A contradição do Chelsea de José Mourinho
Eden Hazard, Juan Mata, Oscar, Andre Schürlle, Willian, Kevin de Bruyne, Frank Lampard, Fernando Torres, Demba Ba e Samuel Eto’o. O que não falta no elenco do Chelsea é opção ofensiva. Meias e atacantes de qualidade, principalmente após a contratação do camaronês, que estreou neste sábado contra o Everton. Então por que o time de José Mourinho sofre para marcar gol?
A média no Campeonato Inglês é de um por jogo. Foram dois no Hull City e dois no Aston Villa. Nenhum no Manchester United e na derrota por 1 a 0 para o clube azul de Liverpool. Pelos números do jogo deste sábado, a primeira providência é descobrir onde fica o gol. Excluindo o clássico – oito arremates e quatro acertos – o Chelsea chutou 60 vezes nas outras três partidas e acertou a meta em apenas 15, 25% de aproveitamento.
Sem confiança em Fernando Torres, Mourinho trouxe Eto’o para ser o principal atacante do time. Disse que usaria dois jogadores de área apenas quando estivesse perdendo. Ele não estava mentindo, pois Torres entrou contra o Everton aos 24 minutos do segundo tempo para ajudar o camaronês, que não teve uma estreia muito boa e perdeu um gol feito em bola roubada por Schürlle.
Na primeira passagem de Mourinho por Stamford Bridge, o time marcou seis gols nos quatro primeiros jogos, o que não é muito mais do que a equipe atual. A diferença é que foram quatro vitórias. A primeira derrota veio apenas na nona rodada. Com apenas sete pontos, o Chelsea, que emergiu do mercado de transferências como um possível favorito ao título, está com o pior começo de Premier League desde que Roman Abramovich comprou o clube, em 2003.
O campeonato ainda está no começo. Mourinho tem ajustes a fazer e jogadores que nem estrearam, como Willian, mas o torcedor que esperava que o Special One repetisse o início da sua primeira passagem por Stamford Bridge deve estar decepcionado.



