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A boa notícia: o Arsenal está chutando muito. A má: muito mal

O Arsenal começou bem a Premier League. Apesar do tropeço contra o West Ham, na estreia, venceu o Crystal Palace, empatou com o Liverpool, e neste sábado, ganhou do Newcastle, fora de casa, por 1 a 0. Soma sete pontos em quatro rodadas, um a mais do que na temporada anterior. Está com um bom volume de jogo e é a equipe que mais chuta a gol no campeonato. O problema é que chuta mal.

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Antes da quarta rodada começar, o Arsenal tinha média de 20,3 arremates por partida, contra 18,7 do Swansea e 18,3 do Norwich. O rival por título ou Champions League mais próximo, segundo os dados do WhoScored, é o Manchester City, em quarto lugar, com 18 chutes de média. Nesse quesito, portanto, o time de Wenger está muito bem, obrigado. Mas só marcou três gols. Dois deles, contra.

O Arsenal manteve a boa média contra o Newcastle, com mais 21 chutes a gol. Logo, das 82 bolas que direcionou ao goleiro adversário nesta Premier League, apenas uma foi uma finalização perfeita que terminou em gol: aquele belo voleio de Giroud contra o Crystal Palace. Todos os outros foram para fora, defendidos pelo goleiro ou entraram nas redes por erros do adversário.

O problema claramente está no ataque, e Wenger sabe. Deu confiança a Giroud, fala aos quatro cantos que não precisa de outro atacante, mas não está totalmente satisfeito. Tanto que, neste sábado, colocou o francês no banco e usou Walcott mais avançado. A ideia era provavelmente aproveitar os contra-ataques que uma partida fora de casa sempre fornece. Mas a expulsão de Mitrovic aos 16 minutos do primeiro tempo e a qualidade de toque de bola do time visitante naufragaram essa estratégia.

O Arsenal teve o controle total do jogo. O Newcastle chutou apenas uma vez a gol e para fora. O Arsenal, 21, e teve quase 70% de posse de bola. Com tudo isso, e pela quantidade de bons jogadores à disposição, poderia ter vencido com mais tranquilidade, mas tirou o zero do placar apenas quando Chamberlain chutou cruzado e Coloccini desviou às próprias redes.

É verdade que Tim Krul fez boa partida, e que Mignolet ajudou a manter o zero no placar contra o Liverpool, mas, com tanto volume de jogo, o que é uma ótima notícia, o time de Londres precisa dar um jeito de colocar a bola dentro do gol sozinho.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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