Inglaterra

A situação do Blackpool anda tão difícil que o goleiro teve que jogar com uma camisa autografada

A temporada do Blackpool não foi muito fácil. Na verdade, a única parte boa é que está chegando ao fim. Rebaixado à terceira divisão com seis rodadas de antecedência, sem dinheiro, sem grandes jogadores e com um dono impopular, a passagem pela Premier League há alguns anos parece cada vez mais uma outra vida. Mas todos sabem que o fundo do poço tem alçapão.

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Porque não foi suficiente o clube chegar às vésperas da estreia na temporada com apenas oito jogadores no elenco, os protestos da torcida contra o dono que não investe absolutamente nada no clube, apesar de haver dinheiro de auxílio da Premier League, e ainda uma atrapalhada tentativa de derrubar o técnico José Riga, ano passado, que decidiu passar uns dias na Bélgica durante a pausa internacional e viu a diretoria aproveitar o vácuo para tentar substituí-lo na surdina.

Semana passada, o goleiro do time Joe Lewis teve que jogar o primeiro tempo contra o Reading com uma camisa que havia autografado para um patrocinador porque simplesmente não havia mais nenhuma disponível. Quem conta é o meia espanhol Andrea Orlandi, em artigo na Blackpool Gazette.

“Quando Joe tentou pegar outra camisa, disseram para ele que não havia mais nenhuma. Foi engraçado porque ele tentou colocar um negócio em cima para cobrir, e ficou ainda mais engraçado. No entanto, coisas assim – detalhes aparentemente sem importância – fazem a diferença em um clube? Uma coisa pequena? Provavelmente, mas ainda assim não é normal que aconteça com um clube da segunda divisão.”

Lewis entrou em campo com a camisa autografada (Foto: Reprodução/Mirror)
Lewis entrou em campo com a camisa autografada (Foto: Reprodução/Mirror)

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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