Holanda

Experimentando é que se joga

A seleção da Holanda tem um grande benefício, que poucas no mundo igualam: ter um trabalho já altamente desenvolvido por um técnico. O que, por tabela, significa ter uma base muito entrosada, que já se conhece há dois anos, pelo menos. E jogar amistosos serve, pelo menos, para manter essa base bem sólida – se bem que, no caso das seleções europeias, jogar eliminatórias para Copa do Mundo e Eurocopa ajuda a criar um clima de competição, outra vantagem.

Porém, às vezes, contusões evitam que essa base seja mantida, num jogo ou noutro. É o caso que Bert van Marwijk viverá nas duas últimas partidas da Oranje em 2011. Nem deverá ser tão problemático assim nesta sexta, no amistoso contra a Suíça, em Amsterdã. O problema é o rival da terça-feira, na HSH Nordbank Arena de Hamburgo. Ninguém menos do que a Alemanha. E o Nationalelf não é apenas um dos arquirrivais holandeses. É, também, a grande seleção do mundo, provavelmente, nos dias atuais.

Ainda assim, algumas contusões fizeram com que Van Marwijk tenha de colocar alguns jogadores de sobreaviso. Por exemplo, na lateral esquerda. Pieters, titular habitual da posição, quebrou um osso do pé, e está fora de ação até o final do ano. Os dois convocados, então, foram Anita e Braafheid. Nem são presenças absurdas (já frequentam as convocações há algum tempo), mas ser titular é outra história.
Aí, talvez, o lateral do Hoffenheim saia na frente. Tem um estilo mais parecido com o de Pieters. E, de mais a mais, sua experiência é maior do que a de Anita – para quem não lembra, Braafheid jogou a decisão da última Copa do Mundo, entrando no lugar de Van Bronckhorst, no fim da primeira parte da prorrogação.

Porém, o problema principal está no setor de ataque. Mas é daqueles problemas que todo técnico queria ter: quem escalar como único homem de área? Huntelaar, que vem em boa fase no Schalke 04, ou Van Persie, que vai assumindo o papel esperado de protagonista no Arsenal, aos poucos?

O hábito tem sido colocar Huntelaar para finalizar, e Van Persie no meio, pela esquerda, junto de Sneijder e Kuyt. Só que Huntelaar não jogará contra a Suíça (talvez, nem contra a Alemanha), por ter fraturado o nariz na última rodada da Bundesliga. Van Persie, então, deve ser o atacante.

Mas e no meio-campo? A tendência mais forte é colocar Van der Vaart. Só que há dois jogadores pedindo passagem: Schaars e Wijnaldum. O jogador do PSV já tem recebido algumas oportunidades, aos poucos, entrando no decorrer dos jogos. E mostra capacidade para, quem sabe, poder logo ser escalado numa eventualidade.

Schaars, por sua vez, é titular absoluto do Sporting. E procura recuperar o tempo perdido para corresponder às expectativas colocadas sobre ele desde o título europeu sub-21 de 2006, quando o jogador foi capitão e demonstrou habilidade e forte espírito de liderança.

No ataque, até havia chance de mais experimentos. Afinal de contas, Derk Boerrigter fora a grande novidade da convocação de Van Marwijk, pelas atuações boas no Ajax. Só que Boerrigter foi cortado, por lesão nas costas. Em seu lugar, veio Roy Beerens, do AZ – outro que fez parte de uma Oranje campeã europeia sub-21 (2007) e quer aproveitar uma chance rara. Só que o favorito para ser usado no ataque, em qualquer eventualidade, é Luuk de Jong.

Mas tudo isso é problema de Van Marwijk. O importante será fechar o ano em alta. Ganhar os dois amistosos (principalmente contra a Alemanha) é fundamental para isso. E, se experiências feitas derem certo, melhor ainda.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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