Em clássico de almanaque na Eredivisie, PSV bate o Feyenoord no jogo da rodada
Gakpo foi espetacular e participou de todos os gols dos Boeren em placar maluco
PSV e Feyenoord fizeram o clássico que todo mundo quer ver, neste domingo (18), no Philips Stadion. Com um placar insano e várias chances de gol, a vitória da equipe de Eindhoven por 4 a 3 animou o dia de futebol na Holanda.
Em um jogo particularmente marcado pela postura agressiva dos dois times, o PSV saiu atrás no placar, com um susto. A defesa deu mole (não só uma vez) e Oussama Idrissi conseguiu finalizar no canto da meta de Walter Benitez. O balde de água fria, aos três minutos de jogo, irritou o time de Ruud van Nistelrooy, que partiu com tudo para o ataque em busca do empate. Não demorou para que o gol saísse: em boa jogada de bola parada, ponto forte do PSV, o zagueirão Jarrad Branthwaite fez as vezes de atacante e deu um toque sutil entre a trave e o goleiro Justin Bijlow. O passe foi do capitão Cody Gakpo.
Mais presente no campo de ataque, o PSV fez valer o mando de campo para colocar o Feyenoord contra a parede. Aos 25, Gakpo trocou de posição e, em vez de servir, completou belo passe de Xavi Simons para virar. Pouco antes do intervalo, o Stadionclub aproveitou uma bobeira da defesa mandante e empatou: o zagueiro Armando Obispo cortou mal uma bola para afastar, perdeu o equilíbrio e deu de bandeja para Danilo, da marca do pênalti, emendar para a rede. Todo o lance foi particularmente bizarro, uma prova de que ainda faltam ajustes para Nistelrooy no setor defensivo.
A segunda etapa trouxe uma proposta semelhante das duas equipes. Mais dominante, o PSV tentou impor seu jogo, enquanto o Feyenoord buscava esporádicas oportunidades para punir o rival. Logo após a volta do intervalo, Guus Til, que disputou a última temporada pelo adversário de hoje, apareceu para completar um novo passe de Gakpo para as redes. O lance indicou que o clássico estava resolvido, mas os visitantes não pararam de lutar. O jogo ficou imprevisível na metade final e, mesmo com o volume do PSV, não seria surpresa se o Feyenoord conseguisse sair com um ponto ou até mesmo a vitória em dois lances.
Revigorado pelas mexidas de Arne Slot, o Feyenoord teve em Igor Paixão e Patrik Wälemark como grandes ameaças à irregular defesa dos Boeren. Eles incomodaram bastante pela lateral, mas o gol de empate veio pela faixa central. O capitão Orkun Kokcu acertou um petardo no ângulo, contando com um desvio da defesa para vencer o goleirão Benítez.
Obispo, que entregou o segundo gol para o Feyenoord, teve sua redenção, mas não teve muito tempo para celebrar a vitória: aos 38 minutos, o zagueiro subiu para a área rival, cabeceou firme para as redes, mas se chocou com Gernot Trauner. Com fortes dores de cabeça e para evitar desdobramentos no protocolo de concussão, o herói da tarde saiu para dar lugar ao brasileiro André Ramalho. Adivinha de quem foi o passe? Dele mesmo, Gakpo. O dono da festa, deixando colegas em condição de marcar.
Venceu quem procurou mais o gol: o PSV chutou 27 vezes, sendo 10 no gol de Bijlow. O Feyenoord, que esteve longe de fazer uma partida ruim, arrematou 13 vezes, seis delas na direção da meta de Benítez. Esse equilíbrio com placar elástico é sem dúvida uma marca da Eredivisie, um dos atrativos que a liga sempre teve, mesmo em momentos que faltam astros para atrair mais atenções do mundo do futebol.
O PSV lidera, mas provavelmente por pouco tempo: o Ajax encara o AZ fora de casa e pode recuperar a ponta ainda neste domingo. Acompanhando de perto a briga, o Feyenoord permanece em terceiro, com apenas dois pontos de desvantagem.



