Holanda

Duas primeiras divisões dos Países Baixos terão seus jogadores parados por um minuto em protesto contra o racismo

A resposta ao episódio de racismo de que Ahmad Mendes Moreira, do Excelsior, foi vítima na rodada passada da segunda divisão neerlandesa tem sido constante nos Países Baixos. Depois de jogadores e treinador da seleção nacional se posicionarem e da comemoração conjunta de De Jong e Wijnaldum no jogo contra a Estônia, todas as equipes das duas primeiras divisões nacionais ficarão parados no primeiro minuto das partidas da rodada deste final de semana.

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Quando os árbitros apitarem o início dos jogos deste final de semana na Eredivisie e na segunda divisão neerlandesa, jogadores de todas as equipes ficarão parados durante o primeiro minuto, enquanto os telões dos estádios mostrarão a seguinte mensagem: “Racismo? Então não vamos jogar futebol”.

Um minuto extra preestabelecido será adicionado aos acréscimos habituais de cada um dos confrontos.

No último domingo (17), o Excelsior visitou o Den Bosch e empatou em 3 a 3, em jogo da segunda divisão dos Países Baixos. Ainda no primeiro tempo, Ahmad Mendes Moreira ouviu cantos racistas da torcida da casa, e o jogo foi interrompido, com o árbitro levando os jogadores para os vestiários. Com a partida de novo em andamento, foi justamente de Mendes Moreira um dos gols do Excelsior.

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A vergonha protagonizada pelos torcedores do Den Bosch mais tarde apenas foi reforçada pelo clube, com o locutor do estádio argumentando que os gritos eram sons de corvos que datam de quando Hans Kraay Jr. (kraai, em holandês, é corvo) jogava pelo clube. Em nota oficial, o Den Bosch reforçou essa versão.

Pelas palavras de Memphis Depay, Wijnaldum e Ronald Koeman, entre outras personalidades do futebol neerlandês, essa versão não colou nem um pouco.

A Federação Neerlandesa afirmou estar investigando o incidente junto aos clubes para encontrar os culpados e definir qual seria a punição, mas nenhuma novidade nesse sentido foi anunciada até agora.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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