Holanda

O golaço antes do golaço: Como Van Basten “aprendeu” a obra-prima da Euro 88 com amadores

Não há gol mais simbólico na história da Eurocopa do que aquele presenciado no Estádio Olímpico de Munique em 25 de junho de 1988. O cruzamento de Arnold Mühren parecia alto demais, fora de perigo. Até que Marco van Basten usou a sua genialidade para criar um lance antológico: chutou de primeira, no ângulo oposto de Dasaev, nos únicos centímetros possíveis. Assinou uma obra-prima repetida à exaustão, e que nunca cansa. Quando viu o artilheiro armando a patada, Jan Wouters pensara que Van Basten estava louco por tentar aquilo. E, na comemoração, perguntou ao parceiro como havia conseguido. “Eu não sei!”. Sinceridade e humildade de quem foi gênio, abrilhantando a vitória da Holanda sobre a União Soviética na final.

O inconsciente de Van Basten e de outros jogadores da Holanda, no entanto, talvez soubesse explicar os movimentos. Dias antes da estreia na Euro 1988, a Holanda disputou um jogo-treino contra o amador Quick Nijmegen. A Oranje goleou por 8 a 1. Só que o gol de honra dos azarões, marcado por Michel Dreis, pode indicar algo sobre a memória de Van Basten. Confira:

Sobre aquela conquista da Holanda, vale conferir o especial publicado aqui na Trivela por Felipe Santos Souza, em 2013. Eis o quarto capítulo da saga, relembrando a épica final diante dos soviéticos.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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