Para Uefa, gol de Van Nistelrooy foi legal

No duelo entre Holanda e Itália, nesta segunda-feira, na estréia das duas seleções na Eurocopa, um lance causou grande polêmica. No lance do primeiro gol da vitória por 3 a 0 da Oranje, Van Nistelrooy recebeu a bola em aparente posição de impedimento e tocou para as redes. Apesar das reclamações dos italianos, o gol foi validado. Para a Uefa, o árbitro Peter Fröjdfeldt acertou em sua decisão.
A jogada polêmica ocorreu aos 26 minutos do primeiro tempo. Van der Vaart cruzou para a área e Buffon tirou com os punhos. Panucci também subiu para tentar tirar de cabeça, mas caiu fora de campo. Sneijder ficou com um rebote, bateu cruzado e Van Nistelrooy, livre, tocou para marcar. A Uefa levantou mais polêmica ao explicar que, mesmo além da linha de fundo, o defensor dava condições ao atacante. Tudo por conta de uma interpretação da regra de impedimento.
“Quero ter a oportunidade de explicar e enfatizar que o gol foi corretamente validado pela arbitragem. Acho que houve uma falta de entendimento por parte do público do futebol, e considero isso compreensível por ser uma situação incomum. O jogador não estava impedido. Além do goleiro italiano, havia outro atleta na jogada. Mesmo que o outro italiano estivesse fora de campo, sua posição foi relevante para os propósitos das regras de impedimento”, afirmou David Taylor, secretário-geral da Uefa.
Em outras palavras: Panucci dava condições para Van Nistelrooy, de acordo com a interpretação da Uefa. “Um jogador deve pedir autorização do árbitro para deixar o campo. Neste caso, consideramos que o atleta está sobre a linha de fundo. Então, no lance do gol, Van Nistelrooy estava em condições, pois entre ele e a linha de fundo estavam dois italianos: o goleiro e um defensor”, explicou o dirigente.
Taylor citou uma possível ‘tática’ das defesas para justificar tal consideração. “Se não houvesse esta interpretação, as equipes que estão sendo atacadas podem usar uma estratégia de deliberadamente deixar o campo para deixar os adversários impedidos, e isto é claramente inaceitável. A regra foi aplicada corretamente”, concluiu o secretário-geral da Uefa.



