InglaterraPremier League

Apesar da noite infeliz do Stoke, impressionou a maneira como Henderson joga fácil

O nome do Stoke City costuma causar calafrios em alguns torcedores do Liverpool. Afinal, aquela goleada por 6 a 1 em 2015 continua viva na memória de muita gente. Desde então, os Reds sempre bateram os Potters. E a vitória mais categórica aconteceu nesta terça pós-Boxing Day, em Anfield. Não que os presentes tenham passado imunes. Os visitantes saíram em vantagem no placar, mas também cometeram muitos erros para permitir a goleada por 4 a 1 da equipe de Jürgen Klopp. Apesar do auxílio adversário, uma boa atuação no geral, em especial de Jordan Henderson, que cada vez mais prova sua capacidade para ser o coração do time.

Henderson amadureceu bastante nos últimos anos. A escolha do camisa 14 como “herdeiro” de Steven Gerrard, tanto na liderança quanto na função, permitiu o seu crescimento. Atualmente, a influência do capitão é inegável. Impõe sua voz de maneira ativa no elenco. Mas, mais do que isso, vem jogando muito bem. Nenhum outro jogador da Premier League é mais preponderante na organização de seu time. Henderson é o líder em passes e, entre os atletas de linha, o segundo em lançamentos. Além disso, também oferece sua contribuição na criação, autor de quatro assistências até o momento.

Nesta terça, Henderson não teve participação direta nos gols. Mesmo assim, se sobressaiu pela maneira como ajudou no domínio territorial do Liverpool. Foi o jogador que mais teve a bola nos pés em Anfield, com 8,9% da posse total. E encheu os olhos por suas inversões de jogo, batendo fácil na bola. A falta de proteção à defesa dos Reds, de fato, é um entrave na temporada. Ainda que o empenho do capitão sem a bola também seja notável, vice-líder em desarmes. Desta vez, ao menos, não precisou passar tantos apuros.

O Stoke City abriu o placar aos 12 minutos, contando com a benevolência da linha de zaga do Liverpool. Em bola que cruzou os ares de Anfield, Jonathan Walters apareceu para completar de cabeça e Simon Mignolet aceitou. Do outro lado, para sorte dos anfitriões, as entregadas foram mais frequentes. Adam Lallana foi outro que apareceu muito bem no meio-campo. E tabelou com Glen Johnson, que se esqueceu que agora defende os Potters, para empatar. Já a virada se consumou aos 44, em troca de passes com total liberdade, que Roberto Firmino fuzilou.

No segundo tempo, o domínio do Liverpool foi total. Ficou até barato a diferença de três gols no placar, diante da diferença de volume de jogo e de finalizações. O terceiro saiu aos 15, com Imbula mandando contra as próximas redes. Por fim, Daniel Sturridge deu números finais ao marcador. O inglês saiu do banco e anotou seu primeiro tento na atual Premier League, graças ao péssimo recuo de Ryan Shawcross.

A vitória recoloca o Liverpool na segunda colocação, um ponto à frente do Manchester City e a seis do líder Chelsea. Dois de seus próximos adversários até o fim de janeiro. O encontro com os Citizens, em Anfield, está marcado já para o próximo sábado. Chance de fincar bandeira como principal perseguidor do Chelsea. Um jogo que deverá exigir bastante justamente do meio-campo dos Reds, incluindo Henderson.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo