Holanda

O filho de Kluivert estreou no profissional do Ajax, e é bom não perder o garoto de vista

Patrick Kluivert foi uma estrela precoce do futebol. Antes mesmo de completar 19 anos, já estava decidindo final de Liga dos Campeões. Tudo bem que a carreira do centroavante acabou se abreviando cedo, por conta das lesões. Mas, para quem acompanha futebol desde os anos 1990, certamente foi um nome marcante. Aos 40 anos, o veterano segue em frente como diretor de futebol do Paris Saint-Germain. E são os seus filhos que tocarão o legado da família em campo. Neste domingo, já teve o primeiro a estrear como profissional: Justin Kluivert saiu do banco e ajudou na vitória do Ajax por 3 a 1 sobre o Zwolle. O primeiro gol saiu em um pênalti só conquistado por causa de uma belíssima enfiada de bola do novato.

Aos 17 anos, o ponta vinha causando estardalhaço nas categorias de base dos alvirrubros. Seus golaços eram frequentes, demonstrando tanta habilidade quanto o pai – e de um jeito diferente, mais incisivo pelos lados do campo e mais veloz. Além disso, Justin é convocado para as seleções menores da Holanda desde o sub-15, chegando no último ano ao sub-18. Era de se esperar, então, que suas aparições pelo primeiro nível do Ajax não demorassem. No início da temporada, ele se juntou ao time B, marcando dois gols em cinco jogos pela segunda divisão holandesa. Agora, recebeu a promoção final, e ganhou cedo uma chance do técnico Peter Bosz na primeira vez em que foi relacionado ao Campeonato Holandês, entrando aos 39 do primeiro tempo. Agradou bastante pelos dribles e pelas jogadas que criou aos companheiros.

Por aquilo que já vinha demonstrando, Justin Kluivert pode muito bem se firmar no futebol. Talvez sem causar o mesmo impacto do pai, mas qualidade não parece faltar. E ainda deve abrir caminho a Shane, ainda guri, que também demonstra possuir uma habilidade acima do comum.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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