Holanda

Não houve cidade mais feliz neste domingo que Roterdã, casa do campeão Feyenoord

A espera perdurou 18 anos. Viu as antigas crianças se tornarem adultos, os jovens virarem senhoras e senhores de meia idade, os quarentões adentrarem na velhice, os velhos aguardarem desiludidos por aquela que poderia ser a última alegria. Enquanto isso, uma geração inteira sequer pôde sentir o gosto de saber o que era o Feyenoord campeão holandês. Neste domingo, o relógio zerou. Crianças e adolescentes, adultos e velhos, todos comemoraram a conquista que não vinha desde o século passado. Experimentaram a euforia única ou a recuperaram, depois de tanto tempo perdido. E, obviamente, transbordaram pelas ruas de Roterdã, com dezenas de milhares de fanáticos vestindo vermelho e branco.

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O ponto principal da concentração, obviamente, era o Estádio De Kuip. Se o local tinha enchido em vão na última semana, com a frustração pelo título antecipado que não veio, desta vez não houve o que abalasse a certeza dos torcedores. Pois as arquibancadas não demoraram a tremer, com os gols precoces de Dirk Kuyt, definindo a vitória por 3 a 1 sobre o Heracles. Contudo, a multidão de ansiosos pelo feito ia muito além da capacidade do estádio. Assim, um mar de gente tomou uma das principais avenidas de Roterdã, iniciando ali mesmo o carnaval dos campeões, vendo e vibrando com o jogo através de telões. A cada gol, um terremoto.

Bastou o jogo terminar para as serpentinas e o papel picado ganharem os ares. Chuva de cerveja, brilho de sinalizadores, cores de bandeiras: tudo exaltava o Feyenoord. Enquanto isso, milhares de pessoas lavavam a alma na fonte de Hofplein, a principal praça da cidade. Um domingo que não vai ter hora para acabar e se estenderá semana adentro. As imagens são sensacionais:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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