu “cara ou coroa” com os capitães para se decidir “campo ou bola”. Está nas próprias regras do esporte o uso da moeda. Mas na Inglaterra, a terra dos tradicionalismos, o costume foi quebrado em pleno Campeonato Inglês Feminino. E a transgressão do árbitro terminou punida pela Football Association nesta semana. Tudo porque David McNamara, ao esquecer sua moeda nos vestiários, pediu às capitãs de Manchester City e Reading que disputassem um “pedra, papel ou tesoura” no círculo central antes do apito inicial.

O episódio aconteceu em 26 de outubro, em duelo transmitido pela televisão local. Manchester City e Reading empataram por 1 a 1. Por conta do ocorrido, McNamara pegou um gancho de três semanas. Ele ainda pode recorrer da decisão. A punição acontece num momento em que as decisões dos árbitros ingleses são bastante questionadas no futebol feminino local. O gesto de McNamara representaria justamente a falta de zêlo.

“O árbitro esqueceu sua moeda e, naquele momento, em um jogo transmitido pela TV, ele estava realmente pressionado para iniciar o duelo no horário correto. Foi um momento de loucura. Ele obviamente achou que era a coisa certa a se fazer, já que não poderia retornar aos vestiários. Não é defensável. Ele deveria estar mais preparado. Foi decepcionante e muito pouco profissional. As regras do jogo dizem que você precisa lançar uma moeda. Não dá para pensar que é algo que podemos ignorar”, declarou Joanna Stimpson, chefe de arbitragem do futebol feminino inglês, ao Telegraph. Um ato pitoresco, mas que incomodou bastante.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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