Futebol inglês

Análise da temporada

Seguimos nesta semana com a retrospectiva da temporada 201/11 da Premier League. Hoje falamos de Everton, Fulham, Liverpool, os dois Manchesters, Newcastle e Stoke. A retrospectiva acaba na semana que vem, com os sete times restantes.

Everton
Colocação final: 7º (previsão Trivela: 6º)
Técnico: David Moyes
Maior vitória: Wolves 0x3 Everton (9/4)?
Maior derrota: Everton 1×4 West Brom (27/11)?
Principal jogador: Leighton Baines (LE, Inglaterra)?
Decepção: Yakubu
Artilheiro: Tim Cahill (9 gols)??
Nota da temporada: 6

O Everton não ganhou em agosto. Nem em setembro. Sua primeira vitória veio em outubro, quando o campeonato já tinha sete rodadas. Em outubro, os Toffees ganharam três de seus quatro jogos, e empataram o outro. E depois só voltaram a ganhar em 20/12. Nesse ritmo, até fevereiro a equipe de David Moyes tinha ganho nada mais que cinco jogos – e empatado 12. Na 25a rodada o Everton ganhou de 5 a 3 do Blackpool e engrenou uma reação:, sete vitórias, três empates e três derrotas, que o levaram ao… oitavo lugar.

O elenco era o mesmo, o técnico o mesmíssimo, as ambições também não poderiam ser diferentes. O gigante adormecido dorme a sono solto, e não há nada que indique que ele possa despertar. O Everton continua tendo os melhores jogadores médios da Liga – Howard, Cahill, Arteta –, Baines teve um ótimo ano, mas para aí. Ano que vem, se alguém melhorar o time será o nono. Se alguém piorar, será o sétimo. O que não mudará é a certeza de que desperdiçará poucos pontos bestas – e de que dificilmente vencerá um dos primeiros colocados. Um time médio, com uma campanha média.

Fulham
Colocação final: 8º (previsão Trivela: 7º)
Técnico: Mark Hughes
Maior vitória: 3×0 (4 vezes)?
Maior derrota: Fulham 2×5 Liverpool (9/5)?
Principal jogador: Clint Dempsey (MC, EUA)?
Decepção: Philippe Senderos
Artilheiro: Dempsey (12 gols)??
Nota da temporada: 7

Não é que a temporada do Fulham tenha sido tão diferente da do Everton. A diferença é que, de técnico novo, os Cottagers demoraram meio ano para se achar. Depois, entretanto, a subida foi ainda melhor que a dos Toffees. O time que ganhou dois jogos antes de 28/12, a partir daí perdeu cinco, empatou seis e ganhou nove. Mark Hughes balançou, mas conseguiu se manter no cargo, e o Fulham do final da temporada foi um time forte, parecido com o do ano passado.

Além do técnico novo, a lesão do artilheiro Bobby Zamora – e do reforço Mousa Dembelé – também não ajudaram a equipe a engrenar logo. Para completar, os londrinos acabaram a temporada classificados para a Liga Europa por causa dos critérios de “fair play” da Uefa. Dempsey continua sendo a principal referência da equipe, assim como Zamora, livre de contusão, foi o principal assistente da equipe. O ressurgimento, ainda que tímido, de Andy Johnson pode ficar entre os pontos fortes da temporada da equipe. Que, infelizmente, ano que vem terá que começar do zero de novo.

Liverpool
Colocação final: 6º (previsão Trivela: 5º)
Técnico: Kenny Dalglish
Maior vitória: Liverpool 5×0 Birmingham (23/4)?
Maior derrota: Man City 3×0 Liverpool (23/8)?
Competição continental: Eliminado nas oitavas da Liga Europa
Principal jogador: Dirk Kuyt (Posição, País)?
Decepção: Joe Cole
Artilheiro: Dirk Kuyt (13 gols)??
Nota da temporada: 6

E já que estamos falando de equipes com metades distintas na temporada, o ápice disso é, sem dúvida, o Liverpool. Do namoro ao rebaixamento até a 10a rodada ao arranque que quse levou os Reds à Europa novamente a diferença foi de uma ou duas rodadas. E um técnico. Roy Hodgson caiu depois de menos de seis meses e 31 partidas, um recorde negativo na história do clube. Se havia quem defendesse que a demissão foi precipitada e equivocada, seis rodadas sob o comando de King Kenny foram suficientes para provar o contrário.

Do 13o ao sexto, em seis jogos, sendo que o primeiro foi uma derrota e o seguinte um frustrante empate em casa com o Everton. A partir daí, a até a derrota para o Tottenham na 37a rodada que selou mais uma temporada fora da Europa, os Reds perderam duas e empataram duas, e venceram as dez restantes. Não há milagre tático possível: com Dalglish o Liverpool voltou a ter um técnico que os jogadores não podiam ignorar. Partiu daí a reação.

O ano novo não trouxe só um novo técnico, mas também dois novos atacantes. Carroll e Suárez, apesar de um par ou dois de boas partidas, são muito mais para o futuro do que foram para já. Quem carregou o time nas costas na ausência de Gerrard, mais uma vez afastado por muito tempo por contusões, foram Kuyt e Maxi Rodríguez. O que só prova o quanto o Liiverpool ainda tem muito o que evoluir. King Kenny fez milagre este ano, mas, parta continuar a fazer chover, vai precisar de jogadores melhores.

Manchester City
Colocação final: 3º (previsão Trivela: 4º)
Técnico: Roberto Mancini
Maior vitória: Man City 5×0 Sunderland (3/4)?
Maior derrota: Man City 0x3 Arsenal (24/10), Liverpool 3×0 Man City (11/4)?
Competição continental: Liga Europa, eliminado nas oitavas de final
Principal jogador: Carlos Tevez (A, Argentina)?
Decepção: Edin Dzeko
Artilheiro: Carlos Tevez (21 gols)??
Nota da temporada: 7

O Manchester City começou a temporada empatando em casa. E, pelo menos no início dela, não mostrou nada muito diferente do que mostrou na temporada passada: um time forte na defesa, pouco ousado, e procurando descobrir como jogar junto. As diferenças, entretanto, foram aparecendo. Desde o começo, a equipe de Roberto Mancini não ficou três rodadas sem ganhar em nenhum momento. Os jogadores contratados, embora nenhum deles tenha tido impacto devastador e imediato, se encaixaram bem na equipe, que ganhou qualidade com relação ao ano passado.

Não foi à toa que o Manchester City foi o terceiro na tabela, portanto, e empatado em pontos com o segundo. Os azuis de Manchester tiveram, também empatados com os azuis de Londres, a melhor defesa do torneio. O último empate do City foi em fevereiro, o que demonstra uma vontade de ganhar as partidas diferente do ano anterior. Além disso, a equipe finalmente voltou a conquistar um título ao bater o Stoke na final da FA Cup – na qual derrotou, na semifinal, o arquirrival United.

Isto dito, é necessário observar que, para chegar em terceiro, a equipe de Roberto Mancini contou com ajuda grande do norte londrino. Se Tottenham e Arsenal não tivessem embicado para baixo no final da temporada, pelo menos susto o Man City teria passado. A dependência de Carlitos tevez também ainda é grande, embora o time como um todo tenha crescido nas rodadas finais. Um ano consistente, e com resultado um pouco acima do que se esperava. Pode, sim, ser o começo do que sonhou o torcedor dos Citizens.

Manchester United
Colocação final: 1º (previsão Trivela: 2º)
Técnico: ?Alex Ferguson
Maior vitória: Mn Utd 7×1 B’Burn (27/11)?
Maior derrota: Liverpool 3×1 Man Utd (6/3)?
Competição continental: Vice-campeão da Liga dos Campeões
Principal jogador: Wayne Rooney (A, Inglaterra)?
Decepção: Bebé
Artilheiro: Dimitar Berbatov (21 gols)??
Nota da temporada: 9

O Manchester United perdeu só quatro jogos na temporada 2010/11, três deles contra Chelsea, Arsenal e Liverpool na casa dos adversários, só este último por mais de um gol de diferença. A equipe, é verdade, empatou partidas que não deria empatar, o que quase complicou o título nas rodadas finais. O 19o, entretanto, chegou com relativa facilidade, e a vitória tranquila sobre o Chelsea que sacramentou a conquista simbolizou a superioridade dos Devils sobre o restante da Liga.

Sim, é verdade que Chelsea e Arsenal colaboraram. Primeiro porque não fizeram os pontos que precisavam para superar o United, mas principalmente porque deram aos Devils tranquilidade enorme por boa parte da temporada. Não houve, portanto, pressão em cima de jogadores que ainda não se tinham firmado como titulares, sendo Javier “Chicharito” Hernandez o maior exemplo disso. Titulares, aliás, que é difícil apontar no elenco do United.

Berbatov, por exemplo, artilheiro da equipe, acabou o ano no banco. Chicharito, que teve um primeiro semestre discreto, foi o destaque da escalada na Liga dos Campeões. Nani, líder em assistências na Liga, começou a final da LC no banco. E o próprio Wayne Rooney, mais uma vez o destaque da equipe, começou a temporada de maneira problemática. Um dos mais consistentes, sem dúvida, foi Giggs, de quem se dizia que dificilmente aguentaria uma temporada inteira em bom nível. Nada que mude o fato de que Alex Ferguson triunfou de novo. E de que o United é, agora, o maior campeão inglês de todos os tempos.

Newcastle United
Colocação final: 12º (previsão Trivela: 10º)
Técnico: Alan Pardew
Maior vitória: Newcastle 6×0 Aston Villa (22/8)?
Maior derrota: Bolton 5×1 Newcastle (20/11)?
Principal jogador: Joey Barton (MC, Inglaterra)?
Decepção: Hatem Ben Arfa
Artilheiro: Kevin Nolan (12 gols)??
Nota da temporada: 6

Se tem a força de sua enorme e fiel torcida por trás, o Newcastle tem enfrentado nos últimos anos um inimigo do qual dificilmente se ganha: seu próprio dono. Nesta temporada, não foi diferente. Embora não estivesse “bombando”, o time vinha cumprindo bem o que se esperava dele no retorno à Premier League: alternância de ótimos resultados com atuações bisonhas, uma busca de consistência e, na média, uma campanha suficiente para não se assustar com a Segundona. Mas Mike Ashley sempre estará lá para atrapalhar.

No começo de dezembro, Chris Hughton, que fez ótimo trabalho no Championship no ano passado, e que não vinha fazendo nada de absurdo, foi demitido. Para seu lugar, Ashley trouxe Alan Pardew, de poucos sucessos e muitas camapnhas duvidosas na carreira. O elenco, porém, parece já ter se acostumado, e nada mudou: continuaram as vitórias espetaculares e as derrotas ridículas – além dos numerosos empates, 13 no total. Nas sete rodadas finais, os Magpies tiveram apenas uma vitória, o que contribuiu para a classificação final na metade de baixo. E deve perder seus dois melhores jogadores, Barton e Nolan. Ashley, entretanto, continuará lá. Para tristeza do Toon Army.

Stoke City
Colocação final: 13º (previsão Trivela: 12º)
Técnico: Tony Pullis
Maior vitória: Stoke 4×0 Newcastle (19/3)?
Maior derrota: West Ham 3×0 Newcastle (5/3), Man City 3X0 Stoke (17/5)?
Principal jogador: Jermaine Pennant (MC, Inglaterra)?
Decepção: Eidur Gudjohnsen
Artilheiro: Kenwynw Jones (9 gols)??
Nota da temporada: 7

Qunado chegou à Premier League, o Stoke era o time de Rory Delap, dos laterais cobrados na área. Não durou muito, entretanto, embora a jogada ainda seja utilizada por vezes. O fogo não aapgou aí, entretanto, como muitos previam. A equipe de Tony Pullis se converteu em uma das equipe pequenas mais difíceis de serem batidas em casa, dificultando o jogo inclusive para os grandes. Em 2010/11, o clube escalou mais um degrau, e, na próxima temporada, jogará na Europa.

A força do time continua a mesma: cinco derrotas em casa, a última delas tirando a da última rodada – com o destino já decidido e contra um Wigan precisando vencer para não cair – ainda em 2010. A isso se somaram Jermaine Pennant e Matthew Etherington. O primeiro, ex-promessa do Arsenal que não vingou; o segundo com trajetória menos vistosa, mas que também surgiu gerando expectativas no West Ham. Se não chegaram ao título (ou ao Man Utd), foram os destaques do vice-campeonato da FA Cup, e da temporada como um todo.

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Equipe Trivela

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