Holanda

Ten Hag rasga elogios a Antony: “Ele é muito, muito bom. É muito difícil pará-lo quando joga com tranquilidade”

Depois da goleada por 5 a 0 sobre o PSV, Erik ten Hag direcionou elogios especiais a Antony

Num final de semana repleto de clássicos, o Ajax também deu seu show na Eredivisie. Os Godenzonen golearam o PSV por 5 a 0 na Johan Cruyff Arena, com quatro tentos anotados apenas no segundo tempo. Antony fez o terceiro gol de sua equipe e, entre os destaques individuais no ótimo início de temporada do clube, ganhou elogios do técnico Erik ten Hag. O comandante salientou como o brasileiro cresceu na partida, após um primeiro tempo morno, e como foi difícil de segurá-lo enquanto a goleada se desenvolvia.

“Antony é muito, muito bom. Vimos isso no segundo tempo, mas não no primeiro. Ele teve dificuldades para encontrar o ritmo. No segundo tempo, começou a jogar com mais tranquilidade. Quando ele faz isso, é muito difícil pará-lo. Com o decorrer do jogo, fomos ficando cada vez melhores. Deveríamos ter feito assim desde o início, mas não é tão fácil durante os primeiros minutos. Os espaços são menores e você tem que agir mais rápido, então tivemos problemas com isso no começo do jogo”, declarou.

Outro a ganhar elogios do comandante foi Sébastien Haller, autor de um gol e uma assistência: “Haller enfrenta uma quantidade de críticas sem precedentes. Eu disse para que ele ficasse calmo e fizesse acontecer. Ele é mentalmente forte e tem muita resiliência. Haller sempre mantém os adversários ocupados, é muito duro jogar contra ele. Tem mais técnica que muita gente suspeita e é um grande finalizador”.

Ten Hag ainda apontou Dusan Tadic e Daley Blind como protagonistas da noite, especialmente pela maneira como se combinam pelo lado esquerdo e se completam como lideranças: “Dusan e Daley têm uma mentalidade vencedora, isso é ótimo. Eles podem agir quando necessário e assumem responsabilidades, por isso estão frequentemente em equipes vencedoras, basta olhar o currículo de ambos. Onde estão, eles jogam e ganham”.

As ações pela esquerda, aliás, foram importantes na leitura de jogo feita por Ten Hag: “Você podia ver que havia espaços em campo, eles estavam principalmente pela esquerda, com Daley Blind. Se nós atacávamos por ali, André Ramalho tinha que sair. E, se ele fizesse isso, os espaços do outro lado ou pelo meio tinham que ser aproveitados. O primeiro gol é um exemplo disso. No intervalo, pedimos que acionassem mais Blind, mas também que trabalhassem melhor com a bola. Tínhamos que fazer os adversários correr”.

Por fim, o treinador salientou como os resultados em sequência contra Borussia Dortmund e PSV não podem provocar um relaxamento: “Foi uma semana ótima, mas isso não é motivo para descansarmos sobre os louros. Na semana passada ainda tivemos dificuldades em Heerenveen e, antes da Data Fifa, perdemos para o Utrecht. Não é como se pudéssemos sentar e relaxar. Temos que seguir em frente. Em outubro, novembro ou dezembro, você não vai ganhar nada. Esse ritmo tem que permanecer”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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