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A mais dramática final de Copa da Inglaterra foi entre Manchester United e Arsenal

O futebol permite viradas inacreditáveis, mesmo quando tudo parece perdido. A torcida do Manchester United sabe bem disso. A decisão mais emocionante da história da Champions League, a de 1999, tinha os Diabos Vermelhos atrás no placar por 1 a 0 até os 46 minutos do segundo tempo. Um gol de Sheringham e depois outro de Solskjaer aos 48 deram a virada inacreditável ao time, que levantou a taça. Só que 20 anos antes, o Manchester United viveu o outro lado de uma história como essa. Foi na decisão da Copa da Inglaterra de 1979 contra o Arsenal, mesmo adversário desta segunda-feira pela mesma competição, mas desta vez pelas quartas de final. Naquele dia, em Wembley, os corações dos torcedores foram fortemente testados.

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O estádio de Wembley estava lotado, com 100 mil pessoas nas arquibancadas para a decisão entre o Arsenal e o Manchester United. Vestido com seu uniforme amarelo, o Arsenal foi dominante na maior parte do jogo e construiu um bom placar no primeiro tempo. Melhor no jogo, o time fez 2 a 0 e parecia estar no controle da decisão. Aos 12 minutos, David Precise recebeu lançamento dentro da área e tocou para trás onde Brian Talbot completou para o gol. Já no fim do primeiro tempo, o grande nome do jogo apareceu. Liam Brady atacou pela direita e cruzou para Frank Stapleton marcar de cabeça e ampliar o placar para 2 a 0.

Jogadores do Arsenal comemoram o gol do time em 1979
Jogadores do Arsenal comemoram o gol do time em 1979

Um placar administrado com tranquilidade durante todo o segundo tempo. Isso até o final. Faltando cinco minutos para o fim do jogo, as coisas esquentaram. Aos 41 minutos, cobrança de falta do Manchester United para dentro da área e Gordon McQueen marcou o gol que diminuiu o placar. Naquele momento, parecia que seria só um gol de consolação. Mas não foi. Sammy McIlroy recebeu um lançamento longo, invadiu a área, driblou e chutou mascado, mas suficiente para a bola ir manda para dentro do gol. Era o gol de empate, aos 43 minutos do segundo tempo.

O empate dramático, claro, deixava a situação melhor para o Manchester United, que se salvava de uma derrota que parecia certa. No esporte, como na vida, as coisas não são uma questão pura e simples de habilidade, ou de quem é melhor. O psicológico é sempre muito importante e o momento era todo do Manchester United, não do Arsenal.

Mas o futebol permite que algumas coisas aconteçam. O Arsenal atacou mais uma vez, já no último minuto do tempo regulamentar. Brady, que fez grande partida, construiu uma boa jogada pelo lado esquerdo e tocou para Graham Rix, que fez o cruzamento. O goleiro Gary Bailey calculou errado e saiu mal do gol. A bola viajou para o segundo pau e encontrou Alan Sunderland, que se jogou de forma dreamática para empurrar a bola para as redes. Um 3 a 2 para lá de emocionante, que certamente testou muito o coração dos torcedores dos dois times. No final, a taça foi mesmo para Highbury.

Os torcedores do Gunners certamente esperam que se houver muitas emoções no jogo desta segunda, que ao menos o final seja o mesmo. Os torcedores do United, que estarão presentes no estádio Old Trafford, esperam que esta memória seja apenas para lembrar o time de ficar atento todos os minutos da partida. O jogo desta segunda começa às 16h45 e terá transmissão da ESPN Brasil.

Arsenal Manchester United FA Cup 1979

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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